Sou apaixonado pela Formula Indy e 2010 realmente foi um grande ano, fui a duas corridas da Indy em São Paulo e em Sonoma na Califórnia. No inicio do mês de Agosto, sai de férias do trabalho e fui fazer um curso de inglês nos EUA na Universidade da Califórnia em Irvine. Não preciso dizer que a Califórnia é um lugar fantástico, uma das regiões mais ricas dos EUA com grandes atrações e belas praias. No dia 21 e 22 de agosto resolvi acompanhar a etapa de Sonoma da IndyCar Series que fica no norte da Califórnia.
Marco Alan na Califórnia: aproveitou e foi ver a corrida da Fórmula Indy em Sonoma.
A viagem foi para fazer um curso para melhorar meu inglês, neste site você pode saber mais informações: http://unex.uci.edu/international/
Fiz o curso de 4 weeks Business English na Universidade da Califórnia em Irvine, cidade que fica mais ou menos a 40 minutos de Los Angeles e 1 hora de San Diego, 15 minutos de Newport Beach (bem localizado), preço do curso Us$ 1.650,00, mais algumas taxas. Uma experiência fantástica, você conhece pessoas e culturas de todo mundo. Pra você ter uma idéia, fiquei em um apartamento com um italiano, um japonês e um turco.
As passagens de avião custaram Us$ 890,00, pela Delta Airlines, comprei a passagens com um ano de antecedência, e com tarifa para estudante (mais barata). Serviço excelente nenhum atraso ou problema como desvio de bagagem.
O visto é um capitulo a parte www.visto-eua.com.br. É a parte mais seria de toda historia, como fui para estudar tirei um visto de estudante F1. A universidade manda um documento chamado i-20 (necessário pra tirar o visto de estudante), mesmo assim você precisa mostrar vínculos com o Brasil. Minha entrevista no consulado foi tranquila, muito provavelmente porque estou empregado, mas vi muita gente se dar mal. Se for como turista você deve tomar outras providencias, por isso é necessário consultar o site e ler todas as informações antes de agendar a entrevista. Uma vez com o visto você não vai ter problemas para entrar nos EUA.
Hospedagem não sei dizer, minha acomodação estava junto com o valor do curso. Mas para ter uma idéia, passei uma noite em Las Vegas Us$ 50,00 num Hotel muito vagabundo. Em São Francisco passei uma noite US$ 85,00. (Bom Hotel). O Ingresso para corrida em Sonoma US$ 55,00, Garage Pass US$ 35,00. Estacionamento gratuito. Transporte publico inexistente para a corrida, o circuito fica em um lugar distante da cidade, é necessário alugar um carro.
Alugar um carro nos EUA é caro, de 400 a 550 dólares por semana (dependendo do carro). Incluindo impostos, seguros (obrigatórios para estrangeiros) e GPS. Aluguei em uma pequena locadora de carros em Newport Beach, (nem site tem) chamado Auto United Rent a Car. Atenção, se for fazer uma viagem longa escolha um bom carro, com por exemplo piloto automático.
De Irvine ate São Francisco foram 8 horas de viagem, as estradas são excelentes, sem pedágios. Preço do galão de gasolina US$ 3,10, cada galão = 3,7 litros. Atenção novamente respeite os limites de velocidade, as estradas são monitoradas. A carteira de motorista do Brasil dentro da validade é aceita nos EUA sem problemas. Acho necessário ter um inglês no mínimo intermediário, para andar (ainda mais se for sozinho) pelos EUA com tranquilidade.
De todo este domingo espetacular, o que mais chamou minha atenção foi o zelo que a categoria tem para com os seus torcedores. Com o garage pass você tem acesso a praticamente tudo, vê os mecânicos trabalhando nos carros e pode conhecer pilotos e chefes de equipe.
Encontro do fão com o ídolo Gil de Ferran. A foto foi tirada por Raphael Matos.
Realizei um sonho de conhecer o Gil de Ferran, meu grande ídolo. Ele estava no motorhome de sua equipe junto com o Davey Hamilton e o Rafael Matos. Respirei fundo e fui ate ele, falei que eu era um grande fã e que sempre acompanhei sua carreira, o Gil foi super atencioso. O engraçado foi que como eu estava sozinho não tinha ninguém para tirar nossa foto, para resolver o problema o Gil chamou o piloto Rafael Matos, e com a melhor boa vontade tirou a foto.
