Muitos pilotos, poucos carros.

Faltando menos de um mês para o início da temporada, sete vagas estão em aberto.

No dia 14 de março nas ruas de São Paulo será dada a largada para a 15ª temporada da IndyCar Series organizada pela IRL. Dezesseis pilotos já estão confirmados na categoria para a temporada completa e alguns pilotos confirmados para correr esporadicamente durante o ano. Clique aqui para ver como está o grid até o momento.

As equipes Dale Coyne, KV Racing Technology, Conquest Racing, Team Curb/3G e Newman Haas Lanigan Racing ainda não tem nenhum piloto confirmado. A Dale Coyne Racing e Newman Haas Lanigan Racing planejam ter dois carros no grid, além de um segundo carro da equipe HVM Racing.

Muitos pilotos buscam apenas sete vagas nestas próximas quatro semanas que antecedem a SPIndy300.

O ex piloto Dale Coyne disse publicamente que está interessado em Graham Rahal. O filho de Bobby Rahal é o nome na ponta da lista de Dale, mas que não descartou os campeões J R Hildebrand da Indy Lights e John Edwards da Atlantic. No inicio do ano, o chefe da equipe que conseguiu vencer a etapa de Watkins Glen no ano passado chegou a dizer que pretende por dois carros no grid nesta temporada. Dale Coyne perdeu seu principal patrocianor junto com seu piloto Justin Wilson para a equipe Dreyer & Reinbold Racing.

Já a equipe Newman Haas Lanigan Racing passa por sérias dificuldades financeiras depois da morte de um de seus fundadores, Paul Newman. Carl Haas e Mike Lanigan vêm tendo muitas dificuldades para conseguir manter um segundo carro e neste ano a equipe já perdeu a Mcdonalds, patrocinador principal da equipe desde o ano de 2003. O nome de Hideki Mutoh é o mais cogitado na equipe de Lincoln Shire, já que o japonês vem com apoio da Honda e de seus patrocinadores nipônicos. A equipe ainda tenta segurar Graham Rahal, mas para isso será necessário conseguir outro patrocinador. O nome de Alex Lloyd também é cogitado. O campeão da Indy Lights de 2007 se desligou da Chip Ganassi na qual era contratado e disputou a ultima etapa da Indy no ano passado pelo time que já conquistou a Indy por oito vezes.

A equipe KV Racing é um dos times que mais despontaram na parte final do certame de 2009 e tem seu cockpit bastante disputado. Desde a saída da etapa de Surfer’s Paradise do calendário da Indy, a equipe perdeu o patrocínio dos vinhos australianos Aussie Vineyards e também perdeu o piloto Will Power. Com isso a equipe reduziu suas operações para apenas um carro, que no ano passado foi conduzido pelo brasileiro Mario Moraes. A situação do brasileiro em renovar seu contrato vem se complicando a cada dia, já que é um dos poucos assentos competitivos que ainda restam na categoria. Alguns dias atrás, o jornalista Victor Martins do portal Grande Prêmio deu a informação de que o japonês Takuma Sato já assinou com a equipe de Kevin Kalkhoven e Jimmy Vasser. Nesta segunda, o piloto venezuelano Ernesto José Viso fará um teste com a equipe e logo após o ensaio, Viso deverá tirar as medidas do banco do carro da KVRT e ser oficializado como piloto da equipe. Resta saber se a equipe vem com um ou dois carros para 2010. É importante lembrar também que nas 500 milhas de Indianápolis e nas corridas canadenses, o piloto Paul Tracy irá assumir um carro extra.

