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Entrevista com Will Power

Piloto está pronto para as batalhas finais nas pistas ovais.

No último mês de Agosto através do assessor da equipe Penske, Merril Cain, conseguimos uma entrevista com o líder do campeonato da Fórmula Indy desta temporada, o australiano Will Power.

Por Jackson Lincoln e tradução de Fábio Henrique.

*A entrevista foi realizada no dia 21 de agosto, no sábado que antecedeu o Grande Prêmio de Sonoma, na qual Power foi o vencedor e conquistava sua quinta vitória no ano.

Blog da Indy: Will, como você chegou no automobilismo americano? Você queria ficar na Europa após competir na F3 Britânica e correr no primeiro evento da A1 GP?

Will Power: Eu gostaria de ter a chance de ir para a F1, mas foi me oferecida uma boa oportunidade quando fui procurado para dirigir para o Team Australia e acho que tomei a decisão certa, pois isso me fez acabar “aterrissando” na Penske.

BDI: Qual é a explicação de tantos australianos (você, Briscoe e Webber), vencendo em tantas categorias pelo mundo?

WP: A principal explicação que meus compatriotas australianos e eu estamos fazendo nosso trabalho tão bem, é que estamos todos em grandes equipes. Estar em uma organização com a Penske me dá a melhor oportunidade de mostrar minhas habilidades.

BDI: Falando sobre a Austrália, o que você pensa de Surfers Paradise não estar mais na categoria?

WP: Eu sinto saudades daquela corrida. É uma grande pista, um grande lugar e os fãs são incríveis. Talvez um dia a Indy retorne para lá.

BDI: Você sente falta de pilotar os carros turbo da Champ Car?

WP: Dirigir os carros turbo era muito divertido. Estou otimista sobre o retorno do turbo na Fórmula Indy em 2012.

BDI: Você guiou três diferentes carros em três temporadas (Lola em 2006, Panoz em 2007 e o Dallara de 2008 até hoje). Qual é a principal característica desses carros e qual você gostou mais?

WP: O Panoz foi o meu Champ Car preferido. Era bem desenhado e perfeitamente ajustado para o tipo de corridas que tínhamos. O Dallara é um grande carro, primeiramente desenhado para ovais. Isso diz que não é tão bom para circuitos mistos e de rua, mas é um pacote competitivo na Fórmula Indy agora.

A primeira vitória de Will Power na ChampCar foi em 2007: GP de Las Vegas, primeira corrida com o chassis Panoz.

BDI: O que você pensou quando recebeu a caixa de leite no pódio da SP Indy 300?

WP: Eu estava tão aliviado e feliz por vencer a corrida, foi indescritível. A caixa de leite foi incrível.

BDI: Como foi o clima entre os pilotos na última corrida da Champ Car em Long Beach?

WP: Havia uma sensação de mágoa doce. Estávamos encerrando um capítulo e abrindo outro. Foi espetacular vencer a corrida, Significou muito para mim.

BDI: Você viu algumas lutas entre pilotos na pista, como no pódio de Mont Tremblant 2007 quando você riu de Doornbos, que não recebeu os parabéns de Bourdais e foi deixado “no vácuo” pelo francês. Um ano antes Tag teve a luta com Paul Tracy em San Jose. Qual é a sua reação nesse tipo de situação?

WP: Isso é apenas adrenalina e emoção. Pilotos são apaixonados e às vezes essa paixão é mal direcionada.

BDI: Diga um pouco sobre quando Roger Penske te convidou para se juntar à equipe.

WP: Aquele talvez terminou como sendo um dos melhores dias da minha vida. Receber aquela ligação de Roger e Tim foi quase surreal. Aquele foi um grande dia.

BDI: Qual foi o momento mais difícil da sua recuperação após o acidente com Nelson Philippe em Sonoma no ano passado? Você esperava por uma recuperação tão rápida e um retorno em grande estilo?

WP: O momento imediatamente após o acidente. Eu estava com dor, eu senti como se minha carreira tivesse acabado. Uma vez eu sabendo que ia sarar, eu direcionei minha cabeça em voltar á forma para dirigir. Aquele era o meu foco, eu precisava voltar e ser rápido.

BDI: Você esperava vencer quatro corridas desde o começo de uma temporada competitiva como esta?

WP: Eu apenas fiz o meu melhor o tempo todo que estive na pista. Apenas fazer o trabalho cada dia e cada corrida. Eu me foco no que está à minha frente e presto atenção em todos os detalhes. Quando eu faço isso, o resto é consequência.

BDI: Quem foi seu rival mais duro desde que você chegou nos Estados Unidos?

WP: Na Champ Car foi o Bourdais e aqui na Indy é obviamente Franchitti, mas meus companheiros de equipe Helio e Ryan me pressionam também.
Alguns jornalistas brasileiros pensam que você não tem o mesmo bom desempenho nos mistos se comparado com o seu desempenho nos ovais.

Power chegou a Penske para substituir Hélio Castroneves no início da temporada 2009: Acabou impressionando Roger Penske.

BDI: Você acredita que o fato de não ter feito muitas corridas em ovais é a razão ou algum tipo de má sorte para os resultados obtidos até agora neste tipo de traçado? Você está preparado para uma situação como, chegar em Miami precisando vencer a corrida para ganhar o campeonato?

WP: Minhas habilidades no oval estão melhorando. Eu fui competitivo em Indianápolis, Iowa e no Texas. Eu sentia que tinha carro para vencer qualquer um desses eventos. Eu sou bem vindo aos desafios que uma corrida em oval oferece.


Cristiano da Matta fala com o Blog da Indy – Parte II

Campeão da Fórmula CART em 2002 comenta sua segunda fase na categoria.

Nesta segunda parte da entrevista com o mineiro Cristiano da Matta, o piloto fala sobre o seu retorna a categoria e o difícil ano de 2005 na PKV Racing, que mesmo com uma vitória, teve uma temporada de muitos acidentes.

O piloto não deixa escapar também os detalhes na fraca estrutura da Dale Coyne e nos conta uma curiosidade enorme, a “banheira de metanol” antes de uma corrida no ano de 2006. Além disso tudo, Cristiano falou a respeito da RuSPORT e seu companheiro de equipe na época, o inglês Justin Wilson. Por fim, o brasileiro campeão da CART de 2002 comentou como chegou a Fórmula Truck e que ainda pretende voltar aos Estados Unidos, mas não na Fórmula Indy.

Parte 4



Parte 5



Parte 6



Clique aqui para acompanhar a primeira parte da entrevista.

Cristiano da Matta fala com o Blog da Indy – Parte I

Mineiro comenta sobre sua primeira fase na CART.

A entrevista com Cristiano Monteiro da Matta foi dividida em duas partes devido a sua extensão. O papo com o campeão da Fórmula CART de 2002 foi dos mais agradáveis. Neste primeiro momento, Cristiano fala do campeonato da Indy Lights, suas primeiras corridas da Fórmula Indy, a proposta precoce da Newman Haas, o prazer de pilotar na CART e mágico ano em que o piloto teve em seu quarto ano de categoria, quando foi consagrado com o título. Além de tudo isso, Cristiano apresenta um dos principais motivos que acabou indo para a Fórmula 1.

Ainda nesta primeira fase da entrevista, o brasileiro que falou sobre o seu estilo de pilotagem da Fórmula 1 que mais se assemelhava com o atual campeão da categoria, o inglês Jenson Button. Cristiano também conta como foi o difícil ano de 2005 na PKV Racing, quando retornou aos Estados Unidos.

Parte 1



Parte 2



Parte 3



Clique aqui para conferir a segunda parte da entrevista especial com Cristiano da Matta.

Bruno Junqueira fala com o Blog da Indy.

Piloto mineiro relembra sua passagem na Fórmula Indy e diz “Quero voltar”.

No último sábado (21) durante a realização do Grande Prêmio de Londrina da Fórmula Truck, o piloto brasileiro Bruno Junqueira com passagem pela Fórmula Indy de 2001 até as 500 milhas de Indianápolis, conversou com o Blog da Indy a respeito de toda a sua história na categoria.

