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Sob o signo de Indianápolis

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Caros amigos da Indy, está chegando a hora da maior corrida de automóveis do mundo: as 500 Milhas de Indianápolis. Hoje conversaremos um pouco sobre a magnitude desse evento e a grande importância da corrida para a nossa categoria.

Inicialmente, para embalar as comemorações da ‘Centennial Era’ (lá vamos nós para um século de Indy 500!) não dá para não lembrar de um fato importante da edição desse ano: viveremos a primeira 500 Milhas sem a sombra de Tony George. O homem responsável por quebrar ao meio uma categoria forte, popular e conhecida no mundo todo há 15 anos não está mais no comando. Esse assunto, claro, não passou batido aqui no Blog quando foi oficializado o “afastamento” de George mas eu acabei não comentando. Aproveito a aproximação da Indy 500 de 2010 para estourar o champagne, celebrando a definitiva saída de cena de um verdadeiro inimigo do automobilismo norte-americano. Não é bom ficar divagando sobre o que aconteceria com a Fórmula Indy caso o racha não tivesse acontecido, mas não há como não relembrar os duros anos recentes sem ficar com um gosto amargo da boca. Hoje a categoria está retomando seu espaço, correndo atrás de sua popularidade perdida e quem sabe um dia voltará a ter aqueles anos gloriosos. Mas, graças a figura de George e sua mania de grandeza, os fãs da Indy e a categoria pagaram caro. Por isso é hora de celebrar: adeus Tony George, e até nunca mais!

Se livrando dessas vibrações negativas, é importante relembrar as coisas boas da Indy 500. Começando, claro, pela história e tradição. Um grande evento só é um grande evento se tiver história e souber valorizá-la. Veja o caso da NBA: em praticamente toda a fase de playoff são exibidos grandes momentos do passado, desde aqueles não tão longínquos voltando até a era das imagens em branco e preto das TVs. Assim, transmite-se o legado da NBA: só estamos aqui pois há 10, 15, 30, 40 anos atrás grandes times e grandes jogadores fizeram grandes campeonatos. A mesma coisa vale para o Superbowl: na grande final do futebol americano o que não falta é flashback de grandes momentos do passado. E taí um grande predicado da Indy 500. Afinal, estamos falando de uma corrida centenária, com grandes momentos em todas as suas décadas. Relembrar isso remete boas lembranças a quem viveu (lembram-se da chegada de 1992, com Al Unser e Scott Goodyear?) e “ensina” aos novos fãs porque aquilo está durando 100 anos. Só tem futuro que tem passado – e o novo momento da categoria, reunificada e buscando os caminhos certos deve levar isso em consideração.

Momento histórico: a linha de chegada da Indy 500 em 92 (Al Unser x Scott Goodyear)

Fora o fato da Indy 500 ser um grande corrida – no sentido quantitativo e no qualitativo também. As variáveis de um prova longa são inúmeras, garantindo desde o começo (Roberto Guerrero que o diga!) o reinado da imprevisibilidade. O eterno medo da chuva, a necessidade de poupar equipamento, o risco de acidentes nos pits, a administração dos retardatários, o dilema de acelerar ou poupar combustível... enfim, todos os deliciosos momentos de uma corrida da Indy são elevados ao quadrado na Indy 500. E a tradição trás consigo a marca “certas coisas só acontecem em Indianápolis”, algo que certamente não dá pra ser substituído por “certas coisas só acontecem em Michigan” ou “certas coisas só acontecem em Fontana” (para ficar no exemplo de corridas longas). Assim, temos um mix de corrida propícia ao imprevisível + história e tradição. Enfim, garantia de uma bela disputa.

A nossa primeira vitória em Indianápolis: em 1989, Emerson dá um bye-bye para Al Unser

E a receita para tomar o leite (ou o suco de laranja – anote ai mais um momento histórico...) no pódio só é descoberta pelos grandes. Afinal, se estamos falando de imprevisibilidade em cima e embaixo, seria possível a ocorrência de surpresas ou vitórias “não merecidas”. Mas a história (olha ela de novo) nos mostra que para vencer em Indianápolis ter sorte não é o suficiente. Basta ver os vencedores dessa década (descontando, claro, o presente dado ao medíocre Buddy Rice em 2004 – calma Tony, sua hora ainda vai chegar!): Helio, Dixon, Franchitti, Hornish, Wheldon, Gil e Montoya. Todos grandes pilotos a bordo de grandes máquinas montadas por grandes equipes. Se ganhar 500 Milhas não é para poucos, ganhar uma Indy 500 requer alto nível em todas as frentes. Por isso que mesmo nos anos “negros” da IRL (96 a 99) não foi qualquer cabeça de bagre que levou a taça.

Emerson em 1993: got milk... or got orange?

Por falar em Montoya, mais uma data para comemorar neste 2010: são 10 anos daquela grandiosa vitória do colombiano. Grandiosa não só pela comprovação do talento de um dos maiores pilotos dos últimos tempos, mas – principalmente – por marcar a volta triunfal da Cart para Indianápolis. Quem sabe aquele não foi o sinal número 1 da urgência e necessidade da reunificação para o retorno aos tempos de glória. A vitória de Montoya – aquela altura um campeão da Cart e com um pé na Fórmula 1 – significou uma “redescoberta” da Indy 500, pois a repercussão foi muito maior em relação, por exemplo, a vitória de Kenny Brack em 1999. Não por acaso no ano seguinte Roger Penske e seu batalhão desembarcaram para vencer lá, pavimentando de vez o caminho de volta. Comemoremos, então, os 10 anos de uma vitória fundamental!

Montoya comemora: uma grande vitória em 2000

Voltando para o futuro, as perspectivas para Indy 500 desse ano tem me animado. As mudanças no calendário de treinos foram precisas: primeiro, a redução dos dias atividade na pista no pré-corrida puxa os gastos para baixo, facilitando a inscrição de mais carros e a obtenção de patrocínio. E segundo (talvez o mais importante): o Pole Day no final de semana imediatamente anterior a corrida garante uma mídia mais próxima ao 30 de maio, gerando notícia – e interesse – do sábado 22 até o domingo 30. Bola dentro da organização. E o retorno foi bom: muitos inscritos, garantindo ao menos 33 (teve ano que foi difícil chegar nesse número, vocês lembram...). Além disso, uma salva de palma para a turma de 2010: principalmente os veteranos Paul Tracy e John Andretti. O “Sr. Apronta-tudo” na minha opinião deveria ter cockpit durante todo o ano: o canadense tem braço, é vencedor, tem torcida própria e claro, é um tremendo fanfarrão. As corridas no Canadá no ano passado não me deixam mentir, afinal resumiram todos essas características de Tracy. E outra, ele tem história na categoria. É o único em ativa que viveu todos os momentos dos últimos 20 anos, sendo contemporâneo (ao mesmo tempo!) de Emerson, Franchitti e Mario Moraes. Quem quiser começar a campanha “faça um carro para Paul Tracy” pode contar comigo. Sobre John Andretti, bela sacada de Michael: põe mais um carro competitivo, chama atenção por resgatar um veterano relativamente conhecido e como cereja no bolo envolve o nome da Nascar. É assim que se faz!

