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Bandeira quadriculada para o Blog da Indy.

Após duas temporadas cobrindo a categoria, site será desativado.

Olá galerinha do Blog da Indy, como vocês estão? Esta é a última coluna Pit-Lane e também a última atualização do site Blog da Indy que nasceu no início de janeiro de 2009. O conteúdo de nosso espaço na web continuará ativo até o dia 15/09/2011, data em que vai expirar nosso domínio. A partir dessa data todo o nosso conteúdo deixará de existir, então amigos, salvem as fotos, textos e vídeos que mais curtirem.


Para os leitores mais freqüentes do nosso site, já era de conhecimento de parte dessa galera o fim de nosso espaço. Só tenho uma palavra a dizer para vocês – OBRIGADO. Foram dois anos praticamente juntos. Em 2009, um ano de apresentação de nosso trabalho e posso dizer com toda certeza que esse ano foi a “temporada da afirmação”. Vocês podem estar se perguntando, se é o ano da afirmação, por que parar agora? A resposta é simples e clara. Para manter o nível de qualidade que alcançamos exige muita determinação, estudo, trabalho e tempo. Os três primeiros com certeza jamais faltaria para nós do Blog, que nesta reta final foi formado por mim e pelo Fabio Henrique (leia aqui onde também se despede das atividades do Blog). Mas, o nosso tempo livre não é mais compatível com as atividades do site. E como todos vocês sabem, nosso site é independente, ou seja, não temos parceiros comerciais.

Existe uma vantagem em não ter parceiros comerciais ou ligações diretas com alguma pessoa de grande aporte financeiro para apoiar tal projeto. Claro, estou falando da imparcialidade dos fatos. Nós do Blog da Indy sempre tivemos uma postura muito ética e coerente. A ética, é de nunca plagiar uma notícia ou distorcer os fatos da mesma, feito este que já aconteceu algumas vezes com nossos textos que apareceram em alguns grandes portais, como foi o caso do mapa da São Paulo Indy 300 em uma noite onde fizemos o traçado com alterações tendo como base as palavras de Caio de Carvalho, em resposta a um Twitter que pedimos ao presidente da SPTuris. No outro dia, lá estava nossa imagem em sites e blogs, sem créditos... É o preço da nossa imaturidade na época. A partir daquele dia, tudo que foi foto ou imagem exclusiva, colocamos uma marca d’água em nossas mídias. Coincidentemente, não ocorreu mais tal fato. A coerência que digo, é sempre com muito amor a categoria e aos pilotos, fazer analise pertinente e relevante a determinado fato. Nunca escondendo de você fã da Indy o que acontece com a categoria para beneficio da imagem da mesma. Ainda nesta coerência, não ficamos com chutes para tudo que é lado de piloto A correndo em equipe B. Além do mapa da SPIndy300, demos em primeira mão a participação de Simona de Silvestro na equipe HVM Racing em São Paulo, de um piloto brasileiro na Conquest e de Sebastian Saavedra na Indy500 e também em Homestead. Jamais fizemos sensacionalismo para ter audiência nesses quase dois anos.

Entrevista na Band durante a São Paulo Indy 300.

Desde a metade da temporada 2010 da Fórmula Indy, já estávamos nos preparando para a desativação do site, mas conseguimos levar nossas atividades em paralelo com nosso espaço. Logo ao final da corrida de Homestead, tínhamos a idéia de finalizar nosso trabalho, mas foi possível por mais um mês. Agora, não há mais como adiar e o fim está decretado. É necessário seguir a vida e focar as atenções totais para o lado pessoal e profissional (que nada tem a ver com jornalismo). No próximo ano iniciarei uma especialização na área da educação, além da atual que já faço, na área administrativa, ou seja, os finais de semanas estarão totalmente comprometidos. O sonho de conseguir uma vaga em um mestrado também existe e para isso terei que multiplicar minha determinação por infinitas vezes. Isso sem contar o fato de voltar a poder assistir uma corrida pela TV tranquilamente, com a única preocupação de desligar ou trocar de canal logo após a bandeira quadriculada (seria melhor após o pódio, mas a cobertura da Indy na TV...) ao invés de ficar de quatro a cinco horas após as corridas fazendo textos e mais textos como foi ao longo desses últimos dois anos. Deixamos claro que o principal motivo é grana, pois não da mais para deixar de fazer algumas coisas para centrar no Blog, mas confesso a vocês que eu estou de saco cheio de automobilismo também. O episódio da Alemanha na Fórmula 1 com o Massa - Alonso e Ferrari, me incomoda até hoje, ainda mais sabendo que o espanhol pode ser campeão devido aquela manobra em cima de um piloto sem personalidade como o brasileiro. Uma pessoa que que não se importa em como vencer, mas sim de ter que vencer, não pode ser considerada campeã passando por cima da ética e da essência. No esporte, a derrota sempre fez e fará parte. É isso que penso, é isso que aprendi em casa. O domínio Penske e Ganassi na América também já encheu, mas ainda assim acho que a temporada desse ano foi melhor que a do ano passado.

Por mais incrível que possa parecer, está última coluna não escrevo de forma triste, mas sim bastante feliz. Durante dois anos, pessoalmente falando, me dediquei bastante a este espaço sempre tentando levar o maior número de informações possíveis para todos vocês e claro, sempre divulgando a marca Fórmula Indy. Acredito que nossa missão foi cumprida com êxito. A cobertura da categoria que mais amamos é fraca na internet brasileira, afinal, diferente de nosso site, os grandes portais nada mais são do que um comércio de informações, e claro, a Fórmula 1 vende mais, então, é bastante compreensível, talvez há um certo exagero. O Kimi Raikkonen este ano, por exemplo, não podia estar assistindo uma prova de Fórmula 1 na TV que alguém já vinha dizer que ele estaria querendo voltar para a categoria máxima do automobilismo e no outro dia ele ou algum empresário dele vinha a público desmentir a informação, enquanto na Indy aconteciam coisas legais e nem sempre eram divulgadas, ou pelo menos não na qualidade merecida.

Tive o prazer de conhecer vários pilotos brasileiros que disputaram provas na Fórmula Indy, como Tony Kanaan, Bruno Junqueira, Cristiano da Matta, Felipe Giaffone e Mario Romancini, realizando entrevistas que considero bastante produtivas e diferentes daquelas coisas tradicionais, como vocês mesmo acompanharam no site. O baiano campeão da Fórmula Indy de 2004, quando soube quem eu era, disse “Esse é o Jackson? Putz tenho que dar um abraço nesse cara”. Quando eu entrevistava Felipe Giaffone “Você sabe mais da minha carreira do que eu mesmo”. São palavras que ficarão eternizadas em minha mente. As entrevistas feitas “cara a cara” (Felipe, Cristiano, Bruno), tiveram aproximadamente uma hora de duração, isso logo após os treinos classificatórios da Fórmula Truck (digo no plural, pois foram em anos separados), ou seja, em um momento onde o piloto quer mais é ir embora do autódromo e descansar no hotel, os três ficaram e adoraram as entrevistas devido ao fato do entrevistador conhecer a história deles nas pistas, algo um pouco raro hoje em dia, já que cada vez mais a importância é falar da vida fora das pistas dos pilotos.

Com três pilotos campeões da Fórmula Indy e o grande amigo Fabio Henrique.

A experiência da São Paulo Indy 300 foi indescritível, simplesmente sem palavras. Foi a única prova da Fórmula Indy que acompanhei in loco e confesso que foi difícil se comportar como “jornalista” e “fã” ao mesmo tempo, pois mesmo me divertindo demais lá como torcedor da categoria e dos pilotos, estava também tentando manter vocês informados, o que acredito que conseguimos. Basta olhar para a direita no índice do site, onde temos mais de cem notícias sobre a corrida brasileira.

Ao longo desses 22 meses (o site nasceu no dia 15/01/2009) tivemos 361.702 visitas (até ontem 09/11/2010) e 615.170 pageviews, de acordo com o Google Analytics. Começamos com média de trinta visitas por dia no início do projeto falando para amigos e divulgando em fóruns e Orkut. Durante a temporada 2010 de março a outubro nossa média diária ficou próximo de mil acessos por dia. O nosso pico de audiência foi durante o sábado, 13 de março, véspera da São Paulo Indy 300 com 5.838 visitas. Dessas mais de 360 mil visitas, 156.205 vieram do Google, ou seja, realmente o público que digitou “Fórmula Indy” (aproximadamente 40 mil vezes) ou “Blog da Indy” (aproximadamente 35 mil vezes) no maior buscador do mundo, acabou caindo aqui neste espaço. O Portal UOL onde está hospedado o site e o blog oficial de Téo José nos renderam mais de cinqüenta mil visitas e o Twitter veio logo atrás com pouco mais de 15 mil visitas. O Brasil claro, foi o país que mais acessou o Blog da Indy com mais de 340 mil acessos, seguido dos Estados Unidos com próximo das oito mil visitas e da Argentina com pouco mais de duas mil visitas. A cidade de São Paulo com suas mais de 108 mil visitas é a recordista de acessos, seguido do Rio de Janeiro com 25 mil visitas e de Brasília e Belo Horizonte com onze mil visitas em cada uma dessas duas cidades. Não podemos nos esquecer de nosso canal de vídeos também, no Youtube. Estamos próximos de chegar a 400 mil visualizações de nossos vídeos hospedados. Importante lembrar também o nosso Twitter (@BlogdaIndy) que ultrapassou os 1500 seguidores recentemente, um canal onde conversamos diretamente sobre as corridas e onde pilotos como Hélio Castroneves, Tony Kanaan, Mario Romancini, Raul Boesel, Sebastian Saavedra nos seguem, além de jornalistas especializados em automobilismo e alguns assessores diretos dos pilotos da Indy como Téo José, Américo Teixeira Jr., Luciano Monteiro, Anderson Marsili, Sérgio Lago e o pessoal do Terra TV que cobriu a Indy em 2010, Thiago, André e o Milton. Isso sem contar as equipes Vision, FAZZT, KV, Andretti, Bryan Herta que também nos seguem no micro-blog.