Entre os principais assuntos, Bruno fala sobre como foi a troca do sonho da Fórmula 1 pela Indy, o primeiro ano e a grande pressão para repetir o feito de Juan Pablo Montoya, a mudança da Ganassi para a Newman Haas, a rivalidade com Sebastian Bourdais, o retorno após o complicado acidente em Indianápolis, o conturbado ano de 2006, a mudança para a Dale Coyne, além da decepção da Indy 500 de 2009 e a satisfação de correr em 2010 nas 500 milhas de Indianápolis.

Bruno revela ainda, que espera voltar a competir na Fórmula Indy. Acompanhe agora a entrevista que foi dividida em quatro partes:

1ª Parte:



2ª Parte:




3ª Parte:



4ª Parte:

Mario Romancini fala com exclusividade ao Blog da Indy

ENTREVISTA COM MARIO ROMANCINI

Nesta quarta-feira (11) o Blog da Indy entrevistou o piloto brasileiro Mario Romancini que competiu nas 11 corridas iniciais da temporada 2010 da IndyCar Series. Entre outras coisas, Mario falou a respeito da preparação de um piloto na Indy Lights, na forma de pilotagem de um circuito misto e oval, as dificuldades de conseguir patrocínios e as chances de voltar a competir ainda este ano. O foco para 2011 continua sendo a categoria com base norte-americana.

Blog da Indy: Como foi para você deixar de competir na Europa onde foi seu objetivo inicial e partir para os Estados Unidos?

Mario Romancini: Quando voltei da Europa em 2008, estava sem patrocinadores e cheguei até a fazer algumas etapas na Stock Car. No começo de 2009 não tinha perspectivas de voltar a correr já que estava sem patrocinadores. Foi aí que surgiu o treino no início de fevereiro com a Andersen Racing na Indy Lights. O treino foi bom e a partir daquele ponto consegui firmar um contrato para correr a temporada toda.

BDI: Sabemos que os gastos com as categorias de base no Brasil, superam os gastos de muitas categorias maiores no exterior. Até que ponto você acha que compensa correr em uma F3 Sul-americana, cada ano com os grid mais minguados e os valores mais caros?

MR: Realmente cada dia as categorias ficam mais fracas no Brasil. Isso é triste, uma pena. Pois hoje o garoto que sai do kart não tem para onde ir. No meu ano de Formula Renault tinham mais de 20 carros no grid e no ano de Formula 3 quase isso também. É importante ir passo a passo com a potência dos carros. Não adianta sair do kart e já sentar num carro de 400 cavalos. Tem que haver uma preparação de base antes para aprender os fundamentos básicos de um carro de corrida antes de ir para uma categoria desse nível.

BDI: Como foi a escolha para competir na Indy Lights? Existiu o contato com muitas equipes?

MR: Foi realmente na persistência. Não tinha manager, ninguém trabalhando comigo naquela época e não conseguia aceitar o fato que não iria correr mais. Foi quando em janeiro comecei a olhar na internet, pesquisar as equipes, resultados e etc. Comecei a ligar para as equipes que tinham tido resultados bons em 2008 e mandar meu currículo. Pedi a oportunidade de um teste para que pudesse mostrar alguma coisa e tentar fechar um contrato. Sabia que nos Estados Unidos teria mais chance de fazer isso do que na Europa, já que não tinha dinheiro algum de patrocinadores.

BDI: Diga como é a primeira vez de um piloto com essa formação, quando se depara com um circuito oval. Sabemos que as técnicas de pilotagem são totalmente diferentes. Como foi a primeira vez que você sentou em um carro pra andar em um oval? A sua primeira volta em um oval? Você diria que para quem aprende a guiar em mistos, a experiência de andar em um oval é mais simples do que para quem aprende o contrário?

MR: Mistos e Ovais são completamente diferentes. Graças a Deus meu primeiro contato com oval foi como "amor à primeira vista" (risos). Tinham me chamado para andar somente um dia de treino no circuito misto de Homestead. Mas o treino foi bom e o dono da equipe me pediu para ficar mais um dia, pois eles testariam na configuração de oval no dia seguinte. Na primeira volta assusta um pouco, é muito mais rápido que um circuito misto. A técnica é outra também. Mas me adaptei rápido e terminei aquele dia como segundo mais rápido. Foi até curioso, pois as minhas melhores corridas o ano passado foram nos ovais. Minhas duas vitórias e a corrida de Indianapolis também quando sai de 18º e terminei em terceiro.

BDI: No final de 2009, após vencer em Homestead e encerrar o campeonato em sexto lugar, você pretendia disputar mais uma temporada na Lights ou já estava decidido subir para a Fórmula Indy?

Foto: Ron McQueen
Em algumas etapas, o carro de Mario estava com patrocinadores conquistados pela equipe Conquest

MR: Não, já estava decidido a subir para a Indy. Sempre me senti preparado, estava confiante. Tinha tido resultados bons, contra equipes muito mais fortes e com vários problemas mecânicos que enfrentamos durante o ano. Era uma questão de achar a oportunidade e agarrá-la da melhor maneira possível. Foi o que fiz, infelizmente não deu pra terminar.

BDI: Desde que a Indy Racing League sanciona a Indy Lights (2002), os pilotos formados por esta categoria não tem vida longa na Fórmula Indy. Você que esteve lá em 2009, falta algo para a categoria? Neste ano, por exemplo, temos apenas 15 carros competindo regularmente na temporada, não é pouco? Os custos da Indy Lights estão muito elevados?

MR: Realmente é muito pouco. A Indy Lights esse ano está com problemas. Acho que o custo é muito alto, e não há incentivo algum para os pilotos da Indy Lights subirem. Melhor exemplo é o John R. Hildebrand, que ganhou o campeonato e até agora só correu Mid-Ohio. Enquanto que por outro lado você vê pilotos da Europa sem passagem pela Indy Lights entrando direto na IndyCar como o Adam Carroll e o Baguette.

BDI: Em um circuito misto o piloto sabe onde são os pontos de freada e reduções de marcha, as curvas contornadas de pé em baixo e etc. Em ovais de média ou baixa velocidade, como o piloto sabe o quanto “deve levantar o pé” para contornar uma curva? É na base do “feeling” mesmo? Ou é tentativa e erro? Quando você anda pela primeira vez em um oval que não seja de alta, com curvas inclinadas, você recebe algum tipo de orientação sobre qual curva deve levantar o pé um pouco, ou algo assim?

MR: É mais pelo feeling. Você tem que sentir até aonde o carro agüenta ir sem levantar o pé. Mas existe muita coisa envolvida. Algumas vezes, por exemplo, é melhor você levantar o pé antes e ter uma saída mais forte do que deixar o pé lá trancado com os pneus dianteiros esfregando e depois de quinze voltas estar com os pneus destruídos. O acerto do carro conta muito também neste tipo de pista.

BDI: Você se sentiu pressionado por estrear na Fórmula Indy em São Paulo ou seria a mesma coisa que estrear em outra pista qualquer?

MR: Com certeza a pressão foi maior. Era a minha primeira corrida de Indy, em uma pista nova, e com as circunstâncias em que a prova ocorreu tornou ainda mais difícil.

BDI: O combustível financeiro injetado pela Dolly foi apenas para a 1ª etapa ou serviu para fazer mais alguma prova?

MR: Foi basicamente para a primeira etapa, depois estávamos com os patrocínios da equipe.

BDI: Como foi se classificar no Bump Day? Em algum momento você se viu fora das 500 milhas?

MR: Com certeza fiquei ameaçado! Foi uma tensão enorme no Bump Day. Até a minha última tentativa não sabia se estava dentro ou não. Tinham pilotos muito fortes brigando pela vaga. Paul Tracy, Tony Kanaan. Foi o dia mais nervoso da minha carreira. É muito complicado depois de um mês de trabalhos em Indianapolis você ver sua oportunidade de entrar na corrida ameaçada. Fomos muito agressivos com o acerto do carro e consegui fazer quatro voltas boas. Valeu a pena!

