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Os números dos pilotos brasileiros na Fórmula Indy.

Confira quantos pilotos brasileiros já disputaram a categoria.

Neste domingo no circuito do Anhembi em São Paulo será realizada a primeira etapa do campeonato mundial de Fórmula Indy e dois brasileiros vão estrear na categoria, Mario Romancini pela Conquest Racing e Ana Beatriz Figueiredo na Dreyer & Reinbold.

Além dos dois pilotos brasileiros, outros 32 pilotos de nosso país já largaram na Fórmula Indy. Doze destes pilotos brasileiros conquistaram pelo menos uma vitória na categoria.

O primeiro piloto brasileiro a vencer uma prova da Indy foi em 1985 quando Emerson Fittipaldi conquistou as 500 milhas de Michigan, já a última vitória foi no ano passado no Grande Premio do Texas vencida por Hélio Castroneves.

Além destes pilotos brasileiros que tiveram ao menos uma largada na Fórmula Indy, outros três pilotos brasileiros tentaram realizar uma corrida pelo menos na categoria, mas não conseguiram alinhar o carro no grid.

Hélio Castroneves e Emerson Fittipaldi são os brasileiros que mais vitórias tem na categoria, 22. Hélio ainda é o piloto que mais largadas tem na Indy, com 209 largadas e também o recordista brasileiro de poles entre os pilotos brasileiros, com 37 poles.

Confira os números dos pilotos brasileiros.

Piloto

Largadas

Não classificou

Vitória

Melhor posição

Poles

Helio Castroneves

209

0

22

37

Emerson Fittipaldi

195

2

22

17

Tony Kanaan

208

2

14

14

Gil de Ferran

160

0

12

21

Cristiano da Matta

101

0

12

7

Bruno Junqueira

121

2

8

10

André Ribeiro

68

1

3

2

Roberto Moreno

125

1

2

2

Christian Fittipaldi

135

2

2

1

Mauricio Gugelmin

147

1

1

4

Felipe Giaffone

61

0

1

0

Airton Daré

39

1

1

0

Vitor Meira

97

1

0

2

Raul Boesel

199

2

0

3

Marco Greco

63

6

0

1

Mario Moraes

33

1

0

0

Mario Haberfeld

32

0

0

0

Enrique Bernoldi

15

1

0

0

Max Wilson

15

1

0

0

Affonso Giaffone

7

2

0

0

Gualter Salles

49

2

0

0

Raphael Matos

17

0

0

0

Tarso Marques

27

1

0

0

Ricardo Sperafico

13

0

0

0

Alex Sperafico

12

0

0

0

Antonio Pizzonia

5

0

0

10º

0

Luiz Garcia Jr.

31

3

0

11º

0

Jaime Camara

14

0

0

14º

0

Zak Morioka

1

0

0

15º

0

Chico Serra

1

0

0

25º

0

Thiago Medeiros

1

1

0

31º

0

Nelson Piquet

1

1

0

32º

0

Pilotos inscritos para corridas e que não conseguiram se classificar

Giupponi França

0

2

0

Não largou

0

José Carlos Romano

0

2

0

Não largou

0

Sérgio Paese

0

1

0

Não largou

0


Afinal, quantas largadas tem Tony Kanaan na Indy???

Quantas largadas tem Tony Kanaan??

Desde domingo retrasado quando aconteceu o GP de Saint Petersbug, toda a mídia vem dizendo que Tony Kanaan completará 100 provas na Indy . E eu me pergunto: Quando Tony estreou na Fórmula Indy então?
O Blog da Indy tem por caráter mostrar todos os fatos que acontecem no automobilismo de monoposto principal dos Estados Unidos. Nós contamos todos os números desde 1979, e como ano passado houve a união entre ChampCar e Indy Racing League, acreditamos que nada mais justo do que somar todos estes números entre 1996 e 2008.
Então afinal das contas, quantas largadas tem o brasleiro Tony Kanaan?

Em 1998 estreou na CART pela Tasman...

Tony estreou na Fórmula CART em 1998 pela equipe Tasman correndo em dezenove provas. No ano seguinte conquistou sua primeira e única vitória na CART, no Super Speedway de Michigan pela equipe McDonalds Tasman Forsythe Racing com umReynard Honda Firestone #44.
Em 2002, ao final da temporada da CART, Tony Kanaan foi contratado pela equipe recém criada Andretti Green, que na realidade nada mais era do que a Equipe Green Motorola Racing de Barry Green e Kim Green da CART, mas na IRL era comandada por Michael Andretti e Kim Green.