Me apresentei e falei que era do Brasil, falei que acompanhava a carreira dele desde 1996 e que era um ídolo pra mim, ele falou pô que legal meu e ficou super contente, pedi para tirar uma foto, ele chamou o Rafael Matos para registrá-la.
A corrida pelo menos no circuito foi boa, fiquei na curva 9 e vi muitos pegas, a Simona de Silvestro tava com o satanás no corpo aquele dia. É engraçado que o torcedor americano comemora quando tem uma bandeira amarela, segundo eles deixa a corrida mais emocionante pois junta todo mundo. Nas volta finais fiquei impressionado com a disputa entre Will Power e Scott Dixon eles estavam dando o máximo. Achei fantástico.
Em São Paulo tinha mais pessoas com certeza, pelo que eu vi naquele dia deveriam ter umas 30 mil pessoas. A main grandstand estava lotada, o resto do circuito não e algumas arquibancadas totalmente vazias.
Jimmy Vasser e Marco Alan dos Santos em Sonoma.
Marco na garagem da Andretti Autosport no Infineon Raceway.
Nos bastidores em Sonoma: Foto com o carro de Mario Andretti de 1976.
Marco Alan dos Santos, 26 anos, bancário, moro em Santo Andre-SP. Sou Especialista em Administração de Empresas e MBA em Finanças. Alem da Indy gosto de viajar, Rock and Roll e outros esportes como o futebol.
O Indy In Loco é uma sessão deste site que retrata as aventuras, desafios e prazer do fã da Fórmula Indy espalhados pelo mundo todo. Foi a uma corrida? Quer ter sua história publicada? Nos conte como foi enviando um email.
Grande Prêmio de Toronto 2009, por Marco Matsumoto.
O ano de 2009 foi especial. Dois sonhos realizados, conhecer o Canadá e ver a Formula Indy. Como não tenho nenhum conhecido no Canadá, a forma mais fácil que encontrei foi realizar um intercâmbio de um mês durante as férias. Os ingressos foram comprados pela internet no Brasil quatro meses antes da corrida. Os preços pra arquibancada variavam de CAD 60 a CAD 180. Comprei um lugar na frente da reta dos boxes, mais o acesso ao pit throw e ao paddock. Somando os impostos saiu tudo por CAD 250. (1 CAD ≈ R$ 1,80).
Toronto é a maior cidade do Canadá, mas o centro financeiro é bem pequeno se comparado a São Paulo. O que diferencia é a organização e planejamento. Saindo do centro é possível ver um cenário que lembra os seriados americanos. Casas sem portões, carros nas ruas, não há muros entre os vizinhos, enfim, tudo lembra interior. A segurança também é um diferencial. Podemos andar tranquilamente nas ruas, as crianças vão ao parque e deixam os brinquedos largados e ninguém rouba. O prédio comercial onde ficava a escola não possui guarda, nem recepção pra identificar os visitantes. É só entrar, pegar o elevador e está na empresa desejada (o elevador dá acesso direto aos escritórios, cheguei a entrar em um por engano e ninguém percebeu, rs). Também não há polícia nas ruas. Tudo vem da educação das pessoas. Educação que só não vi no metrô. Em São Paulo cada passageiro ocupa um lugar no banco. Em Toronto as pessoas ocupam dois e se há alguém de pé azar o dele. Absolutamente tudo é facilitado para os deficientes. Há diversas atrações para turistas, mas os imperdíveis são a CN Tower e Niagara Falls. De Toronto também há excursões para Montreal (segunda maior cidade), Ottawa (capital) e Quebec (cidade que mantém as tradições européias dos séculos passados e onde a língua oficial é o francês). O clima em julho é verão, com temperaturas chegando a 29 graus e o dia durando até as 21h30. Canadá é conhecido por ser multicultural. Metade da população de Toronto é formada por imigrantes. Nas ruas é possível ouvir e ver gente de todos os lugares. E como tem árabes e orientais.
Imagens de Toronto. No sentido horário: Reta dos boxes, linha de chegada, curva 1 e pit-lane.