Foto: Ron McQueen
Romancini saindo do pit-lane para as voltas mais emocionante no ano: Bump Day na Indy500.

BDI: A Indy sofre um grande problema tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos que é a TV. Apenas cinco das 17 etapas são exibidas nos Estados Unidos em TV aberta, no Brasil o panorama é um pouco melhor. Como é para um piloto conquistar patrocínios desta forma?

MR: Muito difícil. Na minha opinião quase impossível. Estava brigando pelo titulo de estreantes e tive que parar no meio do campeonato. Quantos brasileiros têm patrocinadores brasileiros? Que eu me lembre, NENHUM!

Foto: Ron McQueen
No Brasil, com a enorme divulgação da emissora que exibiu a corrida, Romancini contou com três patrocinadores nacionais.

BDI: Você anunciou no Twitter o dia de sua última prova na Indy, em Edmonton. Dracone chegou com combustível financeiro para duas etapas. Caso a Conquest não consiga um piloto como o europeu que trouxe dinheiro, pode correr o risco do carro Nº 34 não competir na fase final dos ovais? Para a equipe receber um valor X da Indy, ela não tem que inscrever o carro em todas as etapas? Com isso, suas possibilidades de retornar a categoria aumentam?

MR: Exatamente. Essa é a minha esperança. Acredito que o carro 34 tenha que correr até o final do ano. E existe a possibilidade de eu retornar para os ovais Estou trabalhando muito duro para isso. Mas as vezes fica difícil competir com o dinheiro.

BDI: Foi possível aprender alguma coisa com seu companheiro de equipe, pois você é quem tinha a experiência em pistas ovais e já tinha duas corridas na categoria antes dele chegar. Na Fórmula 1 já vimos varias vezes um piloto não compartilhar o acerto do carro com seu companheiro, na Conquest Racing e na própria Indy acontece isso?

MR: Nós compartilhávamos a telemetria sim. Acho que ajudou. Nosso carro estava melhorando muito nos mistos. Andei entre os 15 nos últimos 3 mistos que corri, mas infelizmente por problemas mecânicos ou acidentes que não pude evitar não consegui terminar as corridas. A prova disso foi em Mid-Ohio em que o Baguette terminou na 11ª posição.

BDI: Simona de Silvestro foi escolhida como a novata de Indianápolis em uma decisão polêmica e recebeu premiação por isso. Você sendo o novato que melhor completou a prova não ficou revoltado com isso?

MR: Fiquei. Mas infelizmente não houve nada que pudéssemos fazer para reverter a situação. Não apenas fui o melhor estreante da corrida, mas também ganhei o prêmio de estreante mais rápido da classificação. Dentro da pista sei que o fui o melhor entre os estreantes, mas alguns fatores extras devem ter influenciado nessa decisão.

Foto: Chris Jones
O nome de Mario pode voltar ao carro Nº 34 ainda nesta temporada.

BDI: Independente de acertar seu retorno para esta temporada, a sua meta é voltar a categoria ano que vem? Hoje, qual a porcentagem de chances de sua volta ainda este ano, e caso ocorra, será apenas na Conquest Racing?

MR: Acredito que tenha 50% de chances de voltar. Meu objetivo sem dúvida nenhuma é de continuar na Indy. Trabalhei muito duro para chegar até aqui e já tive muitas dificuldades antes na minha carreira. Não serão essas agora que vão me impedir de continuar lutando pelo que quero!

Entrevista com Christian Fittipaldi.

Ex-piloto da Fórmula Indy conversa com o Blog da Indy

Neste último final de semana, o Blog da Indy entrevistou o piloto de Stock Car Christian Fittipaldi. O piloto paulistano teve uma longa passagem pela Fórmula Indy entre os anos de 1995 e 2002, disputando 135 provas, das quais venceu duas e ainda fez uma pole-position, no Brasil em 1999.

Durante a entrevista, a principal abordagem com o piloto foi como ele chegou a categoria americana, a difícil classificação para as 500 milhas de Indianápolis até o segundo lugar na prova, a chegada a Newman Haas, os sérios acidentes na carreira e muito mais.

Confira a entrevista do piloto a Fabio Henrique Oliveira em duas partes:

Parte 1


Parte 2


1ª vitória de Christian na Indy

Entrevista com o amazonense Antonio Pizzonia.

Piloto da Stock Car pensa um dia em retornar à Fórmula Indy, caso a categoria mude de carros.

Neste último final de semana, o Blog da Indy esteve presente na Stock Car Brasil na etapa de Ribeirão Preto, São Paulo. Um dos pilotos que estão competindo na categoria de turismo nacional é o amazonense Antonio Pizzonia, que já teve passagem pela Fórmula Indy quando foi organizada pela Champ Car entre os anos de 2006 e 2008. Pizzonia correu cinco etapas pela equipe Rocketsports.

Nesta entrevista, Pizzonia diz como chegou na Champ Car, os motivos pelos quais não continuou depois da unificação com a IndyCar Series, como eram os carros Lola e Panoz, a diferença entre a proximidade de pilotos e fãs e não descartou uma volta à Fórmula Indy caso a categoria troque de carros.

Acompanhe a entrevista em vídeo:


Entrevista realizada por Fábio Henrique Rodrigues


Não perca nesta quarta-feira (09) uma entrevista exclusiva com o ex-piloto da Indy, Christian Fittipaldi.

Romancini diz que na Fórmula Indy o trabalho do piloto é fundamental

Brasileiro que vai estrear na categoria pela Conquest faz retrospectiva da carreira e se mostra animado para estrear na São Paulo Indy 300.

ReUnion Sports & Marketing

O Brasil contará com seis pilotos na temporada 2010 da Fórmula Indy. Dois deles serão estreantes: Bia Figueiredo e Mario Romancini. O paulista, que tem apenas quatro anos de automobilismo, com passagens pela Fórmula Renault e Fórmula 3 Sul-Americana, competirá pela Conquest Racing em seu primeiro ano na categoria.

Na entrevista a seguir, Romancini conta como decidiu ir correr nos Estados Unidos, a expectativa de correr na Fórmula Indy, a ansiedade de participar da São Paulo Indy 300 e de sua rápida trajetória até chegar a uma categoria top.

A São Paulo Indy 300 acontece dia 14 de março e terá transmissão ao vivo pelos canais Band e Bandsports, além das rádios Bandeirantes e BandNews FM.

Confira abaixo a entrevista com Mario Romancini.

1. Sua carreira no automobilismo tem sido meteórica desde que você saiu do kart. Em sua opinião, qual o motivo deste sucesso tão rápido?

Mario Romancini Sempre tive como característica me adaptar rapidamente a todas as categorias pelas quais passei. Acredito que seja uma característica minha estudar todos os aspectos do carro e dos circuitos antes de cada prova, e isso ajuda na adaptação. Na verdade, não tenho como hábito somente sentar no carro e acelerar, mas sim trabalhar muito nos bastidores. Converso muito com meus engenheiros, acompanho a telemetria, e faço a lição de casa. Isso ajuda a me deixar preparado para acelerar quando é preciso. Além disso, procuro manter muito a concentração para não me envolver em acidentes. Acredito que, para terminar bem o campeonato, é preciso constância e por isso procuro, sempre, terminar as corridas na melhor posição possível. Se dá para brigar pela vitória, vou em frente. Se tenho carro somente para estar no pódio, procuro chegar lá. Acho que esse é o segredo.

2. Na Fórmula Renault e na Fórmula 3 Sul-Americana, as categorias pelas quais você passou no Brasil, você tinha rivais muito fortes e com equipamento muitas vezes superior. A Fórmula Indy é conhecida por ser uma categoria em que os carros são bem nivelados. Este foi um dos atrativos para sua ida aos EUA?