...no ano seguinte a primeira vitória em Michigan...

Em 2003, Tony realizou sua segunda prova na Indy Racing League, já que no anterior ele havia disputado as 500 milhas de Indianápolis pela Mo Nunn Racing que era sua equipe na CART de 2000 a 2002.

...em 2002 a primeira participação nas 500 milhas de Indianapolis...

Para nós do Blog da Indy, Tony Kanaan estará completando 194 provas na história da Indy no Grande Premio de Long Beach: sendo noventa e quatro destas pela CART, noventa e nove pela IndyCar IRL (contando a etapa que não foi computado pontos em Surfer’s Paradise ano passado). Estes números de Tony só não chegam próximo as 200 largadas, devido a um grave acidente no circuito de rua de Detroit em 2000, quando Tony Kanaan ficou de fora por quatro etapas, Tony fraturou o braço esquerdo e colocou 14 parafusos para fixar o braço e implantou duas placas. Novamente em Detroit no ano seguinte, Tony Kanaan bateu forte nos treinos e além de ter o carro destruído, teve ordens médicas para não participar da corrida, e da casa dele na Flórida, acabou apenas assistindo a sétima etapa de 2001.

...desde 2003 Tony Kanaan vem disputando o campeonato da IndyCar, onde foi campeão no ano de 2004.

Confira o perfil completo de Tony Kanaan clicando aqui.

Brasileiros campeões da Indy: Cristiano da Matta

Campeão indiscutível de 2002!

Continuando a saga dos pilotos brasileiros da Indy em toda sua história, já estamos no espaço que cabe aos campeões. Após falar de Tony Kanaan, o último campeão da Indy, agora falaremos de Cristiano Monteiro da Matta. O piloto mineiro foi o campeão na temporada 2002 da Fórmula CART conquistando sete vitórias na temporada e ficando com o título a três provas do final do certame.
Cristiano da Matta estreou na CART em 1999 na equipe Arciero Wells após ser campeão da Indy Lights no ano anterior. Cristiano é um daqueles pilotos acima da média, já que tem um pódio a cada cinco corridas disputadas, o mineiro disputou cinco temporadas e meia e conquistou doze vitórias, sete poles position e por outras oito vezes subiu ao pódio.

Empurrado por um motor Toyota em fase de desenvolvimento, Cristiano da Matta não teve um ano fácil na sua primeira temporada de categoria, já que sua melhor posição de largada foi em Miami, no oval de Homestead onde conseguiu largar da sexta posição, uma surpresa para todos, pois era também a primeira prova do mineiro. Durante o ano, a melhor posição de chegada de Cristiano foi no GP de Nazareth, a quarta etapa do campeonato de 1999. O mineiro poderia ser o novato do ano, caso não pegasse pela frente o colombiano Juan Pablo Montoya, o estreante que foi campeão da CART naquele ano. No final da temporada, da Matta somou trinta e dois pontos e acabou em décimo oitavo na tabela de classificação.

Em 1999, a estréia pela Arciero Wells.

No ano seguinte a equipe Arciero se dividiu, e Cal Wells continuou com sua parte e tornou sua equipe mais competitiva com um motor Toyota mais potente e foi renomeada para PPI Motorsports. Cristiano da Matta continuou com Cal e teve a chance de ter um carro que brigasse por seus melhores resultados até então.
A primeira vitória veio no oval de Chicago e conquistou um terceiro lugar no Grande Premio de Cleveland, e sempre estava entre os cinco primeiros nas corridas. Em Toronto teve sua melhor posição de largada com o segundo posto no grid. O ano acabou e da Matta somou cento e doze pontos conseguindo um ótimo décimo lugar em um dos campeonatos mais disputados da história da CART.

A primeira vitória veio em Chicago no ano 2000.

Em 2001, Cristiano da Matta é contratado para uma das equipes mais fortes e tradicionais da Indy, a equipe Newman Haas Racing e vence a primeira corrida do ano mostrando para Paul e Carl o seu cartão de visita. Cristiano venceria outras duas provas e terminaria mais duas no pódio, terminando o ano em quinto lugar na temporada. O mineiro venceu a prova de abertura em Monterrey no México, em Surfer’s Paradise na Austrália e a última etapa em Fontana, nos Estados Unidos.