A Conquest Racing pretende disputar a temporada completa em 2010, porém ainda não realizou nenhum teste com nenhum piloto. Os brasileiros Bruno Junqueira e Jaime Camara podem correr a etapa de abertura em São Paulo. Geraldo Rodrigues é empresário do piloto goiano Jaime Camara e também principal diretor da ReUnion Sports & Marketing que está organizando junto com o Grupo Bandeirantes de Televisão a São Paulo Indy 300. Bruno Junqueira por já ter experiência com a equipe no mês de maio em Indianápolis e ter classificado o carro no Bump Day da Indy 500 do ano passado, mas de ultima hora substituído por Alex Tagliani que não conseguiu classificar o carro da equipe, pode ser recompensado no dia 14 de março. Diana Junqueira, irmã do piloto mineiro corre atrás de patrocínios para Bruno nos Estados Unidos. Uma semana antes da abertura da Indy, Junqueira faz sua estréia na Fórmula Truck. Alex Tagliani que pilotou durante metade do campeonato de 2009 pela Conquest constituiu sua própria equipe, a FAZZT Race Team. Nelson Philippe foi outro que correu pela Conquest Racing, mas seu contrato era até a prova de Homestead. Ana Beatriz Figueiredo pode pintar como surpresa na equipe de Eric Bachelart nas ruas de São Paulo.

O Team Curb/3G competiu em 2009 com três pilotos diferentes e foi a equipe mais fraca da temporada, amargando as piores posições no grid. Nas quatro primeiras etapas de 2010 que serão disputadas em circuitos de rua e mistos é esperado que o ítalo-americano Richard Antinucci volte ao cockpit do carro Nº 98. Não é descartada a volta de Stanton Barrett ou Jaques Lazier para disputar as corridas em circuitos ovais, já que o jovem Antinucci, vice campeão da Indy Lights de 2008 nunca disputou uma prova em circuito oval na Indy.

A equipe HVM Racing desde a saída de Ernesto Viso e seus patrocinadores disse publicamente que iria competir com dois bólidos em 2010, mas até agora não houve rumores sobre quem poderia chegar a equipe. No final do ano passado, a suíça Simona de Silvestro participou durante dois dias de testes em Sebring com a equipe de Keith Wiggins em parceria com sua equipe da Fórmula Atlantic. Na etapa de São Paulo da Fórmula Indy,a abertura do campeonato, algum brasileiro pode aparecer no segundo carro da equipe, já que muitos pilotos de nosso país querem disputar a corrida.

Os pilotos brasileiros Mario Romancini e Nelson Merlo buscam equipes para disputar a abertura do campeonato 2010 da Fórmula Indy. O primeiro competiu no ano passado na categoria de base da Indy e venceu duas provas. Já o segundo, fez um teste de Indy Lights no inicio do ano passado e já tem duas cotas de patrocínio fechado para correr em São Paulo.

O piloto japonês Takuma Sato que pode aparecer na KVRT, era nome certo na deFerran Motorsports, mas a escuderia do brasileiro Gil de Ferran parece cada vez mais longe de conseguir alinhar no grid.

Outros nomes como de Tomas Scheckter, Nelson Philippe, Milka Duno, Oriol Servià, Darren Manning, John Andretti, Buddy Lazier, Buddy Rice e A. J. Foyt IV, são pilotos que sempre estão ligados as equipes e podem aparecer em uma corrida ou em outra durante o ano.

15 comentários:

Bruno disse...

isso quer dizer que todos esses pilotos para conseguir alguma vaga precisa paga-la..agora me pergunto: OQUE LEVA UMA PESSOA PAGAR PARA TRABALHAR? NAO ENTENDO TODOS ESSES PILOTOS QUE ESTAO DISPOSTOS A PAGAR PARA TRABALHAR.? ALGEM PODE ME EXLPLICAR ISSO?..

Jackson Lincoln Lopes disse...

Bruno não é assim pagar....Por exemplo o Viso. Ele terá salário da KVRT ou qualquer outra equipe.
O que acontece é que ele tem que arranjar parceiros para a equipe (patrocínios). No caso dele tem a PDVSA (Hugo Chavez), Herbalife...O Sato por exemplo tem apoio da Honda.
Quando se diz pilotos pagantes, não é que eles vão pagar "pagar para trabalhar".