Com o Mestre Téo José, o grande culpado pelo fanatismo pela Fórmula Indy.

Além de vocês leitores têm outras pessoas que gostaria muito de agradecer. A primeira delas é o narrador Téo José. Não precisamos tecer nenhum comentário sobre o caráter e o profissionalismo deste goiano que já conhecemos muito bem. Mas, pude comprovar nesses últimos três anos que, além disso, é realmente um amigo, um super parceiro. Sempre fui fã dele como narrador, depois que o conheci, me tornei mais fã ainda não do narrador, mas sim da pessoa. Outra pessoa que não poderia deixar de fora dessa lista de agradecimento é a brasileira Silvia Pierson, uma representante da Apex Brasil na Fórmula Indy, a qual a conheci no fim do ano passado e sempre apoiou nosso trabalho, além de divulgá-lo. Durante algumas provas dessa temporada, Silvia me ligou e forneceu algumas informações, como por exemplo, o momento que considero mais tenso do ano na Fórmula Indy, que foi a respeito do estado de saúde de Mike Conway, logo após o gravíssimo acidente em Indianápolis. Anderson Marsili, assessor de imprensa de Tony Kanaan e Rubens Barrichello no Brasil, é outro que devo inúmeros agradecimentos. Primeiramente por sempre nos atender bem quando pedimos alguma coisa relacionada ao Tony Kanaan e depois por acabar me convidando para trabalhar em sua empresa, a Marsili Press Team. É claro que a lista não para por aí. Durante algum tempo, tivemos o mineiro Virgilio Franco nos ajudando no site e também o paulistano Leandro Coelho que tiveram que deixar o site. A pessoa mais importante sem dúvida para o Blog da Indy foi o grande amigo Fabio Henrique. Não tenho palavras para o comprometimento desse cara no Blog da Indy. Nas 17 etapas do ano, não tinha horário, não tinha dia, sempre que sobrava um tempinho, Fabio estava aí para nos ajudar, principalmente no que se diz respeito a tradução de textos, já que fala fluentemente o inglês. Não posso deixar de agradecer também a minha namorada Nicéia, que sempre teve paciência de me perder em alguns finais de semana ou então acompanhar as corridas e me ajudar em algumas vezes.

As "lembranças" já estão eternizadas em nossas mentes. Obrigado por tudo galera!

Espero que possam surgir outras pessoas como nós do Blog da Indy para continuar levando a imagem da Indy aos fãs, que realmente é o grande diferencial de qualquer categoria. Mesmo com a categoria tendo o passando por um momento de turbulência, o carinho por ela continuará sempre o mesmo e a torcida para que possa se recuperar financeiramente, pois na pista mesmo com o domínio Ganassi – Penske, para o publico realmente é uma das melhores, se não a melhor categoria de automobilismo do planeta. O Twitter @BlogdaIndy também deixará de existir. Meu email continuará sendo o jacksonlincoln@uol.com.br e passarei a usar o Twitter @Jackson_Lincoln.

Jackson Lincoln Lopes é Professor de Educação Física graduado pela Universidade Estadual de Maringá e pós graduando em Gestão Pública nesta mesma instituição. Colaborou nos anos de 2009 e 2010 com o site Amigos da Velocidade escrevendo notícias relacionadas a Fórmula Indy e também na Marsili Press Team em 2010. Fundou o Blog da Indy em janeiro de 2009. Além de fã da Indy, é colecionador de miniaturas dos carros da categoria e de corridas da Indy, onde possui um acervo com mais de 500 corridas desde 1979 em sua coleção.

Educar o filho dos outros é fácil...

As decisões de Tony Kanaan cabem apenas a ele próprio.

Olá galerinha da Indy, como vocês estão? Bom, tinha uma coluna semi pronta sobre o Will Power, mas fica para a semana que vem. Hoje, vamos falar sobre o assunto do momento no automobilismo, Tony Kanaan, Andretti Autosport e 7-eleven.


Esta notícia pegou quase todo mundo de surpresa, pouquíssimas pessoas sabiam dessa possível saída da rede de conveniência 7-eleven do carro Nº 11. O que vai aparecer de boatos envolvendo o nome de Tony a outros times da Indy ou até mesmo fora dela, não será pouco, portanto você fã da Indy, não caia na bobeira de acreditar em qualquer coisa que a mídia sensacionalista necessita de vender notícias e ter audiência, pode vir a colocar nos próximos dias com relação ao futuro do nosso último campeão da Fórmula Indy. Esse recado vale não só para os brasileiros, mas também para todos os pilotos que não tem contratos, já que de outubro a dezembro teremos só boatos, apenas boatos.

Resolvi escrever estas linhas, pois tenho visto muita gente dizendo aqui no Blog, em outros sites do gênero, no Twitter, Orkut, enfim, na internet sobre as escolhas de Tony Kanaan no passado.

Como nós, de longe podemos julgá-lo? Que direito temos se sabemos de tão pouco? É aquela tal história, educar o filho do próximo é fácil, difícil é educar o nosso.

É de conhecimento de boa parte do público que acompanha a Indy que Tony Kanaan esteve prestes a assinar um contrato com a Chip Ganassi a partir da temporada 2009, mas resolveu continuar na equipe Andretti. Os motivos? Só ele pode responder. Sabe-se também, que a contraproposta da equipe em que ele foi campeão em 2004 oferecia um contrato de cinco anos, ou seja, até 2013.

Foto: Jackson Lincoln Lopes
Tony Kanaan está no time Andretti desde 2003: conquistou a 1ª vitória do time na IRL em Phoenix e também a última, em Iowa, nesta temporada.

Alguém aqui sabe de quantos anos era a proposta da Ganassi? Alguém aqui sabe quanto ele iria ganhar lá? Alguém aqui apostava na Ganassi no meio de 2008, sendo que a equipe não conquistava um título desde 2003, enquanto a Andretti conquistou três canecos e duas Indy500 neste período

De acordo com o site norte-americano AutoWeek, o salário do piloto baiano é por volta de três milhões de dólares, acredito que seja um dos mais altos da categoria, junto com Hélio, Dario, Scott e Danica. No atual estágio em que a Indy se encontra, somente Penske e Ganassi teriam condições de pagar estes valores.

O que acontece com Tony este fim de ano é semelhante a situação vivida por Kimi Raikkonen na Ferrari ano passado. O piloto tem contrato com o time, mas pode acabar não correndo. Falando em Kimi, tomara que ele volte para a F-1 o quanto antes, pois não agüento mais abrir sites de notícias, e todo dia estar lá Kimi quer voltar, diz alguém, aí no outro dia, Kimi desmente a notícia de seu retorno, já encheu isso, e muito!

As opções de Kanaan no momento são: a Andretti conseguir um patrocinador para bancar o carro Nº 11, procurar outra equipe na Fórmula Indy ou tirar o tal ano sabático como fez Kimi na Fórmula 1. Mais uma vez, só ele e seus agentes sabem o que está acontecendo. Nossos palpites aqui de fora serão puro achismo.

Não sei como é no automobilismo, mas deve ser semelhante ao futebol. Quando um time está com um jogador que tem um salário caro o empresta para outro e paga parte desta remuneração em conjunto com outro time. Isso deve acontecer na categoria também.

Foto: Jackson Lincoln Lopes
Michael Andretti e Tony Kanaan: Muita conversa e propostas devem acontecer nos próximos meses.

Robert Clarke, ex-Honda é o manager de Tony Kanaan, um homem muito forte dentro da Fórmula Indy. Este cara sempre teve excelente relacionamento com o brasileiro Gil de Ferran. Isto é apenas uma informação, nada de especulação.

Tony é um dos pilotos mais experientes da categoria, soma desde 1998 quando estreou na CART, 225 largadas, dos pilotos em atividades que disputam a Indy de forma integral, só perde neste quesito para Hélio Castroneves, com uma a menos. O baiano ainda soma quinze vitórias contando a US 500 de 1999 em Michigan, sendo que dos 25 pilotos que disputam o campeonato, apenas ele e mais três são campeões da categoria.