No ano de 2001 começa a saga na Newman Haas Racing

No ano de 2002 com a saída da equipe Penske da CART para a IRL, Cristiano da Matta e Kenny Brack eram apontados como os favoritos ao título. Mas o piloto brasileiro não tomou conhecimento de ninguém no ano e faturou nada mais do que sete conquistas no ano: Monterrey, Laguna Seca, Portland, Chicago, Toronto, Elkhart Lake e Miami, além de outros quatro pódios e outras sete poles positions (pela primeira vez na carreira da Matta foi pole na CART). Na metade da temporada o campeonato já estava decidido e Cristiano da Matta um piloto que sempre trabalhou com motores Toyota na categoria deu a fábrica japonesa seu primeiro título na categoria e como reconhecimento não só ao título, mas a todo este trabalho de desenvolver o propulsor turbinado nos Estados Unidos, a empresa deu ao piloto mineiro a chance de ser um piloto de Fórmula 1, e em 2003 Cristiano da Matta foi para a Toyota F1 Team.

O título da categoria e o passaporte para a F1 em 2002.

Com duas temporadas na Fórmula 1 onde não conseguiu resultados expressivos na categoria máxima do automobilismo, o piloto mineiro viu no convite da equipe PKV a chance de voltar a categoria onde ele se sentia mais a vontade, a CART, que agora já era ChampCar em 2005. Cristiano tinha ao seu lado como companheiro de equipe, o seu patrão: Jimmy Vasser. E o piloto brasileiro mais uma vez deu um show. Com uma equipe com apenas duas temporadas de experiência na categoria, Cristiano da Matta venceu a corrida de Portland e deu a equipe a sua primeira e única vitória até a presente data. Em Cleveland (etapa seguinte a Portland) o brasileiro vinha liderando a prova quando bateu em um retardatário, Cristiano disputava o título até aquele momento e terminou o ano em décimo primeiro lugar.

Em 2005 na PKV o recomeço: Vitória em Portland.

Em 2006, o piloto mineiro se mudou para a pequena equipe Dale Coyne, e em sua corrida inicial pela equipe conseguiu um surpreendente quinto lugar. Na quinta etapa do campeonato, Cristiano da Matta recebe o convite de Carl Russo para entrar na equipe RuSport, uma equipe média da categoria. Cristiano consegue bons resultados na nova casa e termina em segundo lugar no Grande Premio de San Jose já pulando para o sexto lugar na tabela de pontos.

Em 2006 na RuSport da Matta se despede da ChampCar de forma triste.

O brasileiro se envolveu em um grave acidente em uma sessão aberta de treinos livres realizados no circuito Road America, em Elkhart Lake no dia três de agosto daquele ano. O piloto atropelou, em alta velocidade, um cervo (mamífero semelhante ao veado) que cruzou a pista. Da Matta foi levado imediatamente de helicóptero para o Theda Clark Medical Center, em Neenah, Wisconsin, e foi submetido a uma intervenção cirúrgica de emergência. Depois de alguns dias em coma, o brasileiro recebeu alta, e deu a ordem de largada para o próprio GP de Elkhart Lake.
Cristiano realizou cento e uma largadas na história da CART – Champ Car e é um dos quatro brasileiros que tem seu nome escrito na história como campeão.

Brasileiros Campeões da Indy - Tony Kanaan

Fechando literalmente com chave de ouro a nossa saga dos pilotos brasileiros que participaram da Fórmula Indy, hoje iremos falar sobre os nossos pilotos que conseguiram a glória máxima na categoria, ou seja, o título da Fórmula Indy. No total são quatro pilotos que conseguiram se sagrar campeões da Indy. O primeiro deles foi Emerson Fittipaldi em 1989 organizado pela CART, depois de onze anos Gil de Ferran conseguiu ser bicampeão da categoria nos anos de 2000 e 2001 pela CART. No ano seguinte Cristiano da Matta faturou o último do título brasileiro sob organização da CART e em 2004, o baiano Tony Kanaan foi campeão da IndyCar, já organizado pela IRL. Como vamos detalhar todas as temporadas, hoje falaremos apenas de Tony Kanaan.