O Bruno Senna por exemplo, qualquer categoria que ele corra, ele leva um suporte financeiro, a Embratel. O Mario Moraes por exemplo leva a Votoratim, que é de seu avô.

Celso disse...

Essa da Newman Hass estar com problemas finaceiros essa é de doer espéro que saim dessa crise logo uma equipe de tradição que teve pilotos consagrados e foi campeão varias vezes seria uma pena se fechar as portas.

Bruno disse...

N concordo . Ali muita gente paga para andar. Mario Moraes pelo menos ate o ano passado pagava ate as compras no shop da mulher do dono da KV. Ou voçe acha q todas essas equipes n tem pilotos ainda pq? estao procurando pilotos com qualidade? ou pilotos que levam o budget para pagar a temporada? pq o JR Hildebrand campeao da light ate agora nao fecho com ning?...Simples vc vai la paga o orçamento q a equipe pede e é so corer. Igualmente acontece na F1 que este ano os pilotos q entraram pagaram em media 12 milhoes reais pela vaga [petrov pagou 30.]

Josele Garza disse...

Reparei que a maioria das equipes que ainda não definiram a sua situação são exatamente aquelas oriundas da extinta Champ Car. Lá, acontecia muito das equipes testarem com determinados pilotos e fecharem com outros, principalmente nas últimas temporadas que a categoria tava tentando sair do limbo. Podem ver a Silly Season das equipes, aquelas que já tem pilotos definidos, são as que já tavam na IRL há muito tempo.

iron disse...

A crise afetou de vez a categoria a ponta da campeoníssima Newman Haas estar em dificuldades... Acho que alguma coisa definitiva deva acontecer entre as equipes que não apenas corte de custos e contratação de pilotos pagantes. O carro Delta Wing foi um tiro no pé (apesar desse fato ter gerado notícia e ,involuntariamente ou não, promover a catetogira) e o pouco espaço nos EUA em virtude da NASCAR tem que ser levado mais a sério. A CART tinha uma proposta de mesclar o mercado americano com parte do mercado internacional. A Indy vai ter que fazer a mesma coisa e o principal indício desse processo é o GP do Brasil. Para mim o ideal é um calendário forte formado pelas 500 milhas de Indianápolis + as corridas que mais faziam sucesso na CART (Surfes Paradise, Long Beach, Toronto, Vancouver, México) e daí por diante ampliar os investimentos através de novas parcerias.

Marco Matsumoto disse...

Vai ter gente aí chegando em São Paulo sem ter feito um treino com o carro da equipe.... isso reforça ainda mais a disparidade com relação as 3 forças (Ganassi, Penske e Andretti).

Anônimo disse...

Concordo com o Iron...A Indy nao tem lugar nos EUA com a concorrencia da NASCAR, lá até a Truck series da mais ibope que a Indy, Por isso q eu acho q Indy tem qe se tornar uma categoria mais mundial. com mais provas fora dos EUA tem q ter algumas na Europa tb...Nos Eua n tem chance. Nem a F1 os americanos ligam...o negocio la é nascar e mais nada

Ricardo FF Pontes disse...

Um esclarecimento quanto à estória do piloto pagante. Na verdade, muitas vezes ele traz um patrocínio à equipe e parte dessa verba de patrocínio é repassada ao piloto.

Lamenta-se muito o que ocorre com a NHL. Foi a única das grandes a não debandar da CART quando a "casa caiu" e paga um certo preço por isso. Hideki Mutoh não me parece o piloto que levará esta equipe de volta às glórias passadas. Mas esperemos que ela consiga se reestruturar.

Essa crise de identidade da Indy vem desde a década de 90 quando os pilotos estadunidenses perderam a vez. Tem que investir sim em trazer estadunidense para categoria, veja o sucesso que a categoria teve quando a Danica estreiou em 2005 lá.

Josele Garza disse...