O circuito de rua da Indy fica localizado próximo ao BMO Field, estádio de futebol onde joga o time local. É uma área pouco movimentada que fica a 10 minutos de bonde do centro. Três semanas antes da corrida passei lá e nem parecia que seria realizada uma corrida. Apenas algumas arquibancadas estavam montadas, não haviam obras, nem propagandas. A área não estava interditava e o trânsito fluía normalmente. Vejam algumas fotos da reta dos boxes:
O acesso é muito fácil, o transporte público de Toronto é extremamente eficiente. Basta pegar um mapa gratuito em qualquer estação de metrô que é possível andar na cidade. Pagando CAD 108 (cerca de 180 reais) é possível pegar qualquer transporte (metrô, bonde e ônibus) quantas vezes quiser no mês.
Durante a semana que antecedeu a corrida alguns eventos foram realizados incluindo o famoso desafio de Pit Stop entre os profissionais da mídia. Paul Tracy entregou o prêmio ao vencedor. Realmente ele está acima da média de peso dos outros pilotos.
Após a competição o desafio foi aberto ao público. Eu também fiz a minha tentativa. Aquela parafuseira é bem pesada e o difícil é acertar a posição correta.
Acompanhe a tentativa de Marco Matsumoto fazendo a troca de pneus em um IndyCar.
Reparei que não havia muita divulgação nos jornais e algumas pessoas que conversei nem sabiam que haveria corrida. Lá o esporte mais praticado no verão é o baseball. Em todas as praças tem uma turma jogando. É como futebol no Brasil. Hockey no gelo também é forte, mas não há partidas no verão (óbvio).
Na sexta-feira começaram os treinos. Logo na entrada do lado de fora já dava pra escutar o ronco dos motores e os carros reduzindo pra fazer a curva 1. Sem muito esforço (não havia fila), entrei e sentei na arquibancada em frente a reta dos boxes. Os lugares estavam marcados no ingresso e os canadenses faziam questão de sentar no lugar comprado, mesmo com a arquibancada vazia. No começo o barulho é ensudercedor, mas depois acostuma (ou eu que fiquei um pouco surdo, rs). O ronco é grave, diferente de um F-1, que o ronco é agudo e mais forte. Antes mesmo de acabar o treino fui dar uma volta pelo circuito. Vi que havia um acesso da pista ao paddock (onde as equipes ficam ajustando os carros, semelhante à garagem da F-1). Quando o treino terminou foi possível ver a movimentação das equipes levando os carros da pista para o paddock. Isso passando entre o público que tirava fotos. Não havia segurança, nem cordão de isolamento. As pessoas simplesmente respeitavam deixando os carros passarem.
Entrei na área do paddock pra ver os carros, mecânicos e pilotos de perto. Passei o dia todo, mas foi difícil encontrar algum piloto. Quando aparece é aquele amontoado de gente querendo autógrafo (curioso que os canadenses pediam autógrafos ao invés de tirar fotos). Confesso que fiquei decepcionado com o comportamento dos pilotos, incluindo os brasileiros. A grande maioria sempre está com pressa, não param pra trocar uma palavra. Dão o autógrafo, tiram a foto e se mandam. Diferente quando os vemos pela tv, quando sempre estão sorridentes e contando piadas. Afinal, para a mídia é necessário bancar o simpático e atencioso. O único que deu atenção foi o Helinho. Do lado oposto as equipes da Indy Lights tinham muito mais tranqüilidade para trabalhar.
Tony Kanaan, Danica Patrick, Ana Beatriz Figueiredo e Hélio Castroneves com Marco.
No sábado pela manhã uma forte chuva caiu na cidade, chegando a interromper o treino livre. O jeito foi ir para o pavilhão de exposições e jogar uns games. Minutos depois o sol abriu e o dia foi semelhante a sexta-feira. No final da tarde a sessão oficial de autógrafos. A fila estava enorme e quando cheguei próximo dos pilotos descobri que eram quatro acessos com quatro pilotos cada e naquele estava a Danica Patrick. Durante a sexta e sábado teve corridas de outras modalidades, mas acabei nem assitindo. Vi somente a Indy Lights com a pista ainda úmida.