Seria sonho a esta altura achar que Chip Ganassi poderia alinhar um terceiro carro para o brasileiro. Entre o salário de um piloto de perfil campeão mais uma estrutura de ponta, os gastos da equipe podem ultrapassar os dez milhões de dólares. Se a 7-eleven “reduziu a marcha”, é porque o mercado não está tão bom quanto os mais otimistas dizem. Eu venho falando isso a tempos. Estão tratando o ano de 2012 da Fórmula Indy como se fosse tudo, não é bem assim, precisamos ir mais devagar. A guerrinha IRL x ChampCar durou doze anos, não é em cinco que se recupera.

Foto: Arquivos Blog da Indy
Tony é um dos pilotos mais talentosos e simpáticos do grid da Fórmula Indy.

Por este longo tempo que acompanho a categoria, Tony assim como Hélio, Dario e Dixon, é um daqueles caras que não precisa mostrar nada, apenas sentar no carro e se preocupar em pisar fundo no acelerador. Será muito triste ter que ver Tony batalhando em uma equipe de nível médio no ano que vem.

O ano de 2011 parece incerto para Tony, mas 2012 com certeza terá uma reviravolta. Com o relacionamento que ele tem com a Dallara e Honda, Tony é um dos pilotos do grid que mais conhecem de técnica e tem enorme capacidade para desenvolver o novo chassi, este currículo poucos tem na Indy.

Tony pode ter perdido um grande patrocinador, mas o talento, competência e o carisma, estes continuam, pois nenhum cara que fica atrás de um computador observando os índices da Bolsa de Tóquio e de Nova Iorque analisando os rumos dos investimentos de sua empresa, pode tirar do brasileiro. Talvez o cara que decidiu por retirar a 7-eleven do carro Nº 11, não sabe o poder de marketing que tem o brasileiro. Na Indy, Tony é um dos pilotos que mais retorno gera a quem investe nele, e não estamos falando em tirar o macacão ou fazer shows quando acontece um acidente, mas sim falando dentro da pista.

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Jackson Lincoln Lopes é Professor de Educação Física graduado pela Universidade Estadual de Maringá e pós graduando em Gestão Pública nesta mesma instituição. Colabora com o site Amigos da Velocidade escrevendo notícias relacionadas a Fórmula Indy e também na Marsili Press Team. Criou o Blog da Indy no início de 2009. Também é colecionador de miniaturas da categoria e de corridas da Indy, onde possui um acervo com mais de 500 corridas desde 1979 em sua coleção.
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Os cinco pontos que podem fazer Will Power campeão de 2010.

A ética esportiva prevaleceu na Indy e Franchitti já passou por isso antes.

Olá galerinha do Blog da Indy, mais uma temporada chegando ao seu final, mais uma batalha entre pilotos da Penske e Chip Ganassi, está é a quarta vez que pelo menos um dos pilotos destas equipes duelam diretamente pela disputa do título de campeão da Fórmula Indy, as outras três vezes foram em 2003, 2008 e 2009. Um detalhe para desanimar Will Power, em todas elas a Ganassi venceu.


Para quem acompanha meus comentários neste espaço, sabe que estou torcendo muito pelo Will Power desde que ele começou a se distanciar dos demais competidores, principalmente quando a briga ficou restrita entre ele e Franchitti. Não tenho nada contra o escocês, pelo contrário, é um piloto que admiro muito e acho o mais completo da categoria.

Você que leu o título deste texto, pode ter pensado que eu iria citar cinco motivos que poderiam levar Will Power ao título da categoria, mas não, são cinco pontos mesmo que distanciam o australiano do escocês na classificação geral do campeonato.

No automobilismo norte-americano dificilmente podemos constatar o jogo de equipe, que a equipe Ferrari de Fórmula 1 faz desrespeitando todas as regras da ética esportiva. Eu me lembro apenas da corrida de Sonoma de 2006 em que Marco Andretti venceu devido a uma ordem de seu pai, dono do time Andretti em que pediu para Bryan Herta rodar e provocar uma bandeira amarela, fazendo com que Marco conseguisse levar seu Dallara Honda Firestone até a quadriculada sem precisar de um “splash and go”.

Deixo claro que sou totalmente contra essa prática que parte do comando de uma equipe e chega ao ouvido do piloto, mesmo nos momentos decisivos do campeonato. Se for pensarmos que na reta final do campeonato vale, seremos bem maquiavélicos, não? Corrida se ganha e se perde na pista, acelerando com ou sem moderação.

Como disse, é raro isso acontecer na América do Norte, talvez pela mentalidade dos envolvidos com o esporte e sabendo que o principal envolvido com o automobilismo somos nós, os fãs. E nos Estados Unidos o público é levado muito a sério.

Em Motegi a luta foi leal, como tem que ser no esporte e na vida.

Acompanhamos a bela corrida de Motegi, cheia de alternativas, confesso que poucas vezes vi uma corrida da Indy tão legal no Japão quanto está ultima que tivemos e em momento algum Penske e Chip Ganassi utilizaram de companheiros de equipe para ajudar Power ou Franchitti, muito pelo contrário. Teve momentos que Castroneves e Briscoe disputavam a primeira colocação com Franchitti em terceiro, quase os pilotos da Penske se tocaram e prejudicariam Power. Scott Dixon fez uma corrida super discreta, não parecia estar a altura de ser piloto da Ganassi e ele é um especialista em provas ovais da atual Indy.

O momento chave da ética esportiva na Fórmula Indy em meu modo de ver aconteceu na 13ª etapa do campeonato, no Infineon Raceway, em Sonoma. Will Power liderava a corrida com Dario Franchitti em segundo, até aí tudo normal. Mas, o escocês do carro Nº 10 começou a perder rendimento e o mesmo Scott Dixon ultrapassou Franchitti a 13 voltas do final da corrida. Quando esta corrida começou, Dixon estava 82 pontos atrás de Power e 41 atrás de seu companheiro de equipe em um momento que o campeonato já estava bem restrito entre o australiano e o escocês.

Power e Franchitti disputavam a corrida de Sonoma

Seria muito simples para Chip Ganassi passar uma ordem a Dixon para seguir Franchitti.ninguém ficaria sabendo, nem mesmo o escocês, mas prevaleceu quem guiava mais naquele momento.

A diferença que esteve em 59 pontos de diferença entre o piloto do carro Nº 10 e do carro Nº 12, hoje está em 12 pontos e com a manutenção da segunda colocação de Dario em Sonoma, poderia estar em sete pontos. Caso Dario Franchitti vença a prova, lidere o maior número de voltas em Homestead, somaria 627 pontos, com Power não podendo chegar em 2º lugar, pois faria os mesmos 627, mas teria uma vitória a mais que Franchitti, primeiro critério de desempate na pontuação. Aí você vai pensar, mas não vai empatar. Não? Pergunte ao próprio Dario o que houve em 1999 quando ele foi vice campeão da Fórmula Indy sancionada pela CART.

Na última prova do ano em Fontana, Dario ficou com a décima colocação, enquanto que seu principal adversário, o colombiano Juan Pablo Montoya acabou a corrida californiana em quarto. Resultado que colocou os dois pilotos com 212 pontos na tabela de classificação, mas Montoya tinha sete vitórias contra três de Franchitti.

Pódio do Grande Prêmio de Houston: Tracy em 1º, Dario em 2º. Resultado da essência do esporte.

O escocês poderia ter vencido o campeonato por uma diferença de quatro pontos a seu favor, mas assim como neste ano, a ética esportiva prevaleceu. O GP de Houston foi a ante penúltima etapa daquela temporada de 1999, Dario defendia a equipe Green (atual Andretti Autosport) e estava em segundo no campeonato com 171 pontos, contra 200 de Montoya, que largava na pole-position. O piloto latino bateu na volta 12 no carro de Castroneves que estava parado na pista, Montoya liderava a prova até aquele momento e poderia sair campeão naquele dia. Dario que largou em quarto e caiu para 18º devido a um problema na pressão de seus pneus, fez uma prova de recuperação e concluiu a corrida em segundo lugar, atrás de seu companheiro de equipe, na época o canadense Paul Tracy. Os dois cruzaram a linha de chegada desta forma. Barry Green, dono do time na época disse:

“Simplesmente fantástico. Agora eu apenas espero que a gente não perca o campeonato por quatro pontos. Paul trabalhou tão duro, os dois trabalharam. Foi um grande ganho para a equipe Kool Green. O campeonato ainda está vivo. Outra dobradinha é maravilhosa”

Se Green soubesse que perderia o campeonato por um ponto, talvez teria agido de outra maneira, manipulando o resultado da corrida texana e Dario Franchitti estaria lutando pelo seu quarto título da Indy hoje. Ainda bem que ele não sabia.