Mario Romancini Sim, sem dúvida. Em muitas das principais categorias do mundo, e o maior exemplo disso é a Fórmula 1, há poucas equipes em condições de vencer. Já nos EUA, e eu senti isso na Indy Lights, as chances de conquistar bons resultados são maiores, até mesmo pela existência de diferentes tipos de circuito. Alguns times têm carros bons para todas as pistas, e estes brigam pelo campeonato. Outros têm carros bons para ovais curtos, ou para ovais longos, e isso cria mais competitividade. Além disso, como os chassis são iguais, o trabalho do engenheiro e do piloto se sobressaem.

3. Suas duas vitórias na Firestone Indy Lights foram em circuitos ovais. Você parece bem adaptado a este tipo de pista, tão característica dos Estados Unidos. Como foi sua adaptação aos circuitos ovais?

Mario Romancini Na verdade, foi muito rápida. Já no primeiro treino que fiz no início de 2009, ainda sem contrato assinado para a Indy Lights, fiquei entre os mais rápidos mesmo dividindo a pista com pilotos mais experientes. E, já na primeira corrida, consegui um pódio. Acho que em relação aos ovais, ou você gosta, ou você não gosta logo de cara. E eu tive a sorte de gostar. Acho que, também por isso, estou bastante feliz e realizado no automobilismo norte-americano.

4. Depois dessa boa adaptação aos ovais, o fato de você estrear na Fórmula Indy em uma corrida de rua, no seu país, pode ser positivo?

Mario Romancini Positivo será, sem dúvida, pelo maior contato com a torcida brasileira e pela proximidade com patrocinadores. Além disso, esta é uma pista nova para todo mundo. Então começaremos, em tese, todos na mesma condição. Como terei feito somente dois treinos até a estréia, ainda estarei me adaptando ao carro, mas ao menos não terei que tirar o atraso de experiência em relação à pista.

5. A potência do carro da Indy é bem maior do que todos os carros que você pilotou até hoje. Isso vai exigir mais da sua preparação física?

Mario Romancini Sem dúvida, mas não somente pela potência. Se você for analisar os tempos de volta nos circuitos mistos, por exemplo, o Indy Lights não é muito mais lento que o F-Indy. A diferença principal é a duração das corridas. Na Indy temos provas de até 500 Milhas, enquanto na Indy Lights fazíamos 100 milhas. Já desde o ano passado meu treino físico vem sendo adaptado, pensando nessa exigência maior da Indy.

6. A Conquest tem um longo histórico de trabalhar com pilotos brasileiros. Mais recentemente, o Jaime Câmara e o Enrique Bernoldi correram pela equipe. Este fato ajudou na hora de fechar o contrato com eles?

Mario Romancini Acredito que o fato de ser brasileiro não tenha ajudado, não. A equipe tem um histórico, sim, de apostar em jovens talentos, e o fato de eu ser um piloto praticamente recém-chegado aos Estados Unidos, e já com um bom histórico de vitórias, ajudou mais. A Indy Lights é uma categoria muito competitiva, e que prepara muito bem os pilotos para a categoria principal. Acho que ter feito uma boa temporada no ano passado foi o que me abriu as portas para a Conquest neste ano.

7. Você espera enfrentar muitas dificuldades nesta sua primeira temporada na Fórmula Indy? O que você acha que pode ser seu principal obstáculo em 2010?

Mario Romancini Terei uma série deles, mas todos são normais em uma fase de aprendizado. O primeiro deles é a adaptação à nova equipe. Além disso, terei de conhecer as particularidades do novo carro, e também aprender algumas pistas que não fizeram parte do calendário da Indy Lights no ano passado. O outro fator são as corridas mais longas, que exigem mais estratégia e um pensamento mais amplo de cada corrida.

8. Você acredita que as suas duas vitórias na Firestone Indy Lights, em 2009, ajudaram a garantir esta vaga na Conquest?

Mario Romancini Sem dúvida nenhuma. Arrisco a dizer que elas foram decisivas para isso. Vencer na Indy Lights, que é quase tão competitiva quanto à categoria principal, é um indicativo de que o piloto está pronto para dar um passo adiante. As equipes sabem disso, e a Conquest, que nasceu como uma equipe de Indy Lights, sabe melhor ainda. Tenho que agradecer muito ao Eric Bachelart pela confiança em meu trabalho e, principalmente, pela tranqüilidade com a qual ele trata minha estreia. Como ex-piloto, ele conhece a natural fase de adaptação pela qual todos os pilotos novatos passam, e terei todo o apoio da equipe até estar totalmente em condições de brigar por bons resultados.

Blog da Indy entrevista Gualter Salles

Piloto brasileiro que disputou corridas da Indy fala com o Blog

O piloto carioca Gualter Salles correu na Fórmula Indy entres os anos de 1997 e 2003. O Menino do Rio como é conhecido também, fez uma prova pela Indy Racing League e outras quarenta e oito pela CART.

Estreando pela pequena Davis Racing em 1997, Gualter sempre teve dificuldades por competir em equipes pequenas, mas mesmo assim o piloto mostrou muita aplicação e conseguiu alguns bons resultados como a sétima posição em Laguna Seca no ano estréia e um ano depois Gualter conseguiria largar na segunda fila em Long Beach com um carro da Payton Coyne.

A única temporada completa que o piloto carioca competiu na categoria foi justamente a de estréia, pois depois Gualter enfrentou inúmeras adversidades como ele mesmo nos conta a partir de agora.

Desde já agradecemos o carinho que Gualter Salles teve com o Blog da indy e toda sua disposição.

Blog da Indy: Como surgiu a possibilidade de você ir correr nos Estados Unidos, após uma passagem pela Europa?

Gualter Salles: A Marlboro criou o Brazilian Team, e me levou para a Indy Lights ao lado do Tony e do Helinho, pois via mais possibilidade de retorno na America.

BDI: Você fez um ano apenas de Indy Lights, você esperava subir para a CART já na temporada seguinte?

GS: A idéia inicial era fazer dois anos, mas como as coisas correram bem e recebi uma proposta de três anos com salário bom, acabei optando por ir.Tinha também uma proposta para fazer mais um ano na Lights com a equipe Patrick e testando o carro da Cart. Optei pelo contrato com a Davis,que era a herdeira da antiga equipe Hall.

BDI: Você era vice-líder da categoria e estava há dez pontos apenas do líder David Empringham após vencer três provas consecutivamente (Portland, Cleveland e Toronto), você teve muitos problemas na fase final do campeonato sem pontuar nas últimas três corridas, o que houve exatamente neste período?

GS: Infelizmente nas ultimas provas o carro quebrou em todas. Foi uma pena porque o David Empringham tava muito mal no final e não seria difícil tirar a diferença.

BDI: Você conseguiu apoio de patrocinadores brasileiros para estrear na CART?

GS: Eu não precisei arrumar nada de patrocínio. O Jorge Cintra se associou ao Gerald Davis e me contrataram por três anos. Infelizmente no fim do primeiro ano a equipe ficou sem dinheiro e comprometeu muito meu futuro na categoria.

BDI: Como foi chegar a uma das principais categorias do automobilismo? Houve contatos com mais equipes entre 1996 e 1997, ou apenas a Davis Racing?

GS: O Pat Patrick gostava muito de mim ,assim como o Barry Green. Mas ambos queriam que eu fizesse mais um ano na Lights. Na época eram as duas equipes que estavam disputando o patrocínio da Brahma. Eu queria correr com eles ,mas na Indy e não na Lights. A Brahma acabou optando pela Patrick e pelo Raul Boesel. Queria que eu ficasse na Light. Preferi assinar com a Davis Racing e correr na principal. Talvez tenha sido meu maior erro. Não esperava que a Davis durasse só uma temporada.

BDI: A estrutura da equipe Davis Racing era muito limitada comparada as equipes menores, como Payton Coyne, Bettenhausen, Hogan?

GS: No começo do ano não, a estrutura era boa. Os engenheiros eram da equipe hall.Conforme a grana foi secando as coisas pioraram.

A estréia na categoria foi através da equipe Davis Racing em 1997.