No dia da corrida a movimentação era outra. Imprensa, segurança reforçada e muitos torcedores. Falaram em mais de 60 mil pessoas no circuito, mas só se for juntando os 3 dias (ou seja, eu conto por 3). Como base de comparação um Morumbi lotado ou Interlagos quando recebe a F-1 são 70 mil e isso sim é uma multidão (haja paciência pra chegar e ir embora). No pit lane os mecânicos estavam de macacão, ao invés das camisas e bermudas usadas nos treinos. Antes da corrida teve um show da Sass Jordan (não conhecia, mas tocaram músicas agradáveis de ouvir). Quando o pit throw foi aberto ao público encontrei uma mulher na frente do pit da Penske com uma jaqueta vermelha e bandeira do Brasil. Pensei, deve ser parente do Helinho. Não, era Lilian DeGobbi. Ela e seu marido são brasileiros, moram nos EUA a 25 anos e são donos da equipe estreante ELFF Racing da Indy Lights, pilotado pelo também brasileiro Rodrigo Barbosa. Fotos do pit:
Quase tudo pronto para as cerimônias iniciais. Apresentação dos pilotos na ordem inversa do grid, hino nacional com direito a passagem sincronizada dos caças, fogos e o famoso "start your engines" dado por Gene Simmons (vocalista do Kiss).
A largada do GP de Toronto por um ângulo que você ainda não viu.
Volta de apresentação e bandeira verde! O piloto da casa Paul Tracy dava um show a parte com manobras arrojadas que deixavam o público enlouquecido e que ficaram mais ainda no meio da prova quando Tagliani e Tracy estavam na frente. Porém em uma disputa por posições, Helio se enroscou com Tracy e os dois deixaram a prova. Tracy ficou no muro, Helio levou o carro até o pit e levou uma sonora vaia do público:
Helinho leva uma grande vaia da torcida canadense.
No final a vitória foi de Franchitti. Após a prova aconteceu a pesagem dos carros e equipes fazendo as últimas avaliações antes de partirem para Edmonton.
Você pode acompanhar mais da aventura de Marco Matsumoto em Toronto, nos seguintes endereços:
Marco Matsumoto, Paulista, Analista de Sistemas e torcedor do Palmeiras. Gosto de jogar futebol, correr de kart, ver shows de rock e tocar instrumentos musicais (teclado, bateria e violão). -------------------------------------------------------------------- Você pode contar a sua história também aqui no Blog da Indy. Entre em contato e mande sua aventura em uma pista da Indy seja no Brasil ou fora do país.
O Blog da Indy inaugura hoje uma nova série de colunas. Mas desta vez a coluna não será escrita por um membro fixo do Blog, e sim por você torcedor e fã da Indy.
Com a proximidade do Grande Prêmio de São Paulo da Fórmula Indy e a longínqua data dos últimos Grandes Prêmios da Indy no Rio, vamos expor aqui neste espaço as aventuras dos torcedores que já presenciaram uma corrida da Fórmula Indy.
Começamos esta nova saga com nada menos que um torcedor que esteve no último ano no Indianápolis Motor Speedway e presenciou a terceira vitória de Hélio Castroneves.
Chegada a Indianapolis
Desde pequeno as corridas de automóveis foram uma paixão para mim, acompanhei Nelson Piquet, Nosso saudoso Ayrton Senna, maior piloto de todos os tempos e através de Emerson Fittipaldi e a Band conheci a competitiva Formula Indy e as 500 Milhas de Indianapolis. Já tinha tido a oportunidade de assistir a Indy ao vivo no Rio de Janeiro, mas um sonho era assistir as 500 milhas ao vivo. Bem, como eu sempre tirava férias em Agosto, nunca tive a oportunidade de ir, mas 2009, devido algumas mudanças, saí em Maio e montei as férias baseadas nas 500 milhas, chegou a hora de conhecer o maior circuito do mundo na maior corrida do mundo…wooohoo….E lá fui eu para Indianapolis, cidade do estado de Indiana para as 500 milhas. Meu ingresso foi a primeira coisa que comprei desta viagem toda, que incluiu também Orlando, Alaska e Seattle. Desembarquei em Indianapolis na noite do dia 20 de maio e a cidade já respirava corrida…Nos balcões das companhias aéreas, bandeirinhas quadriculadas, na cidade, faixas e mais faixas dizendo : “Welcome Race Fans”. Dos meus 7 dias na cidade, 3 seriam dentro do autódromo mais famoso do mundo, o Indianapolis Motor Speedway.