Sempre escutamos falar na mídia que Chip Ganassi é um dos caras mais mercenários do meio da Fórmula Indy, mas a atitude que ele teve em Sonoma, mostrou totalmente o contrário. Torço para que tenhamos uma prova muito disputada em Homestead. Confesso que o momento mais empolgante da última corrida foi quando Power ameaçou disputar posição com Franchitti a menos de seis voltas para o final, mas ficou no quase. Se a briga for direta entre os dois em Homestead, será lindo de ver esta etapa derradeira.

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Jackson Lincoln Lopes é Professor de Educação Física graduado pela Universidade Estadual de Maringá e pós graduando em Gestão Pública nesta mesma instituição. Colabora com o site Amigos da Velocidade escrevendo notícias relacionadas a Fórmula Indy e também na Marsili Press Team. Criou o Blog da Indy no início de 2009. Também é colecionador de miniaturas da categoria e de corridas da Indy, onde possui um acervo com mais de 500 corridas desde 1979 em sua coleção.
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Brincando de Randy Bernard


Calendário da Fórmula Indy será revelado nesta sexta-feira.

Olá galerinha do Blog da Indy, estamos a menos de três dias de descobrir qual será o calendário oficial da Fórmula Indy para a temporada 2011. Confesso que não é um calendário que eu esperava, parece ser um pouco melhor com relação ao deste ano, mas bem pouco mesmo.


Como esta semana deveremos ter poucas notícias sobre a categoria até o anúncio oficial, resolvi abrir este espaço para vocês opinarem sobre qual seria o calendário ideal de vocês.

Confesso que nem eu tenho um calendário dos sonhos, este calendário que estou mostrando a vocês aqui, é algo próximo da realidade da atual categoria (penso eu) e próximo ao que eu tenho em mente.

Primeiramente, gostaria de deixar bem claro que sou apenas um admirador da categoria e tenho um pouco de conhecimento, não sou administrador, tão pouco investidor, então, o que eu estou dizendo aqui é apenas algo que vi nos últimos anos e também um pouco do que acontece no atual mercado da Indy, mas eu, por exemplo, não admito aquela corrida de Iowa, mesmo atraindo público e dinheiro para a categoria. O calendário que deverá ser da temporada 2011, você encontra clicando aqui. Esta coluna que aqui escrevo, é apenas uma questão de gosto pessoal.

Bem, vamos as explicações. A primeira fase deste calendário fictício, seria composto de três provas de rua e uma em mista. Penso que Miami precisa de uma corrida, desde os tempos que acompanho a Indy (meados dos anos 90) tem uma corrida lá, seja na rua ou em circuito oval. O circuito de Homestead sinceramente, acho que não serve para a categoria. Tivemos algumas boas provas entre 96 e 99, mas só. A pista passou por três grandes reformas de traçado e de inclinação, e nada foi resolvido com relação a uma boa disputa. Nos anos 80, havia uma corrida nas ruas da cidade, mas acabou sendo substituída por Detroit . Em 1995, as ruas de Miami voltava ao cenário da Indy, mas só neste ano. Em 2002 e 2003, a CART realizou provas em um circuito horroroso no centro de Miami. Uma prova nesta cidade seria interessante se fosse montado um circuito capaz de proporcionar uma corrida competitiva. Com a etapa de abertura sendo em Miami, a prova de Saint Petersburg que nunca foi lá essas coisas também, ficaria de fora ao meu ver. Acredito que não há espaço para duas corridas neste etado.

Uma prova no centro de Miami, fora do Homestead Speedway seria uma boa?

A segunda etapa seria do outro lado do planeta, em Motegi, no Japão. Sim, a Honda quer a Indy em sua casa, aliás, no quintal de sua casa. Como a pista de Motegi dificilmente proporciona boas corridas, salvo 1998 e 1999 que eu me lembre, poderiam utilizar a pista mista de Motegi, já que o complexo de velocidade japonês permite várias opções.

Em meados do mês de abril, a Indy retornaria aos Estados Unidos para a terceira etapa, abril na Indy é mês de Long Beach. Na seqüência, como já está marcado, seria a vez de São Paulo receber a categoria pela segunda vez.

As primeiras corridas em ovais no meu calendário fictício seria o que vai acontecer de verdade no ano que vem, Indy500, Milwaukee e Texas, mas na minha prova do Texas teria uma única prova, nada de duas baterias.

Acredito que o Will Power iria gostar muito deste meu calendário, principalmente no final da primeira metade e inicio da segunda fase. Portland é uma excelente pista para quem gosta de corridas com ultrapassagens, risco da chuva, estratégia de combustível, desgaste de equipamento, não pode ficar de fora, não? Sem contar que nesta região, o povo do noroeste norte-americano deve estar carente de ver uma corrida da Indy. Depois do misto de Portland, seria a vez de Cleveland voltar ao cenário da IndyCar, uma pista fantástica, sem comentários. Toronto é uma das pistas de ruas mais emocionantes da categoria, você observando o traçado parece ser simples, mas as curvas de baixa, a reta oposta e a forte freada da curva 1, é emoção garantida. Sem contar o apoio da Honda canadense que banca a prova. Mesmo com o bom público em Edmonton, eu riscaria a corrida da Indy, e daria um jeito de falar com o Bernie ou quem quiser que fosse para a Indy correr em Montreal, uma pista muito bacana que proporciona as melhores corridas de Fórmula 1 da atualidade, certamente iríamos ter corridas legais na Indy. As provas que a CART realizou por lá, foram muito boas.

As novidades não param (no meu imaginário, claro), após esta seqüência de pistas onde os pilotos contornam curvas para os dois lados, Road America em Elkhart Lake seria mais do que obrigatório em um calendário de quem ama os monopostos dos Estados Unidos. Michigan eu também traria de volta, mas não para fazer uma corrida de 200 voltas, e sim de 250 para retornar as famosas 500 milhas de Michigan e ter de volta no calendário duas provas de resistência.

"O misto mais legal dos Estados Unidos", assim define Cristiano da Matta sobre a pista de Elkhart Lake

Tivemos boas corridas neste ano, mas em oval, apenas Chicago e Kentucky me interessei, então, Chicagoland Speedway com certeza ficaria no meu calendário e coincidentemente seria a 14ª etapa da temporada, assim como foi neste ano. Após o oval de Joliet, seria a vez de seguir o calendário oficial de 2011 com Baltimore, uma aposta. No lugar da sonolenta Sonoma, Laguna Seca estaria de volta, mais pela tradição e pelo belo circuito, do que por boas provas que não acontece faz tempo por lá.

A região de Baltimore, estado de Maryland poderá trazer grandes ganhos para a Indy e ser a "Long Beach" do nordeste.

No último mês de competição, teríamos dois ovais e uma prova de rua. Kentucky abriria a fase final da temporada e duas semanas depois, a Fórmula Indy retornaria a Australia, nas ruas da belíssima Surfers Paradise. O encerramento eu fiquei na dúvida se colocaria Las Vegas, que eu acho legal e é muito próximo do real, ou mais uma corrida de 500 milhas, em Fontana. Mas será que os pilotos de hoje aceitariam três provas de 500 milhas?

A região mais próspera de provas da Fórmula Indy nos Estados Unidos.

Bem, vamos a mais algumas análises. A região predominante de pistas da Fórmula Indy desde quando foi criada a CART e mesmo na fase da IRL, é no meio oeste que acontece a maioria das provas da Indy. Neste calendário que fiz, temos Indianápolis, Milwaukee, Road America, Michigan, Cleveland, Chicago e Kentucky (que para alguns não faz parte da região, mas é próximo a Indianápolis). Ainda falando sobre o território americano, coloquei pelo menos uma pista em cada canto dos Estados Unidos, Não sei como será o circuito de Baltimore, mas acredito que a saída de Nazareth em 2004 e agora com a não renovação de Watkins Glen, a categoria necessitará de qualquer forma de uma corrida na região nordeste do país, pois sempre tivemos ao menos uma prova por lá. Pela direção oficial da Indy teremos duas provas nesta região no ano que vem: New Hampshire e Baltimore. Para mim, New Hampshire é bem semelhante a Milwaukee, não vejo a necessidade de ter dois circuitos ovais de uma milha onde as disputas serão escassas, pelo menos com estes chassis Dallara que datam de quando Lula assumiu a presidência deste país.

Como existe uma pequena divergência entre as donas dos circuitos (principalmente os ovais), a ISC e a SMI (ver aqui sobre isso) e a direção da IndyCar Series, principalmente quando Tony George foi presidente da categoria, optei por “contratar” o menor número possível de pistas da ISC, pertencente a família France e aumentando a parceria com Bruton Smith da SMI.

Ainda com relação aos ovais, vocês devem estar se perguntando, o Jackson não gosta de provas em ovais? Eu gosto sim, mas você conversando com qualquer piloto eles sabem o risco que é o automobilismo e o risco que é correr em pistas ovais, principalmente entre 1,5 milha e 2 milhas. Por conta disso deixaria “apenas” sete provas em ovais, outras seis em mistos permanentes e outras seis em circuitos de rua.