BDI: Em Laguna você teve seu melhor resultado no seu anos de estréia, um sétimo lugar. Teve outros momentos marcantes nesta primeira temporada?

GS: Em Cleveland consegui fazer bom tempos no treino, assim como em Homestead e Nazareth.

BDI: No ano de 1998, você fez poucas provas na Payton Coyne, mesmo assim quando correu tinha resultados mais expressivos que os pilotos titulares da equipe. Você conquistou a segunda fila em Long Beach. Qual era a sua expectativa e da equipe para aquela corrida?

GS: Acabei substituindo o Vitolo (Dennis) que havia se machucado em Homestead. Long Beach é uma pista que eu sempre fui muito bem e acabei classificando em quarto. Na largada pulei pra terceiro e fiquei ali até o pit-stop. O pit foi um desastre e acabei voltando no meio do pelotão. Na prova seguinte no Japão classifiquei bem o carro também, acho que fui 7 se não me engano. Depois o Vitolo voltou.

O incrível treino classificatório de 1998: posição de honra na segunda fila para a Payton Coyne.

BDI: Em 1999, você mais uma vez teve dificuldades para correr no ano todo, inclusive chegou a disputar uma prova da IRL. Os carros daquela categoria eram muito diferente aos da CART?

GS: Pois é. Minha carreira na Indy (CART) estava complicada pelas dificuldades financeiras. Fiz uma prova na IRL, mas não era o que queria. Os carros eram muito diferentes, só andavam em oval na época. Os carros da CART eram bem mais avançados em todos os sentidos.

BDI: No ano de 2000, você correu seis provas pela Dale Coyne. Para o ano seguinte você tinha contrato assinado com a equipe e a SAB Trading, mas chegou à temporada e você não correu, o que houve?

GS: Os patrocínios não se confirmaram.

BDI: Pela mesma Dale Coyne, você voltou a correr na CART dois anos depois. A categoria se encontrava bem diferente, já em sua fase financeira decadente, mas mesmo assim com apoio da TV brasileira (RedeTV!). Neste ano você corria na StockCar também, como era correr nas duas categorias?

GS: Em 2003, entrei na StockCar brasileira e fiz metade do ano na Cart. Minha intenção sempre foi correr o ano todo na CART, mas já estava cansado de tentar tanto uma vaga competitiva e não conseguir. A Stock estava crescendo muito, e comecei a me envolver para buscar novos caminhos.Foi um ano muito corrido,mas gostei demais. Fazia o que mais gostava que era correr e corri muitas provas nesse ano.

BDI: Você se despediu da CART em 2003 com um sexto lugar na Austrália, seu melhor resultado. Você pretendia voltar em 2004 ou o ciclo e a motivação para correr na nova ChampCar havia acabado com a CART?

GS: Foi bem legal me despedir com um sexto lugar com uma equipe pequena na época. Eu queria muito continuar em 2004, mas não queria passar novamente pela frustração de correr algumas provas somente. A stock crescia em passos largos e acabei comprando uma equipe em parceria com o Mauro Vogel, que é um gênio na preparação de carros. Estamos juntos até hoje.

Gualter se despediu da CART em 2003 na Austrália com o melhor resultado de sua história: 6º lugar.

BDI: Das pistas que você competiu nos Estados Unidos, qual a que você mais gostava e qual você não tinha intimidade?

GS: A pista mais legal era Elkhart Lake e a que eu menos gostava era Fontana.

BDI: Neste final de semana foi realizado a prova da Stock Car no Rio de Janeiro e você estava lá. Qual a sensação de ver o autódromo cada vez mais mutilado e lembrar-se da época da Rio400 e Rio200, ainda mais por você ser carioca?

GS: É muito triste ver uma pista espetacular ser destruída dessa maneira. O Prefeito do Rio Eduardo Paes disse que só está esperando saber se os Jogos Olímpicos serão ou não no Rio, para reformar ou construir uma nova pista.

BDI: Mesmo com todas as dificuldades que você encontrou na CART, você considera a categoria como especial? O que você achou da unificação com a Indy Racing League e a maneira como foi unificada, como tendo base toda predominância de regulamento técnico da IRL?

GS: Fiquei muito feliz com a unificação, pena ter demorado tanto. Sempre se soube que um dia isso aconteceria e o regulamento da IRL seria predominante. A grana estava lá e Indianápolis também. A CART era sensacional,no auge a popularidade no Brasil era próxima a da F1. Os carros andavam todos no mesmo segundo e era difícil apontar um vencedor.

BDI: Qual o piloto que você tinha mais amizade na categoria e ele te ajudava bastante nos primeiros anos?

GS: Não tive muita ajuda de ninguém não. O Christian Fittipaldi e o seu manager Fernando Paiva foram grandes amigos. Gosto muito do Helinho, do Tony e do Cristiano da Matta. Sempre me dei bem com todos lá.

BDI: Atualmente você está acompanhando o campeonato deste ano? Apostaria em quem para vencer o campeonato?

GS: Não tenho acompanhado muito, mas torço muito para que o Tony e o Helinho vençam um dia o campeonato porque eles merecem e têm muito talento. Acho que o Dixon é o favorito no momento.

BDI: O publico que acompanhou a carreira do Gualter Salles tem algum local na internet que pode acompanhar o Gualter atualmente?

Possuo um site de poker chamado www.tvpokerpro.com e lá tem sempre notícia minhas.

BDI: O que Gualter Salles faz hoje em dia?

GS: Hoje em dia eu sou dono de uma equipe de StockCar,os pilotos são Thiago Camilo e Paulo Salustiano, e sou jogador profissional de Poker. Sou patrocinado pelo maior site de poker do mundo (Pokerstars) e disputo campeonatos em vários países.

Gualter Salles também está no Twitter, para segui-lo basta clicar: http://twitter.com/gualtersalles

Você pode comentar esta entrevista aqui.

Blog da Indy entrevista Caio Lara

Piloto que atualmente disputa a Fórmula Mazda, sonha em chegar a Fórmula Indy.

Nesta semana o Blog da Indy realizou mais uma entrevista, desta vez com uma jovem promessa do automobilismo brasileiro, Caio Lara.

Há dois anos nos Estados Unidos, Caio espera chegar a Fórmula Indy nos próximos quatro anos e falou como foi o inicio de sua carreira no Kart, a passagem pela Fórmula Ford até chegar à Star Mazda.

O piloto brasileiro que compete pela equipe JDC MotorSports está em oitavo lugar na tabela de pontuação, mas ainda pode chegar entres os três primeiros. Lara irá falar sobre os custos da categoria, qual será o próximo passo e em quem aposta para ser o campeão da Fórmula Indy 2009.

Confira abaixo a entrevista de Caio Lara.


Parte 1


Parte 2

Entrevista com o piloto Raphael Matos

Piloto da Luczo Dragon Racing respondeu as perguntas do Blog da Indy.

Na semana passada após a corrida de Sonoma, o piloto brasileiro Raphael Matos foi entrevistado pelo Blog da Indy através do assessor de imprensa da equipe Luczo Dragon Racing, Kirk Reynolds. O piloto que completou vinte e oito no final de agosto falou de suas passagens pelas categorias de base, sobre o prêmio de dois milhões de dólares que não recebeu da ChampCar, da estréia na Indy, o título de novato do ano e chegar entre os dez primeiros do campeonato.

Acompanhe na integra a entrevista com Raphael Matos.

Blog da Indy: Como é chegar em uma categoria de ponta do automobilismo mundial, e todos te olhando como um campeão de todas as categorias que você passou? Claro que é o melhor cartão de apresentação, mas existe pressão também?

Raphael Matos: Chegar na Fórmula Indy foi uma coisa que eu sempre sonhei e trabalhei desde o primeiro dia que resolvi correr nos EUA. A pressão sempre existiu, ainda mais agora neste nível, tenho responsabilidades com patrocinadores e temos que mostrar resultados, claro tudo dentro da nossa capacidade. A equipe e nova e temos pouca experiência e muito pouco desenvolvimento no carro e ainda estamos construindo nossa estrutura.