Primeiro Dia no Autódromo
No primeiro dia fui ao Autódromo buscar os meus ingressos e ver os treinos, aproveitei para visitar o Hall of Fame Museum, viajei naquelas imagens e carros. O Museu é fantástico, possui carros de todas as eras, possui também motos e até carros de Formula 1 dos anos que o circo passou por Indianapolis. Um dos lugares mais legais é a parede da fama, com todos os vencedores da Indy 500, incluindo as fotos dos brasileiros que por lá venceram, Emerson Fittipaldi, Helio Castroneves, Gil de Ferran. No Final da visita ao museu, você pode tirar foto em um autentico carro da Formula Indy. Durante os dias de treino, funciona também uma grande feira das construtoras e equipes, cheia de atrações, com jogos, brincadeiras, autoramas, simuladores, vários prêmios, Feira de automóveis com os lançamentos para o ano, bem divertido também.
Carburation Day
A Sexta feira, também conhecida como o Carburation Day é, tirando o dia da corrida, o dia mais bacana da Indy 500. Pela bagatela de Us$ 10,00, você tem direito a todas as atrações do dia, que não são poucas. Fui para o autódromo logo cedo para não perder nada. O dia começou com os treinos livres para a Indy 500, mais uma vez, o Helinho mostrou sua força e foi o mais rápido, Helinho que já havia conquistado a Pole Position semanas antes no Pole Day. A atração seguinte foi a prova da Indy Lights, com a Brasileira Bia Figueiredo em 4º no grid. Para essa prova e os treinos, o lugar marcado não vale nada, pode sentar onde quiser. A Prova foi bem legal, 100 milhas, com vários acidentes, um deles infelizmente com a Bia que bateu disputando o 4º lugar, a vitória foi do Wade Cunningham que havia largado na pole. O evento seguinte é a divertidíssima competição de Pit-stops, disputada em sistema de playoffs, até que chegue a final e o campeão. Mais uma vez a equipe do Helinho deu show e levou o caneco e o prêmio para casa pela terceira vez consecutiva para casa. O Carburation Day sempre termina com um grande show, desta vez com a banda 3 Doors Down, quase duas horas de show e a reedição do carnaval de New Orleans..rss..Na entrada a galera compra colares e no show, com o povo caindo de Bêbados, as meninas presentes mostram os seios em troca de colares...haha...divertido! No Carburation Day também estão programados nos estandes e caminhões da equipes encontros com os pilotos que ficam durante um tempo para fotos e autógrafos.
Indy Parade e Downtown
No Sábado não há atividades no autódromo, porém ocorre a parada da Indy 500 no centro da cidade…Foi uma festa, uma parada bem típica americana….intercalando com os pilotos, que vieram ordenados pelas filas de largada, da última pra primeira, se apresentaram bandas marciais, bonecos gigantes, malabaristas, palhaços, astros do Indiana Pacers (NBA), Indianapolis Colts (NFL) e diversas celebridades locais, foram mais de 3 horas de parada…fechando com o pole position, ovacionado, Hélio, que é um grande ídolo também da torcida local que grita : “Rélio-Rélio”…Todos os pilotos foram muito aplaudidos, mas dois foram ovacionados : Hélio Castroneves e a Queridinha da américa, A bela Danica Patrick, primeira mulher a vencer uma prova da Formula Indy, ano passado no Japão. Aliás, os dois são Campeões de vendas de camisetas e acessórios da Indy. Após a parada, aproveitei para caminhar e conhecer bem o centro de Indianapolis….é o centro de cidade mais limpo que já vi na vida, tudo muito bonito também…..o centro é lotado de Cafés, Galerias de Arte, Restaurantes, Museus, Bares e um grande Shopping (Circle Center)….show de bola.