Segue o meu calendário fictício:

20/03 – Miami (rua)
03/04 – Motegi (misto)
17/04 – Long Beach (rua)
01/05 – São Paulo (rua)
29/05 – 500 milhas de Indianápolis (oval)
06/06 – Milwaukee (oval)
11/06 – Texas (oval)
26/06 – Portland (misto)
03/07 – Cleveland (misto)
17/07 – Toronto (rua)
24/07 – Montreal (misto)
31/07 – Road America (misto)
14/08 – 500 milhas de Michigan (oval)
20/08 – Chicagoland (oval)
04/09 – Baltimore (rua)
18/09 – Laguna Seca (misto)
01/10 – Kentucky (oval)
16/10 – Surfers Paradise (rua)
30/10 – Las Vegas (oval)

Agora deixo com vocês para comentarem e contrariarem. Diga quais provas vocês gostariam de ver na Indy nas próxima temporadas.

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Jackson Lincoln Lopes é Professor de Educação Física graduado pela Universidade Estadual de Maringá e colabora com o site Amigos da Velocidade escrevendo notícias relacionadas a Fórmula Indy. Criou o Blog da Indy no início de 2009. Também é colecionador de miniaturas da categoria e de corridas da Indy, onde possui um acervo com mais de 500 corridas da Indy desde 1979 em sua coleção.
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Confiança, respeito e credibilidade não têm preço.

Histórias do automobilismo contadas por quem faz acontecer.

Olá galerinha do Blog da Indy! É com imenso prazer que escrevo estas próximas linhas, desde já, espero que gostem. Primeiramente gostaria de pedir desculpas pela cobertura (aliás, pela falta dela) neste final de semana do Grande Prêmio de Sonoma, 13ª etapa do campeonato 2010 da Fórmula Indy. Tive um enorme problema para conseguir acessar a internet no hotel que eu estava hospedado em Londrina para acompanhar a Fórmula Truck. Após uma hora de insucessos, acabei desistindo. O grande amigo Fábio Henrique também estava viajando, mas para outro lugar e o Blog acabou ficando sem atualizações no sábado o dia todo e no domingo até a hora da prova. Desde a primeira etapa de 2009, realizada em Saint Petersburg, este foi o primeiro dia que “perdemos a hora”.


Como disse no parágrafo acima, estive em Londrina para acompanhar a 6ª etapa do campeonato da Fórmula Truck realizada no autódromo Ayrton Senna a convite do grande Téo José, pelo terceiro ano consecutivamente. Se considerar por quem me convidou, por isso apenas já seria levado em conta para acompanhar a corrida, Téo é um dos caras que mais entende de automobilismo no país e uma das pessoas mais dignas no meio jornalístico. Para mim, é um exemplo. A Fórmula Truck no meu modo de ver é a maior categoria do Brasil sem dúvida alguma, basta apenas observar a qualidade do grid, os patrocinadores, o calendário que não repete pista, as provas são exibidas ao vivo e na íntegra, além claro, do público. Penso eu, que em Londrina só não tinha mais gente por não ter uma estrutura melhor do autódromo que talvez não tenha capacidade suficiente para receber um evento deste porte. A pista é aparentemente chata para quem vê pela TV, mas para os pilotos o desafio é enorme, pelo menos pensam assim Felipe Giaffone, Cristiano da Matta e Bruno Junqueira, três pilotos que correram em todo o tipo de pista da Fórmula Indy ao longo da última década. Para o publico, seja nas arquibancadas ou nos camarotes, a visão da pista é terrível.

Para quem acompanha este endereço eletrônico desde o ano passado, pode perceber que realizamos uma bela entrevista com Felipe Giaffone na corrida da Truck em Londrina em 2009. Além do convite do Téo e do fantástico campeonato que é a Truck, este ano estão competindo na categoria os mineiros Cristiano da Matta e Bruno Junqueira. Embora já os entrevistamos, seria diferente estar pessoalmente com estes dois grandes pilotos brasileiros que honraram e muito o nome do Brasil na Fórmula Indy. Somando tudo isso, a vontade de acompanhar de perto esta etapa da Truck era imensa, acredito que foi um ótimo motivo para se desligar um pouco da Indy em Sonoma.

Quando me encontrei com Téo José próximo a hora do almoço, ficamos conversando por aproximadamente uma hora, claro, fomos na lanchonete no autódromo. Além de Téo e eu, estavam minha namorada, Nicéia e o produtor de esportes da Band, Fernando Svevo. O assunto não poderia ser outro naquele momento, automobilismo. Téo como sempre elogiou muito o nosso trabalho do @BlogdaIndy e quando foi me apresentar para o Cristiano da Matta, disse que tínhamos o melhor site da Indy no Brasil. Ele já tinha dito isso para o Danilo Dirani no ano passado quando o entrevistamos também. Ouvir isso com sinceridade de uma pessoa como o Téo é motivo de muito orgulho, ainda mais sabendo que nosso espaço não tem fins lucrativos algum e que não sou jornalista. Cristiano estava cercado de sua mãe, seu pai e depois acabou chegando seu companheiro de equipe, Beto Monteiro. O piloto do Truck Nº 33 me cumprimentou e começamos a conversar.

“Eu ouço falar muito deste blog, eu ouço mais do que acesso, sei que é o negócio é legal”, disse o campeão da CART de 2002, Cristiano da Matta. Isso foi apenas uma conversa de apresentação, nossa entrevista foi marcada para depois do treino classificatório da Truck.


Diferente do ano passado, as garagens dos boxes na parte de trás estavam totalmente fechadas, salvo uma ou duas, o que dificultava a integração com os pilotos. Fiquei de plantão na garagem do Bruno Junqueira para marcar a entrevista com ele, mas não o encontrei. As 14h começava o treino classificatório, então desliguei um pouco do “trabalho” e fui me divertir acompanhando a sessão de tempos.

Alguns minutos depois da Super pole na Fórmula Truck onde os oito mais rápidos do classificatório disputam a pole, voltei a circular pelo paddock em busca de Bruno Junqueira. Quando eu já estava quase desistindo, ele aparece em minha frente. Estava com receio de falar com ele, afinal, fazia pouco tempo do final da classificação e penso que gostaria de uma folga. Mas, era a única chance, pois no domingo seria impossível. Cheguei e me apresentei a ele, quando comecei a falar que eu era do Blog, ele me interrompe. “Sim, eu sei, eu entro sempre no seu site, é muito bom”. Poxa quando escutei aquilo, todo o tempo dedicado ao Blog pude confirmar que realmente valeu a pena. Ele topou a entrevista na hora. Tanto para o Bruno quanto para o Cristiano, eu havia preparado todas as corridas que eles ganharam na Indy em DVD e iria presenteá-los, eu achava que eles iriam gostar. Eles simplesmente adoraram. Agradeceram muito. Encontrei o Bruno um pouco longe de sua garagem, então fomos caminhando até lá. Próximo de entrar na garagem, Bruno disse aos seus mecânicos que estavam por ali. “Ele me deu de presente as vitórias que eu tive na Indy. Tenho que rever minhas vitórias para eu voltar a ganhar”, brincou Junqueira. Acomodados em sua salinha na garagem, começamos a entrevista. Fantástica, simplesmente fantástica. Após uma hora conversando com ele, fui em busca de Cristiano da Matta. Bruno agradeceu muito o presente que levei para ele.


Com Cristiano seria mais tranqüilo, pois o Téo já tinha me apresentado para ele. Cheguei na garagem e pedi para chamá-lo. Prontamente fomos atendidos (quando digo no plural, é porque estava com a Nicéia, que já tinha virado fotógrafa nesta altura). Assim como fizemos com Bruno, a entrevista com Cristiano foi sob a sua carreira na “Fórmula Mundial”. Para Cristiano tinha um presente a mais. Quatro anos atrás ele passou pelo terrível acidente em Elkhart Lake. A Fórmula 1 realizaria a etapa de Interlagos em outubro, dois meses depois dele deixar a UTI nos Estados Unidos. Eu e alguns amigos tivemos a idéia de fazer uma faixa incentivando Cristiano a voltar ao automobilismo e superar aquele momento difícil. Cristiano viu DVD por DVD, assim como Bruno, e mesmo com os dois não tendo aquelas corridas em casa, certamente elas passaram em suas cabeças em questão de segundos, afinal, eles foram protagonistas de tudo aquilo. O papo com Cristiano foi um pouco mais longo, até mesmo por um dos assessores de imprensa da Iveco, equipe do mineiro na Truck fez uma matéria sobre a faixa para o site da marca.


As entrevistas vocês poderão acompanhar aqui no Blog a partir da semana que vem, foram longas e sensacionais. O que Bruno e Cristiano não sabem, é que quem ganhou o maior presente neste sábado (21) não foram eles, com DVD ou faixas, mas fomos nós do Blog da Indy, quando digo nós, incluo todos os leitores, claro que tive um lugar privilegiado para transmitir isso para vocês, mas penso que vale para todos. Aquelas horas que passei com os dois, significou um dos dias mais legais da minha vida, não só por estarem com eles, mas pela forma como nos atenderam. Os dois conversam comigo como se fossemos amigos, eles viram o real interesse que temos pelo passado deles e não me respeitaram e confiaram em mim como fã ou “jornalista”, é algo que não consigo nem dizer com palavras. No domingo, encontrei Felipe Giaffone e conversamos um pouco sobre a temporada 2010 da Indy e também sobre a corrida da Truck. Ele se lembrou do Blog e elogiou também.