BDI: Ainda nas categorias de base, qual a sua conquista que foi mais dura e a que lhe deu mais prazer pelo nível de competitividade e promoção profissional?

RM: Acredito que o campeonato de Atlantic foi muito disputado e competi contra o Frank Perera que já tinha experiência de GP2 e F1, não tive a oportunidade de usar os 2 milhões de dólares que ganhei porque a Champ Car estava falindo, mas tomei a decisão certa de competir no ano seguinte de Indy Lights pela Andretti Green. Ganhar o campeonato de Indy Lights foi certamente a minha maior conquista profissional e também o que abriu as portas para que eu entrasse na Fórmula Indy.

BDI: Até 2007 você tinha sua carreira praticamente voltada para a Champ Car. Vocês pilotos que estavam nos Estados Unidos já esperava a unificação das duas categorias?

RM: Sim, a unificação era esperada, mas ninguém sabia quando iria acontecer.

BDI: O que exatamente aconteceu com o prêmio de US$ 2 milhões pela conquista da Atlantic? Qual a equipe da ChampCar que você estava mais próximo de acertar para 2008?

RM: Nunca fui premiado com os 2 milhões, foi um problema porque a categoria estava falindo e a temporada de ChampCar custava entre cinco e seis milhões numa equipe competitiva. Estava negociando com a PKV Racing e com a Forsythe, no final das contas a PKV perdeu um dos patrocinadores e não podia mais me oferecer um contrato e a Forsythe decidiu não mais competir depois da unificação.

BDI: Caso você realizou algum teste com carros da ChampCar, qual foi este carro e como era guiar um ChampCar que era do ano de 2007 e a diferença com o IndyCar que são os mesmos chassis desde 2003?

RM: Infelizmente nunca cheguei a testar os carros da antiga ChampCar.

BDI: Em qual pista o piloto Raphael Matos mais gostou de pilotar até hoje?

RM: Gosto muito de Road America e Watkins Glen.

BDI: Em um campeonato de nível tão alto como a Fórmula Indy faz muita falta ter um companheiro de equipe?

RM: Muito, no momento essa e a nossa maior deficiência.


BDI: Chip Ganassi e Penske estão um degrau acima das equipes na IRL desde o ano passado. A estrutura da sua equipe Luczo Dragon Racing permite lutar por quais posições em pista?

RM: Isso depende da pista e de uma serie de outras coisas, mas diria que hoje pelo desenvolvimento e estrutura que temos andar entre os dez, isso já é uma vitoria pra gente.

BDI: Seu patrão é filho de um dos maiores ícones do automobilismo mundial. Você pensa um dia em pilotar um carro de Roger Penske?

RM: Qual piloto não gostaria né? Mas no atual momento sou contratado pela Luczo Dragon e quero dar o melhor de mim para minha equipe.

BDI: Sua maior batalha neste ano é com o holandês Robert Doornbos pelo título de novato do ano, briga está super acirrada entre vocês dois. Faltando três provas em ovais, você acha mais fácil ou difícil pelo acerto que a Luczo Dragon Racing tem para este tipo de circuito?

RM: Acho que temos todas as condições de vencer o titulo de novato do ano, andei na frente dele na maioria dos ovais de uma milha e meia e acredito que minha equipe tenha um acerto bom para as próximas corridas que são todas ovais de 1 milha e meia.

BDI: E no campeonato geral, você almejava alguma posição especifica no inicio da temporada?

RM: Esperava terminar entre os dez.

BDI: Para 2010 já existe algum contrato ou contato com equipes para a disputa do campeonato da IndyCar do ano que vem?

RM: Provavelmente continuarei na Luczo Dragon.

BDI: Qual a sua expectativa para a corrida do Brasil? Tem alguma cidade preferida? Você preferia que fosse em um autódromo misto, um circuito de rua ou mesmo no oval de Jacarepaguá onde a CART já realizou provas?

RM: Gostaria que fosse uma pista de rua no Rio De Janeiro, o lugar é maravilhoso e acho que seria um sucesso de público, e para os pilotos brasileiros seria incrível pilotar em uma cidade tão bonita e na frente dos fãs brasileiros.

BDI: Falando ainda no calendário 2010, pistas como Road America, Portland e Laguna Seca fazem falta ao calendário da Indy, já que estas provas eram tradicionalíssimas da categoria?

RM: São pistas maravilhosas , espero que um dia possamos voltar a correr lá. Portland não gosto tanto, mas Laguna é a pista perfeita para um carro de Fórmula Indy.

BDI: Na época da Indy500 (em maio) você declarou que em 1989 quando Emerson ganhou que você estava com seu pai no sofá assistindo a corrida. Como você vê a situação dos fãs da Indy que querem assistir as corridas da categoria hoje, mas a emissora que detém os direitos de transmissões não a passa na íntegra?

RM: Fico chateado por vocês, mas não tem muito o que eu posso fazer, sugiro aos fãs que acompanhe pela internet também.

BDI: Como Minas Gerais produz tão bons pilotos (vide você, Bruno e Cristiano) se não tem autódromos? Seu sentimento seria ainda maior correndo uma etapa da Indy na capital mineira caso BH entrasse na disputa também por ser sede?

RM: Sempre tivemos que ir pra São Paulo correr de kart e de carro, era nossa única opção. Correr na minha cidade natal seria um sonho, mas tem que existir vontade política pra que um evento desse porte possa acontecer. Pelo pouco que entendo da política de Minas Gerais, não vejo essa possibilidade em um futuro próximo, mas quem sabe um dia.

Entrevista da semana: Danilo Dirani

Jovem piloto brasileiro fala de sua passagem pela Fórmula Atlantic nos Estados Unidos para tentar chegar a Champ Car World Series (Fórmula Mundial).

Na última corrida realizada pela Fórmula Truck há dois domingos em Londrina, o Blog da Indy teve o prazer de conhecer e entrevistar o piloto paulista Danilo Dirani que nos recebeu com muito carinho e dedicação, já passava das seis da tarde e depois de um dia de muitos treinos, Danilo conversou com Jackson Lincoln Lopes.

A conversa começou cedo, ainda estava claro o dia...

Danilo Dirani que atualmente disputa o campeonato da Fórmula Truck e participa da Copa Shifter de Kart em São Paulo é reconhecido mundialmente pelos seus inúmeros campeonatos vencido no kartismo nacional, mas nem todos sabem que Dirani esteve próximo de correr no automobilismo top nos Estados Unidos.

...e acabou anoitecendo.

No ano de 2006 o piloto estreou na Champ Car Atlantic e tinha como objetivo ser campeão da categoria de acesso a Champ Car. Dirani correu pela equipe Condor Motorsports que contava com um orçamento de aproximadamente 30% da equipe Conquest Racing daquele ano que teve Graham Rahal como campeão daquele ano.

Nesta entrevista, o piloto comenta sobre os carros, as corridas, o campeonato e sua participação na então principal categoria de base para monopostos da América, além claro de contar como está sendo correr na Fórmula Truck.

Téo José, Acaz Felleger e Danilo Dirani: Muita conversa sobre automobilismo antes da entrevista para o Blog da Indy.

Desde já gostaríamos de agradecer mais uma vez ao piloto Danilo Dirani, o seu assessor Acaz Felleger e Téo José que foi quem chamou Danilo Dirani para a nossa conversa. O jovem piloto mostrou uma enorme simpatia e um papo bem descontraído antes da entrevista.

Confira a entrevista na íntegra:

Entrevista com Felipe Giaffone

Comentarista da Rede Bandeirantes de televisão, Felipe Giaffone conversou com o Blog da Indy contando suas histórias na Fórmula Indy.

Neste último final de semana em Londrina foi realizado o Grande Prêmio Aurélio Baptista Félix de Fórmula Truck, valendo pela sexta etapa do campeonato 2009. A pole-position e a vitória ficou com Felipe Giaffone.