Tony Kanaan foi o primeiro campeão brasileiro da Fórmula Indy comandada pela Indy Racing League. Até a última corrida de 2008 em Surfer’s Paradise o piloto brasileiro tinha 192 largadas na Indy, sendo 93 largadas pelo campeonato organiza pela CART (1998 – 2002) e outras 99 corridas organizadas pela Indy Racing League (2002 – 2008).
Antoine Rizkallah Kanaan Filho estreou na CART em 1998 pela porta da frente da categoria após sagrar-se campeão da Fórmula Indy Lights, a categoria de acesso a Indy, isso em 1997. A Tasman Motorsports foi a equipe pela qual Tony Kanaan estreou na Indy. Na sua temporada de estréia na categoria o piloto baiano conseguiu subir por duas vezes no pódio na terceira colocação em Houston e Laguna Seca. Tony acabou em oitavo lugar na classificação geral e foi o novato do ano da CART. No ano seguinte a equipe de Tony foi comprada por Gerry Forsythe e patrocinada pela rede de fast food norte-america sendo renomeada para McDonald’s Tasman Forsythe. Tony era apontado como um dos favoritos ao título devido a sua competência e também ao conjunto Reynard Honda Firestone, o melhor pacote técnico da categoria na época. Mas o brasileiro conseguiu somente uma pole em Long Beach e uma vitória nas 500 milhas de Michigan.

Tony Kanaan correu pela Tasman de 1998 a 1999.

No ano seguinte o brasileiro foi para a equipe recém criada de Morris Nunn, a Mo Nunn Racing onde permaneceu até o ano de 2002. No seu primeiro ano na nova equipe, Tony tinha um carro nada competitivo e em Detroit sofreu um grave acidente nos treinos ficando de fora de quatro provas, sendo substituído por Bryan Herta. O melhor resultado de Tony no ano foi três oitavos lugares.

Em 2000, só problemas para Tony na Mo Nunn Racing.

Em 2001 com um carro mais competitivo conseguiu uma pole em Chicago e um terceiro lugar no Japão. Na sua última temporada na CART, o brasileiro conquistou duas poles, em Miami e em Fontana. Terminou a temporada na décima segunda colocação no ano. Ainda em 2002, Tony estreou na Indy Racing League pela mesma Mo Nunn Racing, onde largou em quinto lugar, mas viu sua corrida terminar na 89ª volta.

Foram três anos com Morris Nunn.

Em 2003, nova vida para o baiano, Tony assina contrato com a equipe Andretti Green. Em sua primeira temporada na Indy Racing League, o brasileiro consegue três poles positions: Homestead, Phoenix e Pikes Peak e vence a segunda etapa do ano, no oval de Phoenix. Tony foi o quarto colocado na temporada.
No ano seguinte o baiano faz sua melhor temporada na categoria e faz história no automobilismo mundial, escrevendo seu nome na galeria dos campeões. Tony terminou todas as provas no ano e teve como seu pior resultado o oitavo lugar na corrida inaugural em Homestead. Tony subiu por dez vezes ao pódio, sendo três vitórias: Phoenix, Texas e Nashville. Conquistou duas poles no ano: Michigan e Pikes Peak. Completou todas as 3305 voltas do ano.

Em 2004 com a taça de campeão da Indy Racing League

Em 2005 na tentativa de conquistar o bicampeonato da categoria chegou perto, porém não conseguiu. Tony venceu mais duas corridas: Kansas e Sonoma, mas ficou atrás de seu companheiro de equipe Dan Wheldon que se sagrou campeão no ano, e Tony ficou com o vice.
Em sua quarta temporada na IRL, o brasileiro não conseguiu desempenhar as mesmas campanhas dos anos anteriores. Superado pela equipe Penske de Sam Hornish Jr., Kanaan conseguiu apenas uma vitória no ano, no oval de Milwaukee e ficou em sexto lugar na temporada.
Em 2007, Kanaan teve seu melhor ano com relação ao número de vitórias, já que venceu cinco provas: Motegi, Milwaukee, Michigan, Kentucky e Detroit, mas não foi o suficiente para ficar a frente de seu companheiro de equipe Dario Franchitti. O brasileiro não conquistou nenhuma pole e foi o terceiro colocado no campeonato daquele ano.

Cinco vitórias no ano de 2007 para o piloto baiano.

No ano passado, o piloto brasileiro mais uma vez consegue a terceira colocação na classificação final do certame, porém com apenas uma vitória. Tony foi o pole position na etapa de Saint Petersburg e Richmond, subindo ao pódio por mais seis oportunidades, sendo o melhor piloto da equipe Andretti Green.
Nestas onze temporadas do baiano Tony Kanaan na Indy, ele conquistou quatorze vitórias em sua história e mais trinta e cinco pódios, além de outras quatorze poles positions. Em 2009, Tony Kanaan disputará mais uma temporada pela Andretti Green Racing.

 
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