Chegou a Hora, as 500 Milhas de Indianapolis
Domingo acordei na expectativa, chegou o grande dia….Acordei, tomei meu belo café da manhã que tinha no Hotel (Residence Inn Carmel) e assisti pela internet o GP de Mônaco de F1….Aí fui para o autódromo, tudo muito organizado, o trânsito funciona, os estacionamentos não faltam, tanto avulso, quanto para os milhares de trailers que acampam por lá na semana da corrida..Em 30 minutos estava estacionado no meu parking lot e pronto para entrar….Cheguei por volta das 10 da manhã…entrei, andei muito pelo autódromo, tirei umas fotos e faltando meia hora pra corrida, fui para meu lugar, na frente dos boxes, marcado, sem zona como ocorre aqui….A programação é cumprida a risca, minuto a minuto…..por exemplo, tem lá no programa 12:54, Fulano canta, America the Beautiful…todo cronometrado, no horário…..No programa tem até a hora da bandeira verde, 13:12….As 13:03, o momento que faz qualquer fã passar dos 150 bpm…o anúncio : “Ladies and Gentlemen, Start Your Engines”….Nossa, a torcida vai ao delírio…Voltas de apresentações e as 13:12 em ponto, bandeira verde…..show, show e mais show, um espetáculo inacreditável….são 200 voltas pelo oval de 2,5 milhas a uma média por volta de 220 milhas por hora (350 km/h)…De tirar o fôlego, disputa o tempo todo, ultrapassagens o tempo todo, não dá pra respirar, a adrenalina só abaixa nas bandeiras amarelas….Os Brasileiros foram saindo um a um da prova, só restou o Hélio Castroneves que sempre esteve no pelotão da frente…No último pit stop ele estava em 4º, pediu a equipe: “Me põe pra frente que eu vou pra vitória”….Na disputa dos pits, a equipe que sempre trabalha bem, colocou o Helinho em segundo lugar…Na relargada, Helinho pulou a frente e começou a abrir vantagem……Muito popular a galera foi junto com ele, torcendo volta a volta….A essa altura o Penske dele estava sobrando….abriu vantagem enquanto Dan Wheldon e Danica Patrick disputavam o segundo lugar……e foi a contagem regressiva…10 voltas, 9, até a bandeira branca…não dava pra respirar….A última volta parecia a mais longa da história…mas lá vem o carro vermelho e branco da Penske rasgando a reta dos boxes…..Pela terceira vez, o Spiderman, como Helinho é conhecido nos EUA é o primeiro a ver a bandeira quadriculada…..Como de costume, após a volta da vitória, o SpiderMan escalou a cerca da arquibancada, acompanhado da equipe, para delírio dos fans no speedway. Cheguei o mais perto que deu do pódio, deu pra ver alguma coisa de lado, junto com vários fãs americanos, estava lá perto uma quantidade razoável de brasileiros que começaram a entoar gritos e hinos : “Tri-campeão”, “Sou Brasileiro, Com Muito Orgulho….” e por aí vai, Os americanos entraram na festa e começaram a aprender e cantar os hinos….Após as fotos, Hélio passou por lá e veio cumprimentar a torcida………Foi Perfeito!!!!!!
Minhas Dicas para Assistir as 500 Milhas em Indianapolis
Como Ir?
Diversas companhias aéreas fazem viagens para os EUA, é só pesquisar os preços e marcar seu vôo. Todas tem bases fora de Indianapolis, então, é escolher também a melhor em escalas, tempo de espera, etc...A American Airlines tem base em Dallas, normalmente o vôo vai até Dallas e de lá você troca de Aeronave para chegar em Indianapolis. No Caso da Continental Airlines, as bases/paradas são em Huston ou Newark, a Delta em Atlanta. Vale a pena muita pesquisa por aqui, e de preferência consultar um agente de viagens, que as vezes consegue preços melhores até que os sites das companhias. Lembrando que para a viagem aos EUA, é necessário um Passaporte válido por no mínimo 6 meses e o Visto de turista para entrar nos Estados Unidos. Para informações sobre Passaport e Visto, consulte os site de passaportes da Receita Federal e do setor de vistos do Consulado Americano.
Indianapolis e região possui muitos e muitos hotéis, porém, a quantidade de visitantes durante as 500 milhas ultrapassa aos 500000 pessoas, convem fazer sua reserva com bastante antecedência, no mínimo uns 3 meses. Eu recomendo ficar em Hoteis de cidades próximas a Indianapolis. No centro, perto do autódromo, os preços são bem mais caros. Minha recomendação é a Rede Residence Inn, que possui vários hotéis na região. O Hotel tem Café da Manhã incluso, Internet grátis e uma cozinha completa nos quartos e as diárias variam em torno de Us$ 100,00. Me hospedei no Residence Inn de Carmel, a 20 milhas do Autodromo, foi fantástico. Para pesquisar hotéis recomendo o Site Tripadvisor, onde os usuários fazem reviews de suas hospedagens. Abaixo o site do Residence Inn e TripAdvisor Residence Inn : http://www.residenceinn.com Trip Adsvisor : http://www.tripadivisor.com
Como se Locomover por Indianapolis?