Para o Brasil também vejo coisas boas. A confirmação da Bia na corrida não poderia ser melhor: é mais uma oportunidade para ela mostrar seu potencial para a equipe e garante uma grande atenção da mídia por aqui. No caso de um bom resultado – desde um melhor “rookie” até a melhor mulher classificada – a chance de correr mais vezes só aumenta. Além disso, temos a volta da transmissão ao vivo pela Band, algo que por si só já é super positivo (sem contar o recall da SP Indy 300). E, claro, também podemos contar com praticamente todos os pilotos brasileiros pleiteando a vitória – meu palpite é: chegou a vez do Tony....

Bom amigos da Indy, estamos prestes a viver mais uma vez as 500 Milhas, com a história sendo construída bem a frente dos nossos olhos. Vamos nessa!!!
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Leandro Coelho tem 26 anos e é natural de São Paulo/SP, onde reside atualmente. Apaixonado pelo automobilismo norte-americano desde o início da década de 90, é colunista do Blog da Indy e manteve entre 2000 e 2002 o extinto site INDYBRASIL, uma das páginas brasileiras pioneiras na cobertura exclusiva da então CART.

Email para contato: leandro_fsc@yahoo.com.br
Twitter: http://twitter.com/leandrofcoelho

Um ano que começou bem

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Caros amigos da Indy, parece que foi ontem mas já se passaram trinta dias da grande SP Indy 300 e de fato a temporada 2010 da categoria começou muito bem. Do sucesso da prova em terras brasileiras à expectativa para mais uma festa de velocidade em Long Beach (no próximo domingo) tivemos um mês bem interessante para a Indy. 2010 realmente promete!

Assistindo a corrida no Alabama e pensando nas provas anteriores e nas próximas, não tive como não refletir sobre a questão variabilidade dos circuitos. Como sabemos, a Indy têm pistas para todos os gostos: ovais, de rua, mistos e suas subdivisões. Esse caráter diversificado é uma grande – se não a maior – qualidade da categoria (e também algo que a diferencia de outras fórmulas), pois torna essa variabilidade um atrativo. O espectador (ou potencial espectador, principalmente) pode ver nessa grande mistura – em um mês eles estão correndo em ruas apertadas de uma cidade, semanas depois estão em um circuito largo em um local bem arborizado, semelhante a um parque, no mês que vem estão em um oval... – diferentes ambientes que tornam as provas interessantes simplesmente por serem ali. Me lembro muito bem de ter sido abordado por amigos que nem eram fãs da categoria me perguntando: “E aquela corrida no aeroporto?”, mencionado, claro, o belíssimo Burke Lakefront Airport em Cleveland, palco de grandes vitórias brasileiras (inesquecível aquela do Roberto Moreno no ano 2000). Ou seja, ficou um recall de determinado lugar na cabeça das pessoas, muitas vezes independendo da corrida em si. A variabilidade dos circuitos da Indy proporciona isso ao espectador, garantindo a fixação de suas corridas na mente do público. E assim nos deparamos com um grande erro estratégico da IRL em seus claudicantes anos iniciais, optando só por ovais. Pois é, Tony George...

Green flag! por IZOD IndyCar Series.

Fora que essa gama de circuitos diferentes demanda jogo de cintura das equipes, e, claro, dos pilotos também. É necessário conhecimento técnico e flexibilidade para transitar bem da entre as pistas diferentes – ou seja, correr bem tanto na reta da Marginal Tietê quanto na curva 1 de Indianapolis. E estamos falando de acerto de carro, tipo de pneus, localização dos spotters, preparo físico e mental dos pilotos etc, etc. que acabam canalizando em... competitividade! Quem garante que a poderosa Penske não pode perder a mão em determinado circuito (Indy 500 1995, lembram?)? Ou a pequena Dale Coyne encontrar o caminho em uma tarde de domingo (Watkins Glen, no ano passado)? Cria-se, portanto, um ambiente “gerador de diferenças”, tirando as corridas do marasmo, garantindo poucas horas de sono para o pessoal que carrega o piano nos pits e promovendo aos fãs da Indy um bela corrida. Assim, a escolha de bons e diferentes circuitos para depois misturá-los e distribuí-los durante o ano já é um grande passo para compor uma temporada atrativa. Ai, ai, agora me deu uma saudade de Laguna Seca, Elkhart Lake, Surfers Paradise...

Por falar em velhos e bons traçados, no próximo domingo teremos a sempre bela corrida de Long Beach, prova da qual sou fã indiscriminado (já declarei meu amor por essa prova no ano passado aqui no Blog, lembram-se? Está em http://www.blogdaindy.com/2009/04/indybrasil-sob-o-sol-de-long-beach.html). A etapa da California na minha opinião é o modelo de ideal de corrida de rua, somando no mesmo pacote tradição, proximidade com o público, ambiente propício e competitividade. Enfim, um mix perfeito para uma prova de sucesso capaz de cativar novos fãs para a Indy. Daqui a pouco teremos Indianapolis, que fala por si só, mas imaginem mais quatro, cinco, seis provas com um pouco do peso dessas duas? Já teriamos quase meio campeonato de corridas atrativas. Tomara que um dia isso aconteça mesmo.

Packing the embankment por IZOD IndyCar Series.
Agradável tarde de domingo no Alabama, com os carros ao fundo

Mas voltando a realidade, o fã brasileiro da Indy tem um ótimo motivo para comemorar: a transmissão das provas ao vivo pelo site Terra (o site oficial da Indy também o faz, mas sem a narração e comentários em português). Esse portal percebeu a oportunidade e garantiu a exibição da temporada 2010 em seus domínios. E porque eu digo oportunidade? Ora, a Indy é (sim, no presente) um produto interessante, em crescimento no Brasil, reunificada após anos de separação (não precisar mais explicar o porquê do nome Fórmula Mundial já diz muita coisa), com pilotos brasileiros competitivos e principalmente, sem transmissão ao vivo na tv aberta. O interessado na Indy certamente acessou o site do Terra nos momentos das últimas provas e os patrocinadores dessa empresa tiveram seus nomes e logotipos expostos sucessivamente a esse público. Ou seja, a oportunidade mora na ausência da tv aberta e na audiência potencial. O Terra matou a charada e trouxe a Indy para seu portifólio. E tem feito um belo trabalho, com link na home page do portal, notícias frequentes e chamada em destaque no dia da corrida. Ou seja, está desenvolvendo um produto que é seu (inclusive vindo até aqui no Blog, o que agradecemos de montão), objetivando retorno em audiência. Minhas palmas para o belo trabalho que tem sido feito. E sobre a Band, não há o que dizer. A emissora fez a sua escolha – mal ou bem – e já sabemos qual é.

Em relação ao bom começo de campeonato, importantíssima a vitória de Helio no Alabama. Para a temporada de 2010 do brasileiro – considero o Homem-Aranha o favorito dentre nossos compatriotas a buscar a taça (vide mais um ano “daqueles” que começa para Tony Kanaan) – se fazia necessária uma resposta rápida ao avassalador Will Power. E ela foi bem dada, com mudança de estratégia durante a corrida e tudo mais. E assim que se ganha campeonatos: arriscando, mudando. Aliar isso a regularidade é segredo para chegar lá na frente na tabela de classificação. Hoje vemos Helinho com menos de 40 pontos de desvantagem para Power, e isso é fruto de desempenhos razoáveis em São Paulo e St. Pete ao lado da vitória (importante não só pelos pontos, mas também pela “resposta”) no Alabama. Pra cima dele, Helio!