Quando você observa estas atitudes em pessoas que fizeram tudo isso dentro da pista e respeitam nosso trabalho, isso mostra que estamos no caminho certo. Não temos os textos bem redigidos como os principais jornalistas do país, mas a vontade de levar informação ao fã da Indy não é menor do que a de ninguém, isso posso garantir.

Obrigado a todos vocês por estes 18 meses que estamos juntos.

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Jackson Lincoln Lopes é Professor de Educação Física graduado pela Universidade Estadual de Maringá e colabora com o site Amigos da Velocidade escrevendo notícias relacionadas a Fórmula Indy. Criou o Blog da Indy no início de 2009. Também é colecionador de miniaturas da categoria e de corridas da Indy, onde possui um acervo com mais de 500 corridas da Indy desde 1979 em sua coleção.
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2012 é logo ali! O sucesso é um pouco mais longe.

Fórmula Indy começa nova era em 18 meses, mas falta muito para ser dourada.

As inovações tecnológicas a partir da temporada 17ª temporada da Fórmula Indy sancionada pela Indy Racing League promete colocar a categoria em um patamar bem mais importante dentro do cenário do automobilismo mundial. No entanto, a direção terá mais trabalho do que nunca para fazer com que a Fórmula Indy tenha o mesmo espaço que teve em meados dos anos noventa.


O fã da Fórmula Indy sofreu muito ao longo da última década. Para quem está lendo esta coluna e ama seu time de futebol, é a mesma coisa que seu clube do coração ficar mais de dez anos na fila. Muito disso se deve a administração, no caso da Indy, principalmente pelo principal vilão apontando pelos fãs da categoria, Tony George. Felizmente, este cidadão está um pouco afastado da categoria, digo pouco porque ainda tem uma equipe na Fórmula Indy e internamente deve ter algum poder, pois quem foi dono de Indianápolis e de uma categoria, mesmo sendo um fracassado, não iria aceitar ser calado tão facilmente como aparentou ser no ano passado perdendo poderes e mais poderes no mundo do Open Wheel norte-americano.

Escrevo este texto, pois acompanho muitos comentários em comunidades no Orkut e no Twitter, e claro, aqui em nosso espaço. Vejo nestes três segmentos que os torcedores da Indy estão super entusiasmados com a nova direção e as notícias que nos fazem criar muitas expectativas boas. Sempre fui muito otimista dentro do automobilismo, principalmente por sempre acreditar que a Champ Car (categoria na qual sempre defendi durante os anos da cisão) ganharia força após os anos em que os grandes times deixaram de competir nela. Hoje, sou um pouco mais cauteloso.

O grande vilão está longe da IndyCar Series?

Estamos na terceira temporada da Fórmula Indy (re) unificada e sinceramente parece estar mais fraca do que o primeiro ano. Na primeira temporada (2008), tivemos em muitas corridas um grid com muita qualidade e geralmente na casa dos 27 carros. Certamente esta temporada é bem melhor que a do ano passado, não em termos de competitividade, pois ano passado tivemos um campeonato sendo decidido nas últimas voltas por três pilotos. Em 2008 apenas Dixon e Castroneves disputaram o título, neste ano vejo apenas Power e Franchitti na disputa pela taça desde a etapa de Indianápolis. Poderíamos ter os dois pilotos empatados em número de pontos não fosse a quebra de Franchitti em Iowa, quando liderava a corrida, seriam mais 38 pontos para o escocês.

Voltando para o assunto principal, em 2012 vamos ter finalmente o novo carro da Fórmula Indy depois de nove temporadas com os ultrapassados Dallara, criado em 2003. A boa notícia é que junto com o novo carro teremos também novos motores. Como todo fã queria, os propulsores serão turbinados. Na parte técnica ainda falta uma coisa que os torcedores gostariam de ver, a competitividade entre marcas de chassis e motores. No meu ponto de vista isso não quer dizer muita coisa. O calendário da categoria também é motivo de discordâncias entres os fãs. Uns querem mais ovais, outros menos e para outros (como eu) pensam que este atual número está de bom tamanho. A grande maioria dos fãs apóiam a volta das pistas tradicionais como Michigan, Fontana, Road America, Laguna Seca, Cleveland, Surfer’s Paradise e Portland.

Pistas tradicionais já deveriam estar de volta a categoria?

Pois bem, então falta pouco. Apenas ajustar o calendário e trazer novas marcas de motores e teremos a Indy dos sonhos?

Não, não é só isso infelizmente. Falta muito mais que isso. O prestígio da categoria foi abalado nestes doze anos. Uma geração inteira de torcedores como nós, deixou de acompanhar a Fórmula Indy. Não só aqui, como em todo o mundo e principalmente nos Estados Unidos, base da categoria. Como o novo fã do automobilismo observa a Indy? Será que ele gosta mais dela do que de outra?

Nas doze corridas disputadas até agora neste ano, apenas quatro provas foram mostradas ao vivo na TV aberta norte-americana. As cinco etapas restantes de 2010, todas serão exibidas pela Versus TV, um canal por assinatura que não chega a muitas casas “yankees”. Com a exibição de provas em canais fechados, os patrocínios e os valores pagos as equipes são menores, gerando equipes mais fracas financeiramente e pilotos com salários não exorbitantes. Uma marca não vai divulgar onde o alcance de visualização é baixo.

O grande problema da Indy é a TV, ou melhor, a falta de uma TV aberta.

Falando em grana para os pilotos, a IndyCar está com uma premiação pouco interessante para os pilotos, exceção feita é claro as 500 milhas de Indianápolis. Will Power, atual líder do campeonato tem aproximadamente 800 mil dólares conquistados neste ano, enquanto que o líder do campeonato da Nascar, Kevin Harvick tem quatro milhões a mais que Power. Para se ter uma idéia, o ex-piloto de Fórmula Indy, Casey Mears que compete esporadicamente na Nascar tem 942 mil dólares em prêmios em apenas nove corridas que disputou. Mears é apenas o 43º colocado no campeonato da Nascar Sprint Cup. Dario Franchitti é o piloto que mais faturou neste ano na Indy, soma mais de três milhões em prêmios, sendo que 80% deste valor veio da conquista em Indianápolis.

A categoria precisa de patrocínios fortes para as equipes.

A premiação na Fórmula Indy é baixa devido a um fator que é de real interesse para as equipes pequenas e até mesmo os times médios. A Indy tem uma política de um pagamento anual de aproximadamente dois milhões dólares por carro inscrito no campeonato integral. Com isso, as premiações ficaram com esses valores pouco significativos para os pilotos. Enquanto este valor fixo pago ao carro inscrito fica com a equipe. Essa medida foi feita para fortalecer as equipes menos competitivas.

Uma categoria que sempre foi sinônimo de competitividade está perdendo esta identidade. Quando a crise da cisão estava em seu auge, a equipe Newman Haas foi dominante na ChampCar enquanto a Andretti Green aniquilou na Indy Racing League. Hoje, com as duas categorias unidas o que vimos é um campeonato dominado por dois times, Chip Ganassi e Penske. Para se ter uma idéia, desde a fusão, das 51 provas disputadas, estas duas equipes venceram 38 provas.

Com muitos destes fatores somados, o grid certamente terá uma qualidade bem acima do atual. As equipes com bons patrocinadores não precisarão mais sobreviver a pilotos que geram o orçamento do time. Nos anos 90 e até mesmo depois da virada do milênio, muitos pilotos foram convidados a testar carros na Fórmula 1. Hoje, isso é raro. Os últimos a testarem os bólidos europeus foram Mike Conway pela BrawnGP e John Hildebrand na Force India em novembro passado.

O que falar da quantidade de pilotos que deixaram a Fórmula 1 para buscar uma vida melhor na Indy? O atual campeão da temporada da Fórmula Indy, Dario Franchitti testou na McLaren e viu que não teria espaço, chegou a CART graças a uma parceria da Mercedes com a Hogan. Atualmente a grande exceção é Justin Wilson e mais recentemente Takuma Sato.

Um dos passos mais temidos e que a Indy deve pensar nisso diariamente é com relação a internacionalização da categoria. Muitos julgam este ter sido o maior problema da CART. Mas, a Indy atual tem seu carro feito por uma construtora italiana, os pneus e motores são feitos fabricados pelos japoneses. Será que Randy Bernard pensa em expandir sua categoria para outros continentes? Esta talvez seja a maior das dúvidas que cercam os dirigentes da Fórmula Indy.

Então, vamos mais devagar. Temos muito o que comemorar, mas dizer que a partir de 2012 tudo será perfeito não é tão simples.
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Jackson Lincoln Lopes é Professor de Educação Física graduado pela Universidade Estadual de Maringá e colabora com o site Amigos da Velocidade escrevendo notícias relacionadas a Fórmula Indy. Criou o Blog da Indy no início de 2009. Também é colecionador de miniaturas da categoria e de corridas da Indy, onde possui um acervo com mais de 500 corridas da Indy desde 1979 em sua coleção.
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Grid cheio não significa qualidade.