A conversa com Felipe foi no sábado à tarde por volta das 16h30 e durou aproximadamente meia hora. Incrível foi a forma que Giaffone recebeu o Blog da Indy. O piloto conquistou a pole em torno das 15h40 e após isso foi para a cabine da Truck com o segundo e terceiro do treino para realizar a entrevista coletiva. Quando Felipe saiu da cabine lá estava o Blog da Indy. Felipe foi tão gentil e simpático que perguntou que horas queríamos a entrevista, a resposta claro, não poderia ser outra: Quando você quiser Felipe. O piloto da equipe RM Competições decidiu fazer no mesmo instante e nos convidou para ir até o seu boxe.

Momentos da entrevista: Felipe parecia um amigo das antigas contando suas aventuras na Indy.

Presenteamos o ex-piloto de Fórmula Indy com um DVD da corrida de Kentucky que ele venceu em 2002. Felipe observou as perguntas, pois as passamos antes de começar a entrevista de forma oficial, e ele viu que todas eram bastante pertinentes a sua carreira no automobilismo Top. O piloto conversou conosco da forma mais simpática possível e era nítido que o filme de sua vida passava em sua mente enquanto estávamos lá conversando com ele.

Giaffone respondeu todas as perguntas sem papas na língua e falou desde sua chegada nos Estados Unidos até a profissão de comentarista da Indy na Band. Espero passar para vocês todo o calor da conversa e o prazer que foi para nós do Blog da Indy estar conversando com Felipe, tenho certeza que ele também gostou muito.

A entrevista ficou tão extensa que tivemos que dividir em três partes para o YouTube aceitar.

Parte 1



Parte 2



Parte 3

Danilo Dirani é mais um entrevistado na Truck

Piloto brasileiro quase chegou a Champ Car World Series

No último final de semana em Londrina, o Blog da Indy teve o prazer de conhecer o jovem piloto paulista Danilo Dirani que vem esbanjando talento na Fórmula Truck neste ano de 2009.

Três temporadas atrás o piloto que hoje está na equipe ABF Volvo, participava de sua última temporada em monopostos. Danilo chegou a pensar em correr na ChampCar World Series em 2006, mas devido a problemas financeiros e o prêmio de dois milhões de dólares oferecido pela Atlantic, o piloto resolveu encarar este desafio e com um equipamento inferior aos seus adversário conseguiu um sétimo lugar, dois pontos atrás do quinto colocado.

Danilo irá falar de sua passagem pela Atlantic na próxima semana, veja o quanto o piloto foi super legal com o Blog da Indy, confira a chamada para a entrevista:


Entrevista da semana

Comentarista da Band falou com o Blog da Indy

Felipe Giaffone conversou com o Blog da Indy no sábado após conquistar a pole-position para a corrida de Londrina, sexta do campeonato braisleiro de Fórmula Truck 2009.

Por mais de meia hora de conversa, Giaffone contou sua história na Indy Lights, os testes na Fórmula CART, a chegada a Indy Racing League, o retorno ao Brasil e o dia mais louco de sua vida, nas 500 milhas de Indianápolis de 2005.

Vejam o recado de Felipe para os leitores do Blog da Indy:


Cristiano da Matta longe da aposentadoria.

Piloto mineiro vai para os Estados Unidos mês que vem.

Na semana retrasada (02/08) no programa Esporte Espetacular exibido pela Rede Globo de Televisão foi apresentado uma matéria sobre a recuperação dos pilotos de automobilismo após acidentes graves. Nesta mesma matéria apareceu o piloto mineiro Cristiano da Matta e no final da reportagem da parte do piloto campeão da Fórmula Indy de 2002, foi dito o seguinte: “Na volta à pista o piloto passou mal, vomitou e decidiu encerrar a carreira”.

Como o Blog da Indy já tinha a informação que Cristiano da Matta não tinha encerrado a carreira, decidimos entrar em contato direto com o piloto para tirar a história a limpo.

O piloto mineiro Cristiano da Matta falou com exclusividade ao Blog da Indy.

No momento Cristiano da Matta não está competindo no automobilismo, mas segundo ele está longe de pendurar as luvas e o capacete. Atualmente Cristiano da Matta está competindo em provas de “moutain bike” em Minas Gerais, até mesmo para manter a forma física. Outra atividade que o piloto tem é uma banda, composta por ele e seus irmãos. Mas a ocupação do piloto que chegou liderar uma prova de Fórmula 1 com uma Toyota no segundo ano da equipe na categoria não para por aí, Cristiano também trabalha na empresa da família, a Da Matta Design, ou seja, o piloto tem uma grife.

“É um esporte que sempre pratiquei, mas este ano, como tenho tempo, estou competindo. É legal pra matar a saudades. É competição também. Ate agora tem feito muito bem pra mim, mas é lógico que tenho muitas saudades do carro de corrida”, comentou o mineiro que está participando de alguns campeonatos na região de Belo Horizonte.

Felipe da Matta, Gustavo da Matta e Cristiano da Matta: Irmãos competem de moutain bike, formam a banda e ainda tem a grife que leva o nome da família.

Cristiano diz que o principal motivo por não estar competindo no momento é a atual situação econômica do automobilismo, como a crise global afetou todos os segmentos da economia e principalmente o automobilismo (como vimos saindo a equipe Honda da F1 e recentemente a BMW) que é um esporte caro, várias montadoras, fábricas e patrocinadores deixaram muitas categorias.

“Esta é a situação econômica do mundo este ano, complicou muito a todos no automobilismo. Muito patrocinadores caíram fora. Eu tenho muitos amigos no automobilismo e nos somos muitos pilotos esperando uma chance este ano. É difícil e triste, mas esta acontecendo. Espero que esteja no fim.Não sou nem perto de ser economista, mas escuto muita gente falando que ano que vem as coisas vão começar a clarear nos Estados Unidos e Europa”, disse Cristiano.


No vídeo abaixo, acompanhe alguns trechos de nossa conversa com o piloto campeão da Indy Lights de 1998 e da CART em 2002, o piloto fala de seu problema ocorrido na etapa de Laguna Seca da Grand-Am no ano passado, a sua viagem para os Estados Unidos mês que vem e que ainda pensa na Fórmula Indy, mas acha difícil, acompanhe!



Queremos agradecer mais uma vez ao piloto Cristiano da Matta pelo carinho e a forma que nos atendeu, muito disposto, muito educado e muito interessado em passar informação ao público que o acompanha. A mesma categoria que o piloto tinha nas pistas ele tem em atender as pessoas.

Comente AQUI sobre está notícia!

Homenagem em 2006

Em 2006 na etapa da Fórmula 1 em São Paulo, alguns fãs do piloto brasileiro tiveram a atitude levar uma faixa e passar uma mensagem positiva ao piloto mineiro que estava se recuperando de seu grave acidente em Elkhart Lake. Colaboraram com a faixa: Fábio Henrique, Filipe Calado, Jackson Lincoln Lopes, James Azevedo, Nishan, Renato Granito, Rodrigo Barros, Tarcísio Holanda e Virgílio Franco.

Por telefone, Cristiano da Matta nos disse que viu a foto que enviamos por email e ficou bastante feliz ao ver a faixa e achou uma atitude muito bacana de nossa parte.

Virgílio, Fábio, Jackson e Rodrigo. Três anos depois, dois deles estão no projeto Blog da Indy.

Faixa de apoio ao piloto hasteada no ponto mais alto do setor G da reta oposta em Interlagos.

Hélio Castroneves fala com o Blog da Indy

@H3lio Castroneves convida em seu Twitter para a entrevista de nosso Blog! Siga o piloto da Penske clicando aqui no Twitter e também o @Blog da Indy!


Na quinta-feira da semana passada, o piloto brasileiro Hélio Castroneves concedeu uma entrevista exclusiva para o Blog da Indy. O piloto brasileiro falou a respeito de toda a sua carreira na Fórmula Indy até a corrida do Brasil do próximo ano.
Leia agora na íntegra as vinte perguntas feitas ao piloto brasileiro que está em sua décima temporada na equipe Penske com o carro Nº3 que soma 205 largadas na Indy, 37 poles-positions e 22 vitórias.