A melhor forma para se locomover por Indianapolis é alugando um carro, sem dúvida. Diversas locadoras trabalham por lá é é muito simples alugar um carro e andar por Indianapolis. Recomendo, para quem não tiver um, o aluguel de um GPS que vai te poupar muito tempo procurando os lugares em mapas. Para quem não quiser dirigir, há a opção de transporte público, porém já aviso que vai perder um bom tempo com isso. Existe um site da rede de transportes públicos que você pode consultar itinerários, horários, preços, etc...Segue abaixo alguns sites de locadoras e do transporte público. AVIS RENT a CAR : http://www.avis.com Hertz RENT a Car : http://www.hertz.com Alamo Rent a Car : http://www.alamo.com Transporte Público em Indianapolis : http://www.indygo.net/
Quantos dias ficar?
Para aproveitar a corrida ao máximo, convém chegar na Quinta Feira do GP e ficar até pelo menos a Quarta da semana seguinte, prevendo que pode chover e ser adiada a corrida, eu recomendo 7 dias.
Como Comprar Ingressos para Corrida?
A Melhor forma de adquirir seus ingressos é pelo site da Indy 500. O site é seguro e por lá você escolhe e compra seu ingresso para corrida, Carburation Day, estacionamento, etc...Escolha a opção WILL CALL na compra, nesta opção, o escritório guarda os ingressos para você e você retira direto no Autódromo com um envelope em seu nome que fica guardado no autódromo. Ingressos e Informações : http://www.indy500.com
Quais as Principais atrações além da Corrida?
Indianapolis e região tem várias atrações, para todos os gostos, vou citar algumas delas:
Downtown Indianapolis
O centro de Indianapolis é um espetáculo a parte, muito aconchegante e limpo, é lotado de Cafés, Galerias de Arte, Restaurantes, Museus, Bares, Teatros e Cinemas e possui também um grande Shopping Center (Circle Center). Informações : http://www.indydt.com/
White River Park
É um parque muito gostoso com trilha para caminhadas, ciclovias, locais para Picnic, museus, muito verde…show de bola….No mesmo local, fica o Indianapolis Zoo, um Zoo pequeno mas bem legal.... Informações : http://www.in.gov/whiteriver/
Conseco Fieldhouse Arena - Home of the Indiana Pacers
Na época da Corrida estão ocorrendo também os Playoffs da NBA, se der sorte pode pegar um jogo de playoff, se bem que faz tempo que os Pacers não tem um bom time, meio difícil, mas.... Informações : http://www.consecofieldhouse.com/
Lucas Oil Stadium - Home of the Indianapolis Colts
Durante a época da corrida, a NFL (National Football League) está de férias, porém quem quiser conhecer o estádio da sensação do futebol americano, o Indianapolis Colts, fica a dica... Informações : http://www.lucasoilstadium.com/
Edinburgh Premium Outlets
A uns 40 minutos de Indianapolis, na cidade de Edinburgh, fica o maior Outlet da região, o Edinburgh Premium Outlets, com 85 lojas de fábrica de marcas famosas como Nike, Polo, Adidas, Ralph Lauren, Rebook, entre outras. É visita obrigatória para quem quer fazer compras a preço muito abaixo do mercado. Informações : http://www.premiumoutlets.com/outlets/outlet.asp?id=51 Six Flags Kentucky Kingdom - Louisville, KY
A pouco mais de 2 horas de Indianapolis, na cidade de Louisville, estado de Kentucky, você encontra um dos parques da famosa de rede de parques SIX FLAGS. O six flags de Kentucky é um misto de parque aquático e parque temático, pequeno perto dos outros parques do grupo, mas vale a pena a visita.
Preparei um vídeo com o resumo do dia da corrida e publiquei em meu blog várias fotos, confiram tudo no meu blog. No Post abaixo, um link para o vídeo e as fotos
Confira o vídeo feito por Marcelo no dia da corrida:
Eu sou o Marcelo Baptista, 39 anos, moro em São Paulo, Capital, sou Engenheiro Eletricista e Músico. Sou Maluco por esportes de todos os tipos desde jogo de taco a Futebol, mas meus preferidos, que não deixo de ver São: Futebol (Torcedor do Tricolor do Morumbi), Automobilismo e os esportes americanos como Basquete (NBA), Baseball (MLB) e Football (Futebol American, NFL). Pratico Kart e Natação.