Etapa de Chicago terá 29 carros com pilotos de qualidades duvidosas.

Olá galerinha do Blog da Indy, faz tempo que não escrevo uma coluna para site analisando algum fato da Fórmula Indy. Pois bem, hoje estou escrevendo após dois meses (a última foi sobre o polêmico premio do novato de Indianápolis) de ausência. Hoje vamos falar sobre o grid da categoria cada vez maior.


Neste início de semana foram confirmados mais dois pilotos para a 14º etapa do campeonato, o Grande Prêmio de Chicago, no próximo dia 28. Com a confirmação de Ed Carpenter pela na associação entre Vision Racing e Panther Racing e de Davey Hamilton pelo time de Gil de Ferran, a equipe De Ferran Dragon Racing.

O grid da Fórmula Indy começou com 24 carros na primeira etapa do ano, realizada aqui no Brasil e assim continuou na etapa seguinte. A Conquest aumentou um carro em sua operação na categoria a partir da etapa de Barber, no Alabama.

No evento a ser realizado em Chicago, o grid da categoria deverá ter o incrível número de 29 bólidos inscritos para a este evento. Com exceção das 500 milhas de Indianápolis, onde a tradição e os fatores financeiros elevam o número de carros para mais de 33 chassis inscritos na competição, este grid previsto para a corrida de Chicago é recorde nos últimos dez anos.

Foto: Chris Jones
Em Mid-Ohio, grid foi de 27 carros. O maior em números de carros da temporada em pista mista.

A última que um grid da Fórmula Indy teve 29 carros inscritos foi em Las Vegas no ano de 2000, mas apenas 28 carros largaram, já que Andy Michner com e sua equipe Logan Racing se retiraram da prova. De fato, a última vez que 29 carros competiram na pista após a bandeira verde, foi em Long Beach no ano de 1998.

É muito significante com toda certeza poder acompanhar 29 carros no grid de uma corrida. Isso mostra o crescimento da categoria Mas, até que ponto é esta crescente? A maioria destes carros “extras” que estarão alinhando em Chicago é com algum dinheiro de patrocínio que possa ter sobrado de Indianápolis. A corrida de Chicago será transmitida pela Versus nos Estados Unidos, mais ou menos como o Bandsports aqui no Brasil, um canal pago, logo, a exposição das marcas e a audiência da prova serão baixas.

Muitos carros no grid será traduzido em uma boa prova? Depende do ponto de vista de cada um. Bandeiras amarelas e confusões certamente teremos várias. O oval localizado em Joliet com seus 18º de inclinação nas curvas é tido como uma das etapas mais emocionantes do ano. Mas, e o nível do atual grid da categoria, vocês já analisaram?

Pela primeira vez no ano, a equipe Sarah Fisher Racing que participa de apenas algumas etapas estará com seus dois carros alinhados para a corrida, já que em Indianápolis Jay Howard não conseguiu se classificar para a prova. Este inglês foi campeão da Indy Lights em 2006, em uma temporada que teve média de quinze carros no grid. Howard não conseguiu terminar nenhuma corrida neste ano nas três vezes que conseguiu largar. No Kansas bateu, no Texas teve problemas com seu carro no início da prova e no último domingo em Mid-Ohio rodou, abandonando a etapa.

Foto: Chris Jones
Jay Howard não completou nenhuma corrida na categoria este ano. Terá a nova oportunidade em Chicago.

Enquanto isso, Sarah Fisher segue como dona da equipe e correndo algumas etapas em ovais. Sarah está totalmente fora de sua melhor forma física e está mais preocupada em captar recursos financeiros para o time que leva seu nome do que propriamente pilotar o Dallara Nº 67, tanto é verdade que em três corridas disputadas em pistas mistas e de rua, a norte-americana deixou seu compatriota Graham Rahal acelerar seu carro. Já fui um grande fã da piloto que sempre andou em equipes pequenas da Indy, mas prestes a completar trinta anos de idade, Sarah precisa decidir urgentemente se ela quer ser dona de equipe ou piloto.

Foto: Ron McQueen
Sarah Fisher está acima do peso ideal e está longe de ser competitiva. Precisa tomar uma decisão.

O time de Dale Coyne após boas temporadas com pilotos renomados como Oriol Servià, Cristiano da Matta, Bruno Junqueira e Justin Wilson, sofre com Milka Duno, uma das piores pilotos que a Fórmula Indy já teve em toda a sua história. Aliás, a equipe sempre contou com serviços dos piores pilotos, já que o time precisa de dinheiro e quem geralmente paga as contas da equipe é estes pilotos pagantes e seus patrocinadores. O outro piloto da equipe, o inglês Alex Lloyd também é outro que não me agrada. Outro campeão da Indy Lights que não mostra muito talento na Fórmula Indy, apesar do excelente quarto lugar em Indianápolis e do oitavo posto no Texas uma semana depois, mas foi só.

Foto: Ron McQueen
Milka Duno virou motivo de piada por suas apresentações em 2010.

A equipe KV Racing Technology uma das principais equipes do segundo escalão da Indy (junto com Andretti e Dreyer & Reinbold) não se encontra e muito se deve ao trio de pilotos que Jimmy Vasser e Kevin Kalkhoven contratam no início da temporada. Ernesto Viso um piloto com muita velocidade, mas bastante agressivo e sempre está envolvido em confusões com outros pilotos, só está na Indy devido ao seu patrocinador da petrolífera de Hugo Chávez. Seu melhor resultado em três anos de categoria foi conquistado neste ano em Iowa, terceiro lugar. Takuma Sato é sem dúvidas a maior decepção do ano. Em um carro competitivo, o piloto japonês com vasta experiência na Fórmula 1 não consegue ser constante. O piloto se adaptou bem ao carro da Indy, tanto é que conseguiu ótimas posições de largada como no último domingo em Mid-Ohio com o terceiro posto e o sétimo lugar no grid em Iowa, circuito oval. Mas o desempenho na corrida está muito abaixo do que esperava-se dele, seu melhor resultado foi em Edmonton após cruzar a linha de chegada em nono. Mario Moraes outro piloto da equipe que está em sua terceira temporada poderia estar mais a frente na classificação. Alterou bons e maus momentos ao longo deste ano, mas ainda não encontrou a consistência que teve no final do ano passado. Este ano está mais longe das confusões, mas ainda sim teve dois acidentes durante o ano que poderiam ser evitados, em São Paulo e no Texas.

Foto: Chris Jones
Takuma Sato começa bem as provas, mas nunca termina. Piloto tem vários acidentes em 2010.

Um dos times mais tradicionais da Indy, a Newman Haas Racing não pode depender de pilotos que chegam com patrocinadores como Hideki Mutoh. Com algumas boas corridas em ovais nos dois últimos anos, Mutoh é outro japonês que larga bem e na hora da corrida não traduz o resultado dos treinos em bom resultado final. A chegada de Graham na equipe pode fazer com que ele melhore.

Eric Bachelart é outro dono de equipe que tem pouquíssimos recursos financeiros, logo, necessita de pilotos com dinheiro. Mario Romancini e Bertrand Baguette foram gratas surpresas, não são pilotos de ponta, mas não complicaram ao longo da primeira metade da temporada. Romancini por problemas financeiros foi substituído pelo italiano Francesco Dracone, uma negação em Mid-Ohio. É sério candidato a destruir o chassi Nº 34 ainda nos treinos livres, caso seja inscrito para o GP de Chicago, por falta de talento e de experiência.

Os dois pilotos que retornam a Indy após Indianápolis, Carpenter e Hamilton também não me empolgam. Ed Carpenter sempre esteve ligado a Vision Racing devido a ser enteado de Tony George, dono do time. Seu melhor resultado na categoria foi no ano passado em Kentucky após um surpreendente segundo lugar que nem mesmo a equipe esperava dele. Davey Hamilton foi vice campeão da Fórmula Indy em 1997 e 1998, perdeu o título para Tony Stewart e Kenny Brack respectivamente, mas hoje ele tem 48 anos e só corre devido ao seu bom relacionamento fora das pistas com a equipe De Ferran Dragon Racing, a HP e a Kingdom Racing, uma espécie de “Atletas de Cristo” lá nos Estados Unidos.

A equipe Andretti precisa decidir o que fazer com Danica Patrick e Marco Andretti. Depois de uma fantástica temporada em 2009, Danica está omissa e aparentemente desmotivada. Talento ela tem e já mostrou isso, mas se não quer mais correr na categoria, que saia. Marco Andretti nunca mostrou nada na Indy. Tem vaga apenas por ser filho do dono do time e uma vitória na Indy por ordem de equipe, dada pelo próprio pai em Sonoma quatro anos atrás.

Foto: Chris Jones
O que acontece com Danica em 2010?