Noto também um certo preconceito da categoria para com as equipes oriundas da Champ Car que vieram com a incorporação em 2008. Hoje são elas as que mais estão necessitando de patrocínio de pilotos. E esse preconceito também ocorre dentro da Band. Ano retrasado quando o carro do Justin Wilson da Newmann Haas bateu, o Luciano do Valle soltou essa: "Bem feito pra ele por não querer trocar o número do carro.", numa alusão aos números 02 e 06. Mas a Danica Patrick, que ele tanto enaltece, fez burrada na corrida e quis fazer teatrinho, ele aplaudiu de pé. E agora as equipes da Champ Car pagam um preço que a direção da CART fez ao destratar a IRL quando esta se formou. Não é defendendo a IRL, mas a CART e os fabricantes de chassis e motores da categoria negaram ajudar a IRL no começo de 1996, numa forma de fazer Tony George desistir da idéia de criar a IRL. A IRL começou com carros da CART defasados de anos anteriores e quando a IRL chamou em 2008 as equipes da Champ Car para a incorporação, ofereceram a essas equipes os piores e mais batidos chassis da Dallara como uma forma de "devolver a gentileza de 1996". Infelizmente essa incorporação não foi nada favorável para as equipes da extinta Champ Car e elas estão pagando o preço agora. É isso.

Celso disse...

Concordo Josele com você aquele Xarópe do Luciano do Valle fica defendendo aquele "Monstro Grotesco" do Tony George dizendo também "A outra categoria acabou e nós ficamos com Tony George" sem saber que esse camarada acabou com Formula Indy e dividiu-a cruzando uma linha e fazendo essa palhaçada toda agora está pagando o preço é muito bem feito para ele e pra porcaria da Vision Racing e não toô nem ai se a Vision vai voltar ou não que nem volte pra não sobrar cheiro de Tony George na Indy e espéro quem sabe a Forsythe e a Walker voltarem vamos esperar e ver o que acontece.

James Azevedo disse...

É a silly-season mais fraca dos últimos tempos... crise tá brava mesmo... rs

Josele Garza disse...

Walker pode até ser que volte um dia, mas o Forsythe quer mais que a IRL se foda!!!! E fez o certo, assim como o Paul Gentilozzi da Rocketsports, o Carl Russo da RuSports, o Paul Stoddart da Minardi USA. Esses viram a porcaria que iria ficar suas equipes se resolvessem vir pra IRL e não se arrependem. Das ex-equipes da CART, só Penske, Ganassi e Andretti se deram bem. As outras: Fernandez, Rahal Lettermann, Mo Nunn, Patrick Racing, acabaram-se durante a IRL, se fudendo de um jeito ou de outro. E agora, infelizmente, a Newmann Haas tá indo para o mesmo caminho...

Celso disse...

Josele mais uma vez concordo com você mas no caso da Forsythepode ser que volte sim Gerald Forsythe disse que enquanto Tony George estiver na Indy não voltaria o cretino não é mais presidente da Indy ele deixou a administração do autódromo de Indianapolis e a equipe Vision foi pro saco nesse ano não acontessa mas quem sabe no ano que vem.Outra coisa Josele que gostaria de dizer que sou fã da ChampCar e não gosto da IRL sou fã da Formula Indy renovada e parece que a unificação tá mais com cara de CART do que IRL pelo fato da maioria das equipes serem da Cart e ChampCar já os da IRL só sobraram a Panther,a Dreyer & Reinbolds e a AJ Foyt Enterpryses.

leonardo-pe disse...

e ainda bem q esse tony"mesquinho"george foi ser chefe de equipe.nunca vi um empresario com visão tão limitada cara!"categoria de pilotos estadunidenses para estadunidenses"nem a MLS(soccer-futebol)tem essa mentalidade provinciana!e ainda bem q essa indy tem mais a cara da champ car.quanto ao luciano(Gagá 2-a missão)deveria cuidar de seu resort aqui em porto de galinhas-PE.estado do qual vivo!

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