Por falar em Power, ele parece ser da estirpe de pilotos “matadores”: aqueles sempre competitivos e duríssimos na queda. Suas corridas no ano passado e principalmente nesse ano me lembraram (em partes, sem comparação) Juan Pablo Montoya, Alex Zanardi e Sam Hornish. Pilotos fortes, muito focados, que cometem poucos erros e com capacidade impressionante de estar sempre (sempre!) na frente. Um tipo praticamente imbatível. E como comentou um amigo nos comentários do Blog nesses dias, Power é um piloto recém saído de um acidente grave no ano passado. Competitividade pouca é bobagem. Por essas e outras que a vitória do Helio no Alabama foi fundamental, “golpeando” a invencibilidade de Power.

E a tabela de classificação do campeonato não mostra somente as duas Penske brigando pela liderança, não. Ela é o retrato de um ano bem competitivo em praticamente tudo. Quem imaginaria um carro da Dreyer em 4° (!) a frente de uma Ganassi (!!), uma Penske (!!!) e de quatro Andretti’s (!!!!). E não é apenas isso que chama atenção: tem estreante de equipe (H. Reay) a frente de todos os “velhos de casa”, tem Raphael Matos bastante regular em 9°, tem Vitor Meira no top-10, tem Tagliani e sua equipe montada agora a frente de gente de alto calibre... Enfim, bem diferente do que se podia imaginar. Não vejo chance de um pequeno conseguir brigar pelo título, mas que a briga vai ser boa durante todo o ano ah isso vai. Provas como São Paulo, com chuva, mudanças constantes e etc bagunçam a ordem estabelecida e não tem coisa melhor para agitar um campeonato. Que beleza!

É isso, amigos: 2010 estava prometendo e vem cumprindo a missão de ser uma grande temporada. E agora, vamos para Long Beach?
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Leandro Coelho tem 26 anos e é natural de São Paulo/SP, onde reside atualmente. Apaixonado pelo automobilismo norte-americano desde o início da década de 90, é colunista do Blog da Indy e manteve entre 2000 e 2002 o extinto site INDYBRASIL, uma das páginas brasileiras pioneiras na cobertura exclusiva da então CART.

Email para contato: leandro_fsc@yahoo.com.br
Twitter: http://twitter.com/leandrofcoelho

Nice to meet you, São Paulo! Nice to meet you, Indy!

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A escolha do dia 14 de março de 2010 como data de realização da etapa de São Paulo da Fórmula Indy não poderia ser mais acertada. Aquela bela manhã de sol, que virou uma tremenda tarde de chuva, que virou uma linda tarde de sol, que virou uma grande noite de chuva... representaram a cidade (perdoem-me a filosofia de boteco) em toda sua caótica existência, apresentando à Fórmula Indy um belo palco para suas máquinas. E a categoria retribuiu em grandíssima escala, brindando seus velhos e novos fãs com uma excepcional corrida. Cartões de visitas devidamente trocados!

The podium por IZOD IndyCar Series.
O pódio da SP Indy 300, com direito a bandeira brasileira.

Ao final da prova escrevi no Twitter algo que resume bem aquele domingo: isso é São Paulo, isso é Fórmula Indy. Bem vindos a emoção! De fato os acontecimentos daquele memorável dia comprovaram a correta opção da organização da categoria por São Paulo. A cidade provou que possui um grande “pacote de atrativos”, digamos assim, fazendo por merecer o troféu de palco da Indy. Do sol incessante do sábado ao princípio de dilúvio de domingo podemos ver como é bom o tempero dado pelo clima da cidade a uma corrida de automóveis. E olha que esse era considerado um fator “negativo” de São Paulo pelos críticos de plantão da Indy: se chover vai dar enchente, se chover não tem corrida, se chover.... Se chover, que chova!, falei aqui mesmo no Blog algumas colunas atrás. Essa é graça, esse é componente que tira do marasmo uma corrida. E foi assim na SP Indy 300: engenheiros queimando neurônios para saber o melhor acerto, técnicos preocupados com a durabilidade dos pneus, donos de equipe arriscando diferentes estratégias, pilotos tendo que se virar dentro do cockpit para manter o carro na pista... E eu, vocês, nós, os velhos e novos fãs da Indy curtindo muito o que estava acontecendo. Isso é o que importa: cultivar os velhos aficionados e mostrar a quem está chegando como essa coisa é boa. A SP Indy 300 cumpriu com louvor essa tarefa e ficará na memória de todos como uma grande corrida da Indy – tendo o sempre instável clima da cidade um peso enorme nisso tudo. Apesar do boné encharcado e do sol na nuca, só isso já teria valido o ingresso.

ABC por IZOD IndyCar Series.
Deixa chover!

Mas a cidade não é apenas sol-chuva-tempestade-sol-vento-chuva (não necessariamente nessa mesma ordem). Dentro do pacote de atrativos vimos uma região de São Paulo completamente preparada para uma corrida da Indy. E ai que bato palmas para a organização do evento. O local escolhido (aliás falamos sobre isso aqui no Blog e não foi ontem): tem fácil acesso (e por fácil acesso entende-se metrô E ônibus E táxi E carro); tem estrutura (ou seja: hotel, restaurante, local adequado para imprensa, instalações decentes para o público e afins), tem capacidade de absorver um grande volume de pessoas sem prejudicar o andamento normal da cidade (cadê os engarrafamentos monstruosos “prometidos” pelos críticos?) e foi, sim, muitíssimo bem organizada. Em todo o trajeto do metrô até o meu assento no setor lilás não faltou informação, sinalização, policiamento e segurança. Os velhos e os novos fãs da Indy foram tratados como merecem e a sensação ao final da corrida foi de plena satisfação em relação a isso.

Formula Indy Fans por IZOD IndyCar Series.
A velha e a nova geração de fãs da Indy

Sobre os problemas na pista, por favor atire a primeira pedra a categoria que nunca passou por acontecimentos como aquele. A sempre glorificada e tida como exemplo Nascar semanas atrás teve uma corrida completamente paralisada devido a uma rachadura na pista. A F1 há poucos anos teve uma verdadeira enchente em Interlagos, na curva do sol. Na F1 mesmo (se não me engano na Turquia) um treino teve de ser interrompido pois uma tampa de bueiro (!) na pista (!) se soltou... Não estou equivalendo as categorias nem tentando igualá-las. O fato é que problemas em relação ao tipo de pista acontecem sempre, e também em locais onde já havia se disputado provas. O problema de aderência da reta do sambódromo foi algo inédito e não mancha em parte alguma o belo trabalho de montagem de um excelente traçado em pouco tempo. Erros acontecem e a organização errou por não testar a reta com antecedência. Mas o importante foi rapidamente providenciado: a correção do problema. No domingo de manhã já estava tudo certo e o aprendizado para 2011 ficou.

Simona! por IZOD IndyCar Series.
O ótimo traçado da SP Indy 300

Voltando a corrida em si, se a cidade contribui para uma bela prova, o que falar da outra parte – a categoria? Sem dúvida, um verdadeiro espetáculo: diversas trocas da liderança, piloto novato liderando, incidentes logo na largada, definição do vencedor nas últimas voltas, surpresas (que corridaça do Vitor, hein?), batidas e, principalmente, NOVENTA E CINCO ULTRAPASSAGENS! Isso é Fórmula Indy, minha gente. Esses são os fatores que nos fazem os apaixonados que somos pela categoria, e repito: não podia haver melhor dia para a apresentação do que é a Indy para tantos novos fãs. E por novos eu falo um verdadeiro contingente de pessoas. Primeiro, pela espetacular audiência da Band, com 8 pontos de média, picos acima de 10 e momentos de liderança na audiência, a frente da Globo – coisa que nem o futebol consegue na emissora. Muita gente mudou de canal durante a corrida, indo para a Band ver o que estava acontecendo. Resultado do ótimo trabalho de divulgação realizado em todas as mídias, conforme falamos na última coluna. Em segundo lugar, o envolvimento da cidade foi de encher os olhos. Em grande parte de São Paulo percebia-se a noção das pessoas sobre a corrida: elas sabiam o que estava acontecendo e o que era aquilo. Não foi algo indiferente a cidade, como vimos por diversas vezes no Rio. O sucesso do evento se mede por coisas como essa. E olha quem nem estou falando dos mais de 30 mil presentes ao Anhembi. Muitas dessas pessoas foram viver pela primeira vez o que é um “ambiente Indy” e vi um montão de sorrisos na cara durante todo o domingo. Gente que inclusive esgotou rapidamente o estoque das lojinhas de produtos oficiais, ávidas por garantir um boné ou camiseta com o logotipo da prova. Após a corrida, inclusive, vi até falsificações desses materiais sendo vendidos na região do Anhembi. Em termos de Brasil existe maior exemplo de popularização do que este? Por essas e outras não é ousado dizer que a Fórmula Indy conquistou São Paulo, e a recíproca foi verdadeira. Para o gosto amargo das vaias na Rio 200 do ano 2000 (com o público vaiando o final da prova) não existe contraponto mais positivo.

Por fim amigos, a São Paulo Indy 300 foi uma experiência marcante para os novos fãs e um imenso presente para os velhos, como eu. O grande sucesso dessa primeira edição garantiu um lugar para a Indy no coração da cidade. Que venha 2011, 2012, 2013...!

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Leandro Coelho tem 26 anos e é natural de São Paulo/SP, onde reside atualmente. Apaixonado pelo automobilismo norte-americano desde o início da década de 90, é colunista do Blog da Indy e manteve entre 2000 e 2002 o extinto site INDYBRASIL, uma das páginas brasileiras pioneiras na cobertura exclusiva da então CART.

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Chegou o dia!

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Caros amigos da Indy, estamos prestes a viver um grande momento da categoria e em pleno solo brasileiro. No próximo sábado os motores roncam e definitivamente será dada a largada para São Paulo Indy 300. E o melhor de tudo é saber que a expectativa positiva se concretiza a cada dia, confirmando aquilo que esperamos: um grande evento!

Antes de qualquer coisa é necessário dar os parabéns para a organização da SP Indy 300. Em um tempo extremamente curto a corrida nasceu e “aconteceu” verdadeiramente. Como já temos falado por aqui, a prova não será perfeita – afinal a decisão saiu praticamente em dezembro de 2009 e por ai já se imagina quanto o pessoal da organização teve de correr contra o tempo. E mesmo assim o que vemos é um evento promissor e com cara de sucesso.

Grande parte dessa boa expectativa é gerada pela excelente divulgação da corrida. Além do ótimo trabalho da Band (na televisão e no rádio), a organização não se esqueceu de investir em outras mídias. Já falamos aqui das boa iniciativas na internet (site oficial e twitter) e o quanto tais ações foram positivas. Mas além disso vemos uma presença maciça da SP Indy 300 nos principais jornais da cidade. Anúncios pagos (sim, divulgação se faz com dinheiro e não com boa vontade de jornalistas) de até uma página inteira ocuparam publicações de diversos focos, não apenas abrangendo jornais esportivos. Também há publicidade em jornais distribuidos gratuitamente nas principais vias da cidade e que tem grande impacto em virtude da capilaridade dessa mídia: ela é lida pelo executivo que está preso no trânsito, pela turma que está no ônibus e também por algum transeunte. Ou seja, estão sendo atingidos diversas classes sociais e a corrida está se fazendo conhecida pelo moradores de São Paulo – desde um assinante de jornal até a pessoal que só lê algo esporadicamente. Até na televisões instaladas dentro do metrô há anúncios da SP Indy 300 – e pela gama de pessoas que utilizam esse meio transporte já dá pra imaginar o quanto a corrida está entrando na mente das pessoas. Também as revistas específicas para a cidade deram grande destaque a prova – a capa da Veja São Paulo (revista influente e de grande vendagem) com o sorriso da Bia Figueiredo e, principalmente, com uma reportagem séria sobre a Indy há uma semana da corrida certamente contribuiu muito para o envolvimento da cidade. Olha só o cinturão de coisas: internet, televisão, rádio, jornais e revistas completamente envolvidos na divulgação da prova e inteirados a respeito da São Paulo Indy 300. Não é a toa que essa já é, sem dúvida, a corrida no Brasil de Indy/Cart mais bem divulgada de todas as suas edições. Quem viveu as corridas no Rio de Janeiro em uma época onde a internet era praticamente inexistente e a emissora responsável pela geração de imagens mal tinha uma equipe jornalística para cobrir o evento sabe do que estou falando.

Por falar em TV, uma salva de palmas para a Band. Trabalho de primeiro mundo na promoção da corrida. Percebe-se o envolvimento de toda a programação da emissora na SP Indy 300. O suporte jornalístico tem sido fortíssimo, e isso vai além dos programas esportivos. Os telejornais tem dado notícias da corrida ou da categoria praticamente todo dia (e já há um bom tempo) e isso vai reforçando ainda mais o evento. Outra coisa bacana é o foco das reportagens, muitas vezes apresentando e até explicando o que é a categoria. Nada melhor para um momento de reconstrução da popularidade. A Band, enfim, está investindo em um produto que é seu e não será supresa para quem assistir aos treinos livres no sábado (algum incomum na tv aberta, por acaso) saber do que está acontecendo. Isso tudo é um belo contraponto com os anos de agonia da Cart no SBT (a partir de 1997): sem apoio jornalístico, sem divulgação em outros atrações da emissora, sem nem telejornais ou programas esportivos para gerar material... Enfim, parabéns a Band (inclusive a Rádio Bandeirantes, que salvo engano deve fazer a primeira transmissão de uma corrida da categoria nessa mídia) pelo belo trabalho. A categoria e seus fãs agradecem e sem dúvida cobrarão essa mesma postura daqui pra frente.

O resultado positivo de tudo isso não poderia ser mais claro: ingressos praticamente esgotados. Eu sinceramente duvidada disso quando foram divulgados o total de entradas para a corrida. Fiquei receoso em ver os 36.500 lugares preenchidos no Anhembi. O fã da Indy (como eu!) que espera o retorno da categoria ao Brasil há dez anos certamente garantiria seu lugar. Mas o contingente seria o bastante para lotar as arquibancadas? É ai que vemos o resultado do bom trabalho de divulgação: agora, muito mais gente não só conhece a Indy como está interessada em vivê-la. Isso é algo fantástico. Está nascendo uma geração de novos fãs da categoria, num ciclo virtuoso para a Indy que não tem igual. Todos nós tivemos um momento de “iniciação” a categoria e muita gente está vivendo isso agora. Tem coisa melhor imaginar alguém falando daqui a cinco, dez, quinze, vinte anos: “Conheci a Indy naquela corrida de São Paulo em 2010 e virei fã!”? Foi isso que aconteceu conosco nas vitórias de Emerson nos anos 80 ou no início dos anos 90, na primeira corrida no Rio, no Gil de Ferran “arrebentando o jejum de vitórias” em Portland em 99, nos dois títulos dele na sequência, no dia que Helinho escalou os alambrados de Indianapolis e por ai vai. E hoje estamos aqui saboreando esse grande momento e vendo a “família Indy” crescer. Bom demais!

Todo esse ambiente desperta o interesse dos patrocinadores. Como não vemos há pelo menos 10 anos um piloto brasileiro (brasileira!) terá um patrocinador master, coisa dos tempos desse belo carro ai de cima, a Walker de Cristian Fittipaldi em 1995. Além da Bia, vi pelo menos no carro do Mario Romancini um patrocínio brasileiro. Está acontecendo o reverso de uma situação péssima: o investimento de empresas daqui em pilotos brasileiros, algo que não aconteceu nos últimos anos. Além do óbvio apoio financeiro que garante ao brasileiro um melhor equipamento, um patrocínio “nacional” (entre aspas pois tanto faz se a empresa é brasileira ou não; o importante é ela querer divulgar sua marca aqui) gera interesse da patrocinante em divulgar a categoria, envolvendo o piloto em ações promocionais ou mesmo utilizando-se do nome Indy. A patrocinadora da Bia, a Ipiranga, está estampando em praticamente todos os seus postos de gasolina um banner com o nome da categoria e uma promoção na compra de combustível. Fora que a empresa vai também querer investir na transmissão da categoria, “incentivando” a emissora responsável para uma transmissão ao menos decente da Indy. Mais um ciclo virtuoso, portanto!

E olha que estamos falando de uma corrida praticamente destruída pela suposta “imprensa do automobilismo”. Jornalistas figurões – não cito nomes não por receio, mas para minimizar ainda mais a presença desses verdadeiros inimigos da Indy – vem malhando incessantemente tanto a categoria quanto a SP Indy 300 desde o anúncio oficial. Como bem lembrou um amigo nos comentários, vira e mexe aparece uma “ratazana” criada por essa turma para importunar e criticar sem razão a corrida aqui no Blog. Fora a Folha de São Paulo que de qualquer maneira procura algo para criticar a Indy. Dia desses até o menor peso dos equipamentos da Indy em comparação a outras categorias foi tema de reportagem! Não é a toa que esse jornalismo mentiroso e hipócrita perde leitores e assinantes a cada dia. E quero ver esse “blogueiros figurões” terem a audiência que tem sem links para os textos deles nas páginas iniciais de grande portais. O Blog da Indy tem credibilidade, tem audiência crescente e é reconhecido pelo fã da categoria de forma totalmente espontânea e baseando-se na qualidade. Não é a toa que este é o melhor lugar para se informar sobre a Fórmula Indy no Brasil. E um abraço forte para os críticos que precisarão viajar para fora da cidade no próximo final de semana (onde não tenha internet e televisão) para não ouvirem falar da Indy!

Enfim meus amigos, chegou o grande dia. Vamos curtir demais esse grande evento que será a São Paulo Indy 300. A Fórmula Indy está retomando o seu lugar no Brasil e o país já é um dos pilares para a reconstrução da categoria. O choppinho na sexta a noite já está marcadíssimo (Bar Brahma, ao lado do Anhembi – veja os detalhes em http://www.blogdaindy.com/2010/03/indycontro-do-blog-da-indy.html) e farei questão de chamar um brinde para celebrarmos juntos. E claro, espero por todos no sábado e no domingo nas arquibancandas. E um viva para esse grande momento!


Leandro Coelho tem 26 anos e é natural de São Paulo/SP, onde reside atualmente. Apaixonado pelo automobilismo norte-americano desde o início da década de 90, manteve entre 2000 e 2002 o extinto site INDYBRASIL, uma das páginas brasileiras pioneiras na cobertura exclusiva da então CART. Também já colaborou para os sites SuperLicença, BMS/Brazilian Motor Sport, Truck Racing Online, Stock Car Brasil, entre outros. É formado em Administração de Empresas pela Universidade Mackenzie e adora política e economia, além de ser torcedor do Santos Futebol Clube e fã de músicas dos anos 80.



Email para contato: leandro_fsc@yahoo.com.br
Twitter: http://twitter.com/leandrofcoelho
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A turma de 2010

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Caros amigos, a temporada 2010 da categoria se aproxima e chega a hora de analisarmos alguns dos pilotos que farão parte da Fórmula Indy neste novo e promissor ano. A intenção, como não poderia deixar de ser, é iniciar o bate-papo deixando a sempre quente área de comentários para os amigos do Blog. Para começar, vamos pelos brasileiros:

Hélio Castroneves: no ano passado cheguei a cravar 2009 como “Ano do Helinho” – afinal, depois de um belo vice-campeonato em 2008, o Homem Aranha havia se livrado dos problemas com o fisco norte-americano e fez uma primeira metade da temporada praticamente irreprensível. As vitórias em Indianapolis e no Texas foram o combustível para o que eu imaginava ser o desencantar de um campeão. Porém, novamente, apareceu a “maldição do meio do campeonato” para Helinho. Mais uma vez ele perdeu pontos importantes em provas no miolo da temporada e na última corrida nós estavámos aplaudindo Dario Franchitti, Ryan Briscoe e Scott Dixon. Imagino que o foco dele nesse ano seja ganhar o quarto anel na Indy 500, tornando-se um dos maiores vencedores da prova, mas e o caneco? Hélio sempre foi piloto de ponta e é hora de ser campeão da temporada. Experiência, tarimba e qualidade não faltam. A questão é ser paciente e trabalhar com a regularidade – ou seja, lembrar dos sempre belos títulos de Gil de Ferran. Quem sabe a briga de foice que vai rolar na Penske esse ano, com Briscoe e Power, impulsione Helinho. Mais piloto que os dois certamente ele é.

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Helinho e Tony: os brasileiros vencedores

Tony Kanaan: senti o Tony nos últimos anos como o primo mais velho de uma família bem bagunceira – falo, claro, dos companheiros de Andretti-Green Danica, Marco e Mutoh. O nosso campeão de 2004 é imensamente mais talentoso que todos e ai morou o perigo, com o baiano tendo sobrecarga para desenvolver um carro não muito bem nascido. E olha que não tinha nem um Bryan Herta que se preze para dar uma força... Com isso, imagino que as forças de Tony acabaram se esvaindo e os últimos campeonatos não foram lá muito bons. Para esse ano, o nível na equipe subiu – Danica amadureceu, Hunter-Heay é um bom piloto e Marco... bem, esse continua o mesmo... – e tal fato pode ajudar Tony a voltar aos lugares mais altos do pódio. E não se esqueçam: um campeão raramente esquece o caminho das vitórias.

Raphael Mattos: a estréia de Raphael foi como devia ser. Erros, alguns acidentes, boas provas, consistência em mistos e ovais e principalmente a confiança da equipe. Um rookie sem companheiro de time o ano todo e com bom desempenho prova isso – ele não precisou de ninguém ao lado dando dicas ou acertando o carro para mostrar seu potencial. A permanência na equipe não era novidade para ninguém e a chegada de Gil como um dos sócios tem tudo para ser o salto de consolidação de Raphael como “o piloto do futuro” para a Indy.

Ana Beatriz “Bia” Figueiredo: a estréia de Bia na Indy é a grande notícia do ano até o momento. Para a categoria em termos de Brasil, sua chegada é um algo bastante positivo. A presença de uma mulher disputando corridas sempre atraiu mais público em qualquer categoria e ela é a primeira brasileira que chega de verdade nesse ponto. Ou seja, mais um atrativo para o público e um belo gancho para a imprensa. Além desse fator, estamos falando de alguém com comprovada qualidade e história na categorias de base nacionais e internacionais. Enfim, não é aventureira nem alguém que conquistou espaço por ser “diferente”. Bia é talentosa e merece essa chance. A tarefa, claro, é duríssima, com companheiros de alto nível e recursos escassos. Mas a oportunidade está aí (lugar melhor para a estréia impossível, né Bia?) e boto fé na brasileira.

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Bia, Vitor e Raphael: Brasil bem representado


Vitor Meira: olha, o Vitor é um guerreiro mesmo. Está quase sempre andando em cadeiras elétricas e jamais deixou de demonstrar capacidade. Mesmo na AJ Foyt (com a famosa história da não utilização de computadores) Vitor teve bons momentos no ano passado (estava bem na Indy 500 até o fatídico acidente) e é um daqueles caras que merecem um carro melhor. Que seu inicio de temporada seja bom para quem sabe sair dessa barca furada brevemente.

Mario Moraes: se Mario não alinhar em São Paulo a esquadra brasileira estará bem desfalcada. A sua segunda metade da temporada do ano passado foi excelente e não sai da minha memória da imagem de Jimmy Vasser comemorando as ultrapassagens do brasileiro em Sonoma. Uma pena o carro da KV ter ido para outras mãos.

Mario Romancini: conheço pouco de seu histórico mas pelo que sei tem bagagem e está começando por uma equipe boa. Ou seja, é um excelente início.

Agora, os estrangeiros:

Dario Franchitti: que título no ano passado, hein? Ao melhor estilo Gil de Ferran, comendo pelas beiradas e esperando momento para dar o bote definitivo. Dario voltou fortíssimo da aventura na Nascar e se a Ganassi mantiver o bom trabalho é candidatíssimo a taça. Na minha opinião é o favorito para esse ano.

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Franchitti x Dixon: duelo de titãs

Scott Dixon: sempre um piloto competitivo, Dixon teve no ano passado uma experiência talvez inédita – a presença de um companheiro tão forte quanto ele. Dario ganhou o título na última corrida, e isso significa o quanto a Ganassi tornou-se capaz de prover dois carros ótimos para dois grandes campeões. Se Dario é favorito, Dixon não pode ficar para trás.

Ryan Briscoe: teve o título praticamente nas mãos e jogou praticamente tudo fora com um acidente bobo. Confesso que nunca botei muita fé no australiano e esse acontecimento reforçou meu ponto de vista. Ao seu lado terá o sempre forte Helinho e Power – enfim, parada dura. Briscoe terá que mostrar amadurecimento neste ano, guardando na gaveta aquele vacilo de 2009.

Will Power: na minha opinião o piloto de 2009. Fez cama para o Helinho deitar em Long Beach, amargou um banco de reservas e quando foi chamado por Roger Penske deu show. Mesmo sem ritmo e com pouca “mão” do carro, venceu, provando que é piloto de ponta. Nada mais justo do que um carro o ano todo para ele – e acima de tudo, um sinal de prestígio. Olho nele, Helinho!

Danica Patrick: como ela cresceu em 2009, não? Esteve mais regular, diminuiu (um pouco) os chiliques e terminou a tabela de classificação lá na frente – sinal de evolução. A ficha da Nascar caiu depois dos vexames nesse começo de ano e deve ficar por um bom tempo na Indy, pois já está estabelecida e respeitada por todos. Tem a equipe na mão (afinal, vai pra onde quiser), muitos patrocinadores e uma popularidade nas nuvens – enfim, tudo a seu favor. Se esfriar a cabeça, concentrando-se na temporada em si, tem chance de chegar lá.

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Power e Danica: fortes em 2010

Justin Wilson e Mike Conway: bela dupla da Dreyer & Reinbold. Não é de hoje que Justin tem valor, e a sua vitória no ano passado enfrentando carros muitíssimos melhores confirmou isso. Conway foi uma grata surpresa, andando muito em mistos e rua. Boa sacada da equipe em juntar dois talentos, mas como dar carros bons a todos (Bia inclusa) com pouca grana? A ver.

Takuma Sato: a KV acertou na mosca em trazer o japonês. Primeiro, pelo mercado: Sato é ídolo no Japão e isso significa bons patrocínios. E acima de tudo, é bom piloto. A passagem pela F1 (em especial na última equipe) agitou a monótoma categoria e piloto assim sempre é bem vindo. Takuma é showman e a Indy precisa disso.

Bom, faltaram alguns nomes e uma análise mais profundas das equipes – boa pedida para a uma próxima coluna. Também esqueci de mencionar aqueles que poderiam (deveriam!) voltar (Paul Tracy, Sebastien Bourdais, J. P. Montoya, Sam Hornish, pelo menos). Enfim, assunto é o que não falta, não é mesmo? Assim a contagem regressiva para o dia 14 de março passa mais rápido!

Obs: quase 20 mil ingressos vendidos em 3 semanas (e com Carnaval no meio) só comprova o que temos falado por aqui. Que esse indícios concretizem nossas previsão: a São Paulo Indy 300 será mesmo um grande sucesso!


Leandro Coelho tem 26 anos e é natural de São Paulo/SP, onde reside atualmente. Apaixonado pelo automobilismo norte-americano desde o início da década de 90, manteve entre 2000 e 2002 o extinto site INDYBRASIL, uma das páginas brasileiras pioneiras na cobertura exclusiva da então CART. Também já colaborou para os sites SuperLicença, BMS/Brazilian Motor Sport, Truck Racing Online, Stock Car Brasil, entre outros. É formado em Administração de Empresas pela Universidade Mackenzie e adora política e economia, além de ser torcedor do Santos Futebol Clube e fã de músicas dos anos 80.



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No caminho certo

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Caros amigos da Indy, falta pouco mais de um mês para a aguardada primeira prova da temporada 2010 da Fórmula Indy, na corrida que marca o retorno da categoria ao nosso país. E, para melhorar, o panorama para a SP Indy 300 é cada vez mais positivo. Motivos para esse otimismo não faltam.

Para começo de conversa, a organização da prova não dormiu no ponto em relação à internet: logo de cara criou uma conta no Twitter (http://twitter.com/indyemsaopaulo), outra no Flickr (http://www.flickr.com/photos/46296738@N02/) e em seguida pôs no ar uma boa página oficial (http://www.saopauloindy300.com.br/). Essa preocupação com a internet não só reflete a intenção de fazer uma divulgação adequada da corrida, mas também mira no alvo certo: os fãs da categoria, que na “qualidade” de órfãos da transmissão ao vivo da tv aberta há mais de uma década rapidamente encontraram na rede o local apropriado para buscarem informações e opiniões a respeito da categoria – está aí o Blog da Indy que não me deixa mentir. Ou seja, a organização não só proveu aos principais interessados três fontes importantes (e com qualidade) como também possibilitou a leigos uma maior interação com a prova e a categoria. Maior assertividade no campo da internet impossível.

Falando em tv aberta, a Band vem fazendo um excelente trabalho na divulgação da corrida. O suporte jornalístico – falha tão evidente nos anos de agonia no SBT, quando Teo José cobrava o escanteio e cabeceava para o gol – é um ponto a se admirar, pois adiciona à Indy a credibilidade que esse setor da Band possui. É notório o entrelaçamento dos telejornais (esportivos ou não, principalmente) da emissora com o evento, transmitindo ao espectador que não assiste as corridas as informações necessárias sobre a SP Indy 300. É o que a Globo faz com maestria: divulga seus produtos (desde uma corrida de bicicletas até um jogo de vôlei de praia) onde seu público enxerga credibilidade: no Jornal Nacional. Fazendo isso, ela garante a penetração do evento em diversas “camadas de audiência” e alavanca sua própria programação, gerando um ciclo virtuoso. Um exemplo claro é a Uefa Champions League, que não era nem mencionada pela Globo em seus programas esportivos e hoje, após a aquisição dos direitos de transmissão por essa emissora, faz parte até das chamadas para o Jornal Nacional. Na Band, está havendo (em menor escala, claro) esse movimento. E além disso, os programas esportivos, em especial aqueles com boa audiência (como os exibidos no horário do almoço) estão bastante envolvidos e freqüentemente tem transmitido reportagens, links ao vivo e entrevistas sobre a SP Indy 300. Recentemente foi possível ver até um bate bola de alguns bons minutos entre Tony Kanaan, a apresentadora Renata Fan e os comentaristas do programa Jogo Aberto. Isso sem falar nas menções (espontâneas, acredito eu) de Teo e Luciano do Valle durante as partidas de futebol. Ou seja, a Band entendeu que um dos seus principais produtos – o futebol – pode ser um dos canais de divulgação da corrida. E vejo total relação, afinal trata-se de esporte e o fã do futebol muitas vezes curte outras coisas. E sem forçação de barra, como piloto dando entrevista em programas de culinária. Enfim: em termos de divulgação do evento, a nota para a Band é 10.

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Os pilotos brasileiros e o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab

Esse panorama – apoiado na tv e na internet – está fortalecendo a SP Indy 300 e provocando o interesse de diversas pessoas na corrida e por conseqüência na categoria. E não é apenas do aumento das visitas no Blog da Indy (coisa de + 200% de visitas/dia, e fica aqui o nosso muito obrigado!) que estou falando, e sim do incremento da busca pela Indy em diversos meios. O Google tem a ferramenta Trens, que quantifica e destrincha o número de pesquisas por palavra-chave. Para ‘Indy’, o aumento em janeiro e fevereiro no Brasil foi altíssimo se comparado ao mesmo período de 2009. Essa palavra teve em São Paulo sua segunda principal localidade (no mundo!) de origem das buscas, atrás apenas de... Indianápolis (e olha que o pessoal de lá estava preocupado também com o Superbowl)! Além disso, tenho visto também em outros sites especializados, em grandes portais e em revistas notícias sobre a Indy com grande freqüência, reflexo do interesse do espectador se disseminando e da importância que a corrida vem ganhando – não é à toa a preocupação de Bernie Ecclestone... Fora o que eu tenho recebido de contatos vindo de pessoas próximas que nem imaginava que curtiam (ou potencialmente curtiam) a Indy e estão interessadas na corrida. Ou seja, a SP Indy 300 está se tornando conhecida e uma frase resume bem tudo isso: as pessoas estão sabendo.

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O trófeu da SP Indy 300

Onde esse rio deságua com mais força? Na venda de ingressos. É completamente sensacional a notícia da venda de 6 mil entradas em apenas sete dias. Isso acabou passando em branco por ai, mas estamos falando de quase mil pessoas por dia que adquiriram ingressos para a corrida! Nada é progressão geométrica, claro, mas a perspectiva com essa informação é super positiva. Quantas vezes não cansamos de ver partidas de futebol de grandes times que não levam esse público para o estádio (e com preços muito menores)? A previsão de esgotamento de todas as entradas para semanas antes da prova não é exagerada. E isso dá um tremendo orgulho para nós. Quem viveu o GP Brasil no Rio em 1998, com a organização distribuindo ingressos gratuitamente horas antes da prova para “diminuir o fracasso” sabe do que eu estou falando.

https://livepass.showare.com.br/Upload/Image/SeatMap/Mapa_Circuito_Formula_Indi.GIF
Ingressos se esgotando: sinal de sucesso

Enfim, está bem claro o sucesso que vem por ai. A SP Indy 300 nasceu sobre bases sólidas e o contexto de uma prova de rua (que sempre defendo com modo de aproximação do público com a categoria) bem organizada e bem divulgada certamente dará frutos. O fã da Indy que espera ver os carros da categoria no Brasil será presenteado com uma bela prova e a SP Indy 300 será o marco inicial para novos aficcionados. Agora, é hora de garantir o ingresso para não ficar de fora dessa grande festa!



Leandro Coelho tem 26 anos e é natural de São Paulo/SP, onde reside atualmente. Apaixonado pelo automobilismo norte-americano desde o início da década de 90, manteve entre 2000 e 2002 o extinto site INDYBRASIL, uma das páginas brasileiras pioneiras na cobertura exclusiva da então CART. Também já colaborou para os sites SuperLicença, BMS/Brazilian Motor Sport, Truck Racing Online, Stock Car Brasil, entre outros. É formado em Administração de Empresas pela Universidade Mackenzie e adora política e economia, além de ser torcedor do Santos Futebol Clube e fã de músicas dos anos 80.



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SP INDY 300: Aguarde e confie!


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Caros amigos da Indy, a cada dia estamos mais próximos do retorno da nossa categoria a terras brasileiras. Como sabemos bem, em março as ruas de São Paulo serão o palco do Grande Prêmio do Brasil de Fórmula Indy – a SP INDY 300. Hoje, meses após a definição da cidade como sede do GP, pairam diversas dúvidas a respeito da corrida e parecer haver um pessimismo exagerado na mídia e nos amantes da categoria. Quero na coluna de hoje pontuar alguns itens e deixar na caixa de brita esse clima negativo.

De antemão, duas considerações importantes: a primeira diz respeito ao Blog da Indy. O nosso site (do Jackson, do Fábio, meu, e, principalmente, seu! Afinal são vocês, seus comentários e sua audiência cada vez maior que fazem esse espaço existir e ser cada vez melhor e mais completo) é plenamente independente, ou seja, não tem interesse comercial nem interesse político na SP INDY 300. Ou melhor, corrigindo: o Blog da Indy tem um interesse sim, mas único: a Fórmula Indy. Ou seja, tudo que é escrito, divulgado, comentado, opinado e afins aqui no Blog tem como intuito o bem da Fórmula Indy e por conseqüência nós, os fãs dela. Assim, não há e nem haverá da nossa parte qualquer tomada de posição em nome de A ou B que queira se colocar acima da categoria. O que deve ser elogiado será e o que deve ser criticado também será. Quem me acompanhou nos tempos do IndyBrasil, nos agonizantes momentos do fim da Rio 200 (O GP Brasil de Indy/Cart no Rio de Janeiro) sabe quantas vezes eu critiquei e quantas vezes apoiei o então prefeito da cidade. Da mesma maneira a parte dita comercial da corrida: o Blog é independente e não se pautará por apoio, verba, patrocínio ou afins. Reiterando e concluindo: a Fórmula Indy para nós está além e acima de qualquer coisa.

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A segunda consideração importante – e agora entrando definitivamente na corrida em si – diz respeito ao conhecimento da categoria e de onde a SP INDY 300 irá acontecer. Sem falsa modéstia e sem exibicionismo, as pessoas que como eu aqui escrevem são grandes conhecedoras da categoria e por isso mesmo reforçam não só o caráter independente do Blog como sua elevada qualidade. Além disso, eu especificamente resido em São Paulo há duas décadas e sempre morei a menos de 15 kilometros do local específico da prova, lugar este que sempre conheci e por onde diversas vezes transitei. O que quero dizer com isso é que tenho plenas condições – sempre levando em consideração o caráter de independência e a qualidade que você amigo da categoria exige – de avaliar, em nome do fã da Indy e de quem defende os interesses dela, a SP INDY 300 de um ponto de vista abalizado e coerente. Infelizmente, não vimos essas mesmas condições nem em outros veículos (que jamais trataram a Indy e o fã dela com o respeito que merecem) nem em outros expoentes do “jornalismo automobilístico”.


Uma das principais questões que atualmente geram esse clima negativista é a chuva em São Paulo e suas conseqüências, fatos muitas vezes retratados com sensacionalismo pela mídia. Não estou dizendo que este problema não existe, algo que é notório para habitantes daqui, como eu. O que digo é o seguinte: no circuito da SP INDY 300 não há o risco de enchentes. E ponto final! A região exata da prova fica exatamente entre duas pontes (cerca de 200 metros de distância de cada uma) da Marginal Tietê, via localizada as margens do rio com o mesmo nome. As pontes são o ponto mais baixo da Marginal, onde obviamente ocorrem inundações com mais freqüência (além de serem pontos excelentes para “links ao vivo” ou para uma foto “jornalística”, se me entendem bem...) quando o rio transborda. Ou seja, geograficamente falando, a região do circuito está a salvo das enchentes que ocorrem em diversos outros pontos da cidade – inclusive no Autódromo de Interlagos nos treinos para o GP Brasil de Fórmula 1 como ocorreu recentemente (bela lembrança do Celso Miranda)... Além disso, estamos falando do Sambódromo, onde ocorre há cerca de 20 anos o desfile das escolas de samba no Carnaval (e em pleno verão, sempre). Durante todos esses anos não há relatos de eventos carnavalescos adiados ou prejudicados por enchentes. Pelo simples motivo da localização, como falei acima. Ninguém construiria um Sambódromo ou um centro de convenções (que é mais antigo ainda!!!) em uma região assolada por um problema desse tipo. E ai novamente ressaltamos a boa escolha do lugar, tendo em vista o potencial de chuva no verão brasileiro e paulistano. Por fim: as imagens chocantes das enchentes em São Paulo veiculadas em todo o Brasil são fruto também de uma cidade mal ocupada geograficamente durante séculos mas, principalmente, pela ocorrência de sim, acredite, 35 dias (completos em 26/janeiro) ininterruptos de chuva – algo que não ocorria desde 1933 (!). Ou seja, não há cidade que agüente uma situação dessa. Concluindo: o GP Brasil ocorrerá sem enchentes na região da corrida. E se chover, que chova! Quantas corridas no mundo do automobilismo não foram interrompidas (momentaneamente ou não) devido a condições climáticas? Me corrijam se eu estiver errado, mas já vi até prova da Cart (Nazareth 2000, se não me engano) ser cancelada por causa da neve que caia diabolicamente sobre o circuito. Enfim, agora concluindo de vez (percebam como há argumentos): tecnicamente falando, a SP INDY 300 será uma corrida de automóveis como qualquer outra, sujeita ou não a interferências climáticas.

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Que venha o sol ou a chuva: SP Indy 300 será um sucesso

Lamentavelmente, tenho visto jornalistas, blogueiros e semelhantes tratando o GP Brasil com escárnio e desrespeito, aparentemente “torcendo” para o insucesso da corrida. É chato ver profissionais de gabarito tentando se meter em algo que não conhecem – seja a categoria (repito: muitas vezes desrespeitada pelos mesmos) seja a região da corrida, lugar este que muito provavelmente desconhecem. Eu sei que o fã da Indy não cai em conto do vigário e sabe distinguir quem fala ou escreve sobre o que não sabe daqueles conhecedores e independentes. Entretanto, o que me preocupa é a influência de tais profissionais e o sempre nefasto “Fulano de Tal falou, então tá falado”, tão reinante na nossa mídia atualmente – vítima do “jornalismo imediatista” que os maus blogs plantam. Mas, como sempre existem males que vem para bem, é a partir dessa situação toda que me dá um enorme orgulho de fazer parte do Blog da Indy, de longe o melhor ponto de informação para o amigo da categoria no Brasil. E essa sensação nos obriga e dá ainda mais força na missão de informar da melhor maneira possível o fã da Indy.

Enfim, fica meu recado a todos: aguardem e confiem no sucesso que será a SP INDY 300. Já dá pra sentir a cidade se envolvendo, as evidências da qualidade do local escolhido e o ótimo trabalho de mídia oficial (via Twitter e site) que está sendo feito. O evento, como todos em sua primeira vez, não será perfeito – e nem tem que ser. Os erros da primeira edição devem ser levados em conta e transformados em aprendizados para as futuras edições. E desde já está marcado nosso encontro com a camisa oficial do Blog da Indy no Grande Prêmio do Brasil de Fórmula Indy nas ruas de São Paulo. Até breve!


Leandro Coelho tem 26 anos e é natural de São Paulo/SP, onde reside atualmente. Apaixonado pelo automobilismo norte-americano desde o início da década de 90, manteve entre 2000 e 2002 o extinto site INDYBRASIL, uma das páginas brasileiras pioneiras na cobertura exclusiva da então CART. Também já colaborou para os sites SuperLicença, BMS/Brazilian Motor Sport, Truck Racing Online, Stock Car Brasil, entre outros. É formado em Administração de Empresas pela Universidade Mackenzie e adora política e economia, além de ser torcedor do Santos Futebol Clube e fã de músicas dos anos 80.

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