Nas pistas, o que vimos desde a temporada 2008 é o domínio da equipe Chip Ganassi contra a Penske. Nesta temporada uma inversão, o time de Roger Penske está um pouco mais forte que o de Chip Ganassi. Mas, está pior que ano passado. Em 2009, Briscoe, Dixon e Franchitti disputaram até as últimas voltas o campeonato, enquanto neste ano apenas Power e Franchitti disputam o título. A equipe Andretti em alguns circuitos de rua e nos ovais consegue um melhor acerto e se aproxima das duas equipes que dominam o certame. Mesmo assim, apenas cinco pilotos tem chances claras de vitórias, os outros 24 terão que suar muito para tirar a vitória da Penske e Ganassi em Chicago.

Como você avalia o atual grid da Fórmula Indy? Quais os pilotos que estão decepcionando e estão abaixo do esperado para 2010?

Jackson Lincoln Lopes é Professor de Educação Física graduado pela Universidade Estadual de Maringá e colabora com o site Amigos da Velocidade escrevendo notícias relacionadas a Fórmula Indy. Criou o Blog da Indy no início de 2009. Também é colecionador de miniaturas da categoria e de corridas da Indy, onde possui um acervo com mais de 500 corridas da Indy desde 1979 em sua coleção.

A polêmica decisão da Fórmula Indy do novato da Indy 500 de 2010.

IndyCar Series decide nos bastidores e Simona de Silvestro fica como a melhor Rookie das 500 milhas de Indianápolis.

Olá galerinha do Blog da Indy, faz dias que gostaria de escrever uma coluna, assuntos não faltavam, mas em meio as 500 milhas, deixamos a preferência pelas notícias. Um assunto sugerido por uma querida amiga, fez com que eu pesquisasse um pouco e escrevesse estas linhas abaixo. Espero que gostem, e claro comentem o que acharam da decisão.

Para um piloto que é novato nas 500 milhas e não corre por uma equipe de ponta, a vitória na prova mais importante do ano se torna um sonho. Mas, dentro da mesma corrida, tem uma competição paralela a do vencedor da corrida, que é o titulo de novato das 500 milhas, algo que só acontece em Indianápolis.

Além do prestígio e de aumentar sua publicidade, o piloto e equipe também faturam premiações em dinheiro, nesta edição, por exemplo, Simona de Silvestro e o time HVM levaram 49 mil reais por este prêmio.

A jovem Simona de 21 anos foi escolhida como melhor piloto novato das 500 milhas de Indianápolis em 2010.

O prêmio de novato do ano foi estabelecido a partir da 36ª edição das 500 milhas de Indianápolis, no ano de 1952, e quem teve a honra de ser o primeiro premiado com este título foi o norte-americano Art Cross que chegou em quinto lugar.

Esta não é a primeira vez que a IndyCar Series define que o melhor novato das 500 milhas não é aquele que teve o melhor resultado na pista. Em seu primeiro ano sob organização da Indy Racing League, o norte-americano Richie Hearn foi o terceiro colocado da corrida mais importante da Indy, mas quem levou o prêmio foi seu compatriota Tony Stewart (hoje na Nascar) que completou apenas 82 voltas da corrida e terminou apenas na 24ª colocação.

O fato deste ano que agrava mais ainda a situação é que a corrida terminou sob bandeira amarela, Romancini tirou o pé do acelerador como é de praxe quando o diretor de prova agita esta bandeira. Simona de Silvestro por descuido, ou não, passou o brasileiro da Conquest e cruzou a linha de chegada na frente de Mario.



Confira o vídeo do final da prova onde Mario Romancini e Simona de Silvestro disputam a posição lado a lado com o líder da prova, Dario Franchitti. Momentos depois da bandeirada, Mario (re)passa Simona.

A revisão do resultado viria horas depois, com Mario Romancini recuperando a 13º posição e Simona de Silvestro ficando atrás do brasileiro, em 14º lugar.

Coube ao brasileiro ficar com o prêmio de “novato mais rápido” por ter classificado o carro Nº 34 com 361.447 km/h de média no Bump Day. A votação de novato é restrita a alguns membros da mídia em Indianápolis e feita logo após a corrida, quando na ocasião, a cronometragem oficial apontava Silvestro na 13º posição e Romancini logo atrás.

No mínimo pode-se dizer, que a decisão da IndyCar Series foi precipitada, pois o melhor piloto da corrida de Indianápolis não levou o prêmio. A categoria poderia fazer como nos anos de 1961, 1978, 1984, 1989 e 2002, onde a direção da prova dividiu o prêmio de novato entre dois pilotos.

Resta saber por qual motivo a IndyCar optou fazer isso, se foi apenas uma decisão preciptada, ou se teve algum interesse por trás disso. Teorias surgem da minha cabeça, por mais ridículas que podem parecer. Danica Patrick mesmo chegando em um ótimo sexto lugar, tem sua capacidade de pilotar e sua imagem cada vez mais afetada, logo, a IndyCar busca uma piloto a altura para substituir, que é a competentíssima Simona de Silvestro, melhor piloto do sexo feminino em minha opinião e evidentemente jamais precisaria disso. A Conquest deixou a IndyCar em um momento importante da história do open wheel norte-americano no final de 2002 migrando para a ChampCar no ano seguinte e só voltou graças a unificação da Champ Car e IndyCar, poderia ser uma punição a Eric Bachelart?

Além do título de novata do ano contra Romancini, Simona disputa uma "briga de popularidade" com Danica

Mas pode também, ter outro motivo esta tomada de decisão. O motivo que eu quero acreditar ter sido e que começou ainda no Pole-Day. Simona de Silvestro se classificou para a prova em sua tentativa no Pole-Day, já Romancini, ficou para o Bump-Day. Com a pista no domingo em melhores condições que no sábado, o brasileiro fez uma volta que o garantiu no grid como o novato mais rápido das duas qualificações. E isso pode ter contado na hora da tal votação. Voltando ao caso semelhante de 1996, Tony Stewart largou na primeira posição após ter herdado a pole em virtude do falecimento de Scott Brayton, o pole-position verdadeiro de 1996 que faleceu em um treino livre na pista oval mais famosa do mundo. Além de largar em uma excelente posição, Stewart liderou 44 voltas da prova, sendo obrigado a abandonar a disputa após uma falha em seu motor. Coincidência ou não, o terceiro colocado daquele ano, Richie Hearn, que largou na 15ª colocação e levou a equipe do argentino John Della Peña ao pódio, fez a etapa de Long Beach pela CART um mês antes das 500 milhas daquele ano e a equipe já tinha patrocínio para correr no campeonato concorrente da Indy Racing League durante o final de 1996 e todo o ano de 1997. É no mínimo estranho, as duas situações recentes de novatos na pista, mas que não levaram o prêmio ter uma pequena semelhança destas.

Com a escolha de Simona nos bastidores, ela passa a ser a terceira mulher a conquistar o prêmio de novata das 500 milhas, antes, em 1992 Lyns Saint James levou o carro da pequena Dick Simon ao 11º lugar. Em 2005, Danica Patrick conquistou o quarto posto a bordo da Rahal Letterman Racing.

Tony Stewart em 1996 não completou a prova e foi escolhido como o melhor novato.

No campeonato, Mario Romancini está um ponto a frente da suíça. O prêmio de novato do ano da Fórmula Indy tem valor igual ou superior ao de novato das 500 milhas de Indianápolis e este não terá votos nem indicações, e sim pontos. Pontos conquistados dentro da pista. Mais uma vez digo e repito, Simona é uma excelente piloto, em minha opinião a melhor entre as mulheres da atualidade e tão competitiva quanto Romancini, Sato e Baguette. Simona tem história no automobilismo, perdeu um campeonato da Fórmula Atlantic na última prova do ano passado. Chegou a na Indy como surpresa e desconfiada por todas. Mas bastou o primeiro treino livre da São Paulo Indy 300 para mostrar o motivo que está na HVM Racing. Mario Romancini é um pouco mais velho que Simona e conhece mais dos ovais do que a suíça, pode tirar vantagem disso, além de ter um companheiro de equipe que pode trocar informações importantes no ajuste do carro, Simona não. Mas, a suíça tem uma estrutura mais completa na HVM que o brasileiro na Conquest. Em meio a esta bela disputa de novatos, esquecemos de Takuma Sato, um piloto com cinco anos de experiência na Fórmula 1, mas que não consegue terminar provas na Fórmula Indy. Em Indianápolis, foi apena a terceira vez que Sato levou seu carro a quadriculada. O companheiro de Mario na Conquest, o belga Bertrand Baguette corre por fora da disputa, pois não disputou as duas primeiras corridas do ano.

Jackson Lincoln Lopes é Professor de Educação Física graduado pela Universidade Estadual de Maringá e colabora com o site Amigos da Velocidade escrevendo notícias relacionadas a Fórmula Indy. Criou o Blog da Indy no início de 2009. Também é colecionador de miniaturas da categoria e de corridas da Indy, onde possui um acervo com mais de 500 corridas da Indy desde 1979 em sua coleção.
 
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