Blog da Indy: Como foi a decisão da Indy Lights em Fontana com o Tony Kanaan e tudo sendo decidido nos últimos metros?
Hélio Castroneves: Foi muito eletrizante, eu acabei perdendo o Campeonato por apenas dois ou três pontos, algo assim. Mas que eu tentei de tudo, eu tentei.

BDI: O que você pode nos dizer do seu primeiro ano de CART, quando você conseguiu um pódio em Milwaukee e despertou o interesse de muitas equipes?
HCN: Foi um ano difícil, pelo fato de ser meu primeiro ano, e com uma equipe pequena. Mas aprendi muito, e ter chegado em segundo foi uma combinação de vários fatores.

BDI: Em 1999, já na Hogan você fez uma pole em Milwaukee e batalhou com Montoya principalmente em Nazareth e Portland. Como foi duelar com o campeão de 1999, com um chassi Lola super inferior ao Reynard que era tetra-campeão da categoria?
HCN: Muito bom poder mostrar que uma equipe mesmo pequena, porém muito organizada, estava conseguindo disputar com um equipe campeã como a Ganassi. Fiquei muito contente, e é uma pena que naquela época tivemos muitos problemas mecânicos.

BDI: Na última corrida de 1999, você vinha fazendo uma grande prova, até o seu motor Mercedes estourar. Naquele mesmo dia Carl Hogan anunciava o fim da equipe Hogan. Antes de você e Roger Penske terem contatos, quais equipes estava mais próxima de acertar com você para 2000?
HCN: Muito poucas equipes, mas quem estava disposta a nos ajudar era a Walker Racing.

BDI: Como foi a chegada a Penske, a estrutura da maior equipe da Fórmula Indy, o inicio do convívio com o Gil de Ferran e com o próprio Roger?
HCN: Foi um momento muito emocionante para mim, por estar andando com uma das melhores equipes mundial de corrida, e poder aprender muito com o Gil de Ferran, que na época já tinha muita experiência, o que me ajudou muito a crescer dentro do automobilismo.

BDI: A primeira vitória veio em Detroit. A comemoração que virou símbolo para o mundo todo foi pensada ali na hora, como foi aquele momento?
HCN: Foi uma reação de pura espontaneidade, de momento, não tinha planejado, eu simplesmente segui o meu extinto.


Hélio Castroneves venceu sua primeira corrida em Detroit, 2000.

BDI: Em 2001, a primeira grande vitória. Além da sua habilidade e competência em conduzir o Dallara Oldsmobile #68, qual fato foi determinante para a conquista das 500 milhas daquele ano já que você vinha de outro campeonato, acostumados com outro carro, outro regulamento?
HCN: A preparação da equipe Penske, que principalmente para as 500 milhas de Indianápolis, sempre se preparou muito bem. Que alias é o fato característico da Penske.

BDI: Falando em Indianápolis, qual pista é mais perigosa para os pilotos? Indianápolis, Michigan, Fontana ou você pensa em outra?
HCN: Todo oval é muito perigoso, não tem uma única pista que é mais ou menos segura. Dependendo do angulo, qualquer pista que você bate, você pode se machucar.

BDI: E o GP do Texas de 2001 pela CART que não aconteceu, seria realmente uma fatalidade correr com os motores turbo por lá?
HCN: A velocidade que estávamos atingindo era muito alta, então realmente, o mais seguro foi não ter a corrida.

BDI: No final de 2001 a mudança para a Indy Racing League. Como você se sentiu com essa mudança e ter que virar somente para a esquerda durante três anos seguidos?
HCN: Uma decisão pensada, e ficar em uma equipe de ponta, que era a Penske. E hoje voltamos a virar para direita e para a esquerda.

BDI: Quando você cruzou a linha dos tijolos mais famosos do mundo em 2002, pela segunda vez você vencia em Indianápolis em duas participações. Aquela corrida foi marcada pela bandeira amarela na última volta. O Paul Tracy que disputava a volta final com você chegou a falar diretamente com você sobre o resultado final da prova, ou ele nem questionou nada?
HCN: Nós não nos falamos logo após a corrida, só fomos nos falar um tempo depois. Mas ele nunca teve nada contra mim, simplesmente uma situação que se eu tivesse no lugar dele eu faria a mesma coisa.

BDI: No final de 2003 com a chegada do Bi-campeão Sam Hornish Jr., houve alguma pressão pela chegada dele, ou alguma desmotivação por conta da aposentadoria do Gil de Ferran?
HCN: O Sam foi muito bem recebido, sabíamos que com a presença dele, nossa equipe iria crescer em relação aos circuitos ovais.

BDI: Como foi correr nas pistas mistas e de rua depois de tanto tempo longe destes traçados?
HCN: Foi como andar de bicicleta, demorou um pouco, mas o carro acabou se adaptando bem nesse tipo de circuito.

BDI: Você já nos mostrou que é bom em todo tipo de pista. Mas atualmente a Penske tem um acerto melhor para algum tipo de circuito que você prefira para ficar mais competitivo? Qual o circuito que você mais gostou de correr em toda sua carreira nos Estados Unidos?
HCN: Esse ano a Penske trabalhou muito nos circuitos de 1milha e meia. E parece que melhoramos muito desde os anos interiores. Indianápolis, sem duvida, é minha preferida.

BDI: Em 2008 “bateu na trave”! Este ano você “faz o gol” e trás o sexto título da Indy para o Brasil?
HCN: A gente espera que o goleiro de uma “frangada”, "risos", estamos trabalhando duro pra isso, mas sem duvida precisamos que o goleiro de uma furada, e deixe a bola passar.

BDI: Em Richmond, você chegou a incrível marca de 200 largadas na categoria, passando assim as 199 largadas que pertenciam a Raul Boesel, e no Texas conquistou a 22ª vitória sua na Indy, e é ao lado de Emerson Fittipaldi, o maior vencedor da Indy para o Brasil. Qual a meta do destruidor de recordes brasileiros na Indy, Hélio Castroneves?
HCN: Os recordes existem para ser quebrados, e vamos continuar trabalhando para quebrar mais e mais recordes.

BDI: O que você pode assegurar sobre a corrida da Fórmula Indy no Brasil para o ano que vem? E como pode ter corrida no Brasil se não tem transmissão das corridas ao vivo para o Brasil?
HCN: Só sei que a corrida será no Brasil, e a data será 14 de marco. Mas não sabemos onde vai ser ainda. Tendo a corrida no Brasil, vai aumentar o interesse e o conhecimento do fã brasileiro, com isso empresas poderão patrocinar para que as corridas sempre passem ao vivo.


Hélio Castroneves e o presidente Lula conversam sobre a corrida da Fórmula Indy no Brasil para 2010.

BDI: Você correu tanto na CART como na IRL. O que vocês pilotos pensavam e diziam entre si nesta briga de anos entre rivalidade de ChampCar (CART) e IRL?
HCN: Sempre soubemos que era um erro, ter esse tipo de briga. E ainda bem que a categoria encontrou uma solução para poder se juntar.

BDI: Como vocês pilotos estão reagindo a “renúncia” de Tony George? Ele é tido como vilão da separação da categoria desde 1995. Como vocês que fazem o espetáculo da Indy reagiram à saída dele?
HCN: Para mim não mudou nada :)

BDI: Rick Mears ficou de 1978 (fundação da Penske na Indy) até 1992. Helinho está na nona temporada já com a equipe alvirrubra. Você pretende ficar mais tempo que ele na escuderia do Roger e ganhar mais 500 milhas de Indianápolis?
HCN: Se eu puder conquistar o que o Rick Mears conquistou seria uma honra!

Comente aqui sobre a entrevista.

Confira um clipe especial com as três vitórias de Hélio Castroneves nas 500 milhas de Indinápolis.

 
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