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O dia que a consciência falou mais alto que o dinheiro.

Depoimentos sobre o final de semana do dia 29 de abril de 2001.

Estamos prestes à sexta etapa da temporada 2009 da Fórmula Indy que será realizada no Texas Motor Speedway, como dito no Blog da Indy, esta corrida está no calendário da Indy Racing League desde 1997, e já houve dezenove GP’s disputados neste oval. Esse número era para ser arredondado para vinte, mas um problemão no ano de 2001 acabou por cancelar a prova que seria realizada sob organização da CART.

O grande problema encontrado foi a falta de segurança, e isso fez com que a CART visando a segurança dos pilotos em uma atitude até mesmo surpreendente já que envolvia muita grana no evento pensou no lado humano como deve ser feito, mas que não é fácil encontrar na sociedade capitalista.

Consultando um especialista da NASA, Steve Olvey o médico da categoria foi informado de que os pilotos não resistiriam a uma corrida de 600 quilômetros neste circuito oval, com a maior força G já registrada na história da Fórmula Indy. A prova teria que ser interrompida a cada 20 voltas, com uma bandeira amarela, para que os pilotos pudesse se recuperar. "Com a realização desta corrida, estaríamos passando dos limites", disse Olvey. "Em uma pista tão inclinada e rápida como essa, a aceleração lateral do carro é muito grande. É a chamada força G que pressiona os pilotos contra o chão, fazendo com que se sintam comprimidos. O corpo humano só suporta continuamente uma aceleração lateral de 4,5g, e aqui correriam 600 quilômetros a 4,33g. O sangue se concentra em um só lado do cérebro e os pilotos podem perder noção do espaço", explicou o médico.

Dr. Steve Olvey explicando os problemas da força gravitacional.

Vejamos agora alguns depoimentos dos da época:

"É frustrante não realizar uma prova, mas a segurança dos pilotos vem primeiro. Um discurso de dar inveja em políticos pela correção e obviedade”, disse o presidente da CART na época Joseph Heitzler.

“É ainda mais rápido do que nós pensávamos", reconheceu o brasileiro Tony Kanaan, da Mo Nunn, mais rápido na primeira sessão livre e que terminou o dia com o segundo melhor tempo. Kanaan fez sua melhor volta no oval de 1,5 milha (2,41 quilômetros) em 22s912, média de 374.735 km/h.

Carpentier foi ver de perto a inclinação da pista.

"Minha expectativa era que atingíssemos 228 milhas (366,852 km/h'', admitiu. Brack, o dono do melhor tempo, teve média de 376,230 km/h na volta em que cravou 22s821. "Fiz um bom treino porque meu carro estava bem acertado e não porque já conhecia o circuito'', disse o sueco.

"É rápido para caramba. É preciso muito cuidado''. Mas a melhor demonstração de espanto foi dada pelo francês Nicolas Minassian, que fez apenas o 11º tempo e teve como melhor média "apenas'' 370,371 km/h. "Tudo o que eu posso dizer é uau! Nunca andei numa pista assim. É como estar numa montanha russa'', afirmou.

Os companheiros de Newman Haas Racing conversando sobre o cancelamento da prova.

"Nunca dei tantas voltas de pé embaixo como hoje (ontem). O problema é que o traçado não foi desenhado para este tipo de carro, que tem muita aderência. Nosso desafio é tirar o máximo de pressão aerodinâmica possível para que o arrasto não prejudique a performance", descreveu Gugelmin. Quanto à segurança da pista, Gugelmin falou como piloto e presidente da CDA (Associação dos Pilotos). "Os organizadores executaram as obras solicitadas pela CART. Fizeram cercas e muros para aumentar a segurança dos pilotos e do público".

"Não gostei da pista. Um lugar onde é só você acelerar, não tem graça. Gosto de pilotar. Mas aqui, é capaz de meu irmão, que nunca pilotou um carro na vida, virar o mesmo tempo que eu'' criticou o piloto da Newman-Haas Cristiano da Matta.

Esta temporada foi fatal para a CART, e foi ai que ela começou a decretar sua falência. A segunda etapa da temporada seria realizada no Brasil, pela primeira vez no circuito misto do Rio de Janeiro e o GP Texas 600 Km seria a quarta etapa do ano de 2001, em quatro provas previstas, apenas duas foram realizadas. No Brasil o problema foi financeiro e nos Estados Unidos foi a falta de segurança. Com isso a categoria passou a imagem de “amadora” e começou a perder credibilidade. Se por um lado a categoria CART acabou dois anos depois, pelos menos a decisão de não correr no oval texano foi acertada com relação a vida dos pilotos, pois fatalmente poderia ter acontecido acidentes perigosíssimos nesta pista que não comportava os carros turbinados e com aerodinâmica diferenciada da atual IndyCar.

Vale lembrar que nos treinos livres os pilotos Cristiano da Matta e Maurício Gugelmin tiveram seus carros completamentes desrtruídos após se chocarem no muro do oval texano.

Acompanhe um vídeo do final de semana da prova cancelada e surpreenda-se com as velocidades alcançadas nesta pista.

Primeiro oval da temporada!

JustificarFórmula Indy 2009: Kansas Speedway, o primeiro oval do ano.

A terceira etapa do mundial de Fórmula Indy acontece neste domingo a partir das 18:00 horas no circuito oval do Kansas Speedway. Esta será a primeira etapa da Fórmula Indy em uma pista oval no ano de 2009. O autódromo que fica localizado na Cidade do Kansas tem uma milha e meia de extensão. O campeonato da Fórmula Indy de 2009 tras o escocês voador Dario Franchtti na primeira colocação com oitenta e quatro pontos na tabela de classificação. O melhor brasileiro na pontuação é Tony Kanaan, dezenove pontos atrás do piloto escocês. A Rede Bandeirantes de televisão anuncia em sua grade de programação que a prova será em compacto a partir das 19:30, enquanto o canal por assinatura BandSports transmite a prova ao vivo.

Cidade
A cidade fica a beira do rio Missouri.

Kansas City ou Cidade do Kansas é a maior cidade do estado do Kansas, Estados Unidos que se encontra as margens do rio Missouri. Com aproximadamente cento e cinqüenta mil habitantes, também é o maior pólo comercial do estado, e faz fronteira com sua homônima do estado do Missouri e também é interligada através do rio Missouri com a importante Saint Louis, de Illinois.

Circuito
Vista do belissímo oval do Kansas Speedway.

Em janeiro de 1998 é aprovado um financiamento para a construção de um autódromo oval na região metropolitana de Kansas City, o loca escolhida é Kansas City do estado do Kansas, onde foi construído um circuito tri-oval de uma milha e meia para setenta e cinco mil espectadores. Os pilotos da Nascar Bobby Labonte, Rusty Wallace e Kenny Schrader ajudam na promoção do circuito junto ao promotor maior Bill France. Em maio de 2000 a Nascar e a Indy Racing League definem que a partir do próximo ano farão corridas no Kansas Speedway. Na primavera de 2001 o complexo de velocidade Kansas Speedway está totalmente pronto e em abril do mesmo ano a primeira categoria a correr no mais novo oval norte-americano é a ARCA. No mesmo mês, as equipes da Indy Lights (quando ainda era categoria de base da CART) são convidadas para realizarem testes coletivos no oval. Mas os primeiros IndyCars a acelerarem no oval do Kansas, veio só em junho de 2001, e um mês depois seria realizada a primeira corrida de Indy no oval do Kansas.
Atualmente as três divisões principais da Nascar, a Indy Lights e a Fórmula Indy competem no oval do Kansas. Durante o final de semana da Indy no Kansas, tanto no sábado como no domingo serão oferecido ao público vip a “experiência Indy dois seater”, que são pessoas que andaram a bordo de um IndyCar duplo, onde o piloto Arie Luyendyk Jr., conduzira o IndyCar com estas pessoas.

David Nalbandian com Davey Hamilton de piloto no Indy experience two seater.

Corrida

A etapa do Kansas normalmente vinha sendo disputada desde a corrida inicial da Indy no Kansas no mês de julho, porém desde 2007 a IndyCar vem realizando suas provas no mês de abril, antecedendo as 500 milhas de Indianápolis e servindo como preparação para a corrida mais importante do ano. A corrida é disputada em duzentas voltas, ou seja, trezentas milhas.
Em 2007 a corrida marcou pela primeira vez em um único evento automobilístico de ponta, a participação de três mulheres, Milka Duno, Danica Patrick e Sarah Fisher. O único piloto a vencer a corrida por mais de uma vez é o inglês Dan Wheldon que triunfou nos últimos dois anos quando corria pela equipe Chip Ganassi. Entre os brasileiros Airton Daré venceu em 2002 e Tony Kanaan venceu três anos depois.

Dan Wheldon quer manter o retrospecto no Kansas Speedway.

Vencedores

Ano – Piloto - Equipe
2001 – Eddie Cheever Junior – Team Cheever
2002 – Airton Daré – A. J. Foyt
2003 – Bryan Herta – Andretti Green Racing
2004 – Buddy Rice – Rahal Letterman Racing
2005 – Tony Kanaan – Andretti Green Racing
2006 – Sam Hornish Junior – Team Penske
2007 – Dan Wheldon – Chip Ganassi Racing
2008 - Dan Wheldon – Chip Ganassi Racing

Airton Daré foi o primeiro brasileiro a vencer no Kansas.

Programação

Sábado (25 de abril)

11:00 – Treino livre da Indy Lights.
12:00 – Treino livre para os novatos do ano.
12:30 – Treino livre geral para todos os pilotos.
16:00 – Definição do grid de largada da Fórmula Indy.
17:30 – Definição do grid de largada da Indy Lights

Domingo (26 de abril)

11:00 – Indy Two Seater
12:00 – Warmup Indycar
14:00 – Corrida da Indy Lights em 67 voltas.
18:00 – Kansas Lottery Indy 300 – 200 voltas.

Long Beach: A mais charmosa etapa da Indy!

A segunda etapa do campeonato mundial de Fórmula Indy será realizado nas ruas da cidade de Long Beach, que fica localizada no sudoeste do estado da Califórnia, nos Estados Unidos. Pela trigésima quinta vez a cidade realiza o seu evento automobilístico denominado “Grande Prêmio Anual”. Claro que para chegar a estes trinta e quatro GP’s já disputados, os organizadores contabilizam a primeira corrida no circuito de rua temporário mais famoso e charmoso dos Estados Unidos que foi válido pela Fórmula 5000, as oito corridas da Fórmula 1 que foram realizadas por lá e mais outras vinte e cinco da Indy (que eram organizadas pela CART e Champ Car posteriormente). Junto com Toronto e Edmonton ambas no Canadá, Long Beach é uma das corridas que foi incluída no calendário da IndyCar que fazia parte da Champ Car World Series até ano passado, onde foi realizada a última corrida da história daquela categoria.
Por ser uma corrida em uma cidade bastante badalada e correr no litoral californiano, a corrida é comparada por suas belezas, paisagens e tradições como a corrida Mônaco da Fórmula 1. A IndyCar tem contrato de mais cinco anos junto aos promotores da prova da Califórnia.

Cidade

Localizada aproximadamente trinta quilômetros ao sul de Los Angeles, é banhada pela costa do pacifico e tem um dos principais portos marítimos dos Estados Unidos. A população de Long Beach esta beirando os 500 mil habitantes. A cidade tem uma vasta exploração petrolífera que é encontrado na bacia de Long Beach, além de produção de aviões e peças para automóveis. Também é a casa de empresas multinacionais como a Epson norte-americana. Long Beach é uma cidade que também tem grande destaque em alta tecnologia para exploração espacial. A média de temperaturas anuais da cidade é de 18ºC, e no mês de abril quando é realizado o Grande Premio da Indy é de 23ºC. Em 1998 na semana do GP chegou a nevar na cidade devido ao fenômeno “El niño”, porém no final de semana a chuva e o sol apareceram para elevar a temperatura. A cidade costeira californiana tem uma vasta rede de hóteis, restaurantes e transportes alternativos para se acomodar e facilitar a vida de quem deseja ver a corrida.

Visual central de Long Beach: Local da corrida!

Circuito de rua temporário

Criado em 1975 para abrigar a primeira grande corrida da cidade, válida pela Fórmula 5000, foi construído um circuito de 3251 km, onde tinha como reta principal a Avenida Shoreline Drive, a mesma reta principal que temos até hoje, porém os boxes eram na reta oposta, onde ficou até 1983 na última vez em que a Fórmula 1 correu nas ruas da Californiana Long Beach. Em 1984 fazendo parte agora do calendário da Fórmula Indy, os organizadores do evento mudaram pela quarta vez o traçado do circuito diminuindo cerca de seiscentos metros. Em 1988 houve a menor mudança da história no traçado, apenas deixaram mais fechada uma chicane na reta oposta. Em 1992, visando melhorar os pontos de ultrapassagem da pista, excluíram um ponto onde havia quatro curvas na reta oposta, deixando a Rua Seaside Way fazendo parte do circuito com aproximadamente 500 metros como uma grande reta e se tornou referencia para os pilotos realizarem suas ultrapassagens. No ano de 1999, aumentaram em quatrocentos metros o tamanho do circuito e acabram com a curva um do circuito que virava para a direita a mais de vinte anos, agora a curva passou a ser contornada para a esquerda. No ano seguinte, não satisfeitos com a mudança, resolveram trazer de volta os carros para passarem pela Avenida Pine, uma das principais avenidas que cortam a cidade de Long Beach. Desde 2000, o circuito temporário de rua de Long Beach permanece sem mudanças em seu traçado e tem atuais 3148 metros. Abaixo mostraremos nas mesma foto, os diferentes traçados nestes 35 anos.




Em 1997 houve uma reforma na avenida principal para aumentar a saída do pit-lane.




Uma volta em Long Beach no ano de 1999 (penúltima reforma)




Uma volta em Long Beach em 2004 (atual circuito)



Corrida

A corrida que é realizada desde meados da década de 70 ao longo dos anos vem se consolidando como uma das mais importantes provas do automobilismo mundial, e por isso as arquibancadas que cercam o circuito estão sempre lotadas. Desde 1985 a corrida é realizada no mês de abril, justamente para ser evitada a possibilidade de chuvas durante o final de semana, mas nem sempre isso se realiza. Além da IndyCar, nos fins de semana de corrida, a cidade recebe também corridas da American Le Mans Series, Toyota Pro, Speed Challenge e da Indy Lights. A corrida geralmente tem cerca de uma hora e cinqüenta minutos e na largada é freqüente acontecer incidentes e acidentes por ser uma curva bem lenta após virem da longa reta.

O Grande número de torcedores presente nas provas de Long Beach foi um dos fatores decisivos para ida do GP ao calendário da IndyCar IRL.

Extra pista

Além da emoção pura da velocidade praticamente de manhă e tarde toda, o público que estará presente no autódromo, terá ainda a oportunidade de ver shows de rock, modelos deslumbrantes, festivais de cerros, tunning, e muitas outras atrações que só a administração de Long Beach consegue realizar. No Auto Club Lifestyle Expo, há uma área, onde tem se vários carros de várias categorias diferentes, mais de 200 mil pessoas passam por este salão no fim de semana que tem corrida na cidade

Dentro do autódromo a um parque chamado Lifestyle Expo onde muitos carros são expostos ao público.

Histórico do Grande Prêmio

A família Andretti é mais tradicional da pista de Long Beach. Mario, tem dezenove participações na prova e é o recordista de largada nesta corrida, sendo que em quatro destas largadas foi o vencedor, uma pela Fórmula 1 e as outras três pela Indy, além de ser o pole position em outras quatro oportunidades. Já o filho de Mario, Michael Andretti tem uma largada a menos que o pai e conta com duas vitórias nas charmosas ruas de Long Beach além de ser pole por três oportunidades. Mas o maior vencedor é de outra tradicional família, os Unser, porém somente o campeão mais novo da família é que venceu em Long Beach, com quinze largadas apenas, Al Jr. venceu por seis vezes e foi pole em duas oportunidades. Dos pilotos em atividades na Indy, o único que já venceu a prova é Will Power que substitui o brasileiro Hélio Castroneves que também já venceu a prova no ano de 2001. Para o Brasil, Long Beach não é um dos locais com mais sorte verde-amarela, já que apenas temos duas vitórias está de Castroneves e uma outra com Nelson Piquet em 1980, ainda quando o GP era válido pela Fórmula 1. Em termos de poles o Brasil tem melhor desempenho em relação a vitórias, já que Gil de Ferran fez três poles (1996, 1997 e 2000), Hélio Castroneves uma (2001), Tony Kanaan uma (1999) e Bruno Junqueira uma (2004).
Além de marcar o nome na história ao vencer a corrida de Long Beach, esta corrida em diversas oportunidades decide quem será o campeão do ano, dos vinte e cinco GP’s disputados pela Indy, por onze vezes o campeão da temporada foi o mesmo que venceu esta corrida.

Em 2001 o histórico pódio brasleiro: Para espantar o azar e tabus.

Veja o vídeo da vitória brasileira com imagens da TV Record:


Vencedores

1975 – Fórmula 5000 – Brian Redman - Lola
1976 – Fórmula 1 – Clay Regazzonu - Ferrari
1977 – Fórmula 1 – Mario Andretti - Lotus
1978 – Fórmula 1 – Carlos Reutemann - Ferrari
1979 – Fórmula 1 – Gilles Villeneuve - Ferrari
1980 – Fórmula 1 – Nelson Piquet - Brabham
1981 – Fórmula 1 – Alan Jones - Williams
1982 – Fórmula 1 – Niki Lauda - McLaren
1983 – Fórmula 1 – John Watson - McLaren
1984 – CART – Mario Andretti – Newman Haas Racing
1985 – CART – Mario Andretti – Newman Haas Racing
1986 – CART – Michael Andretti – Kraco Racing
1987 – CART – Mario Andretti – Newman Haas Racing
1988 – CART - Al Unser Jr. – Galles Racing
1989 – CART - Al Unser Jr. – Galles Racing
1990 – CART - Al Unser Jr. – Galles/Kraco Racing
1991 – CART – Al Unser Jr. – Galles/Kraco Racing
1992 – CART - Danny Sullivan - Galles/Kraco Racing
1993 – CART - Paul Tracy - Penske
1994 - CART – Al Unser Jr. - Penske
1995 – CART – Al Unser Jr. - Penske
1996 - CART – Jimmy Vasser – Chip Ganassi Racing
1997 – CART – Alex Zanardi – Chip Ganassi Racing
1998 – CART – Alex Zanardi – Chip Ganassi Racing
1999 – CART – Juan Pablo Montoya – Chip Ganassi Racing
2000 – CART – Paul Tracy – Team Green
2001 – CART – Hélio Castroneves - Penske
2002 – CART – Miachael Andretti – Motorola Green Racing
2003 – CART – Paul Tracy – Forsythe Championship Racing
2004 – Champ Car – Paul Tracy – Forsythe Championship Racing
2005 - Champ Car – Sebastien Bourdais – Newman Haas
2006 – Champ Car – Sebastien Bourdais – Newman Haas
2007 – Champ Car – Sebastien Bourdais – Newman Haas
2008 – Champ Car – Will Power – KV Racing

Al Unser Junior e suas incríveis seis vitórias pela Indy emLong Beach: 1988, 1989, 1990, 1991, 1994 e 1995.

Programação

17/04/2009 - Sexta-feira
Portões abertos – 11:00.
Abertura da Lifestyle Expo – 12:00.
Treino livre da ALMS - 13:00 – 13:40.
Treino livre da IndyCar - 14:00 – 15:30.
Toyota Pro/Celebrity practice - 15:45 – 16:15.
Firestone Indy Lights practice - 12:30 – 17:15.
Treino livre da IndyCar - 18:00 – 19:00.
Classificação da Toyota Pro/Celebrity - 19:15 – 19:45.
Classificação da ALMS - 19:55 – 20:55.
Sessão de autógrafos da IndyCar (IndyCar Paddock) - 20:00 – 21:00.
Team Drifting - 21:05. – 21:25.
Treino livre da SPEED GT Challenge - 21:30. – 21:55.
Show com a Banda El tri no Concert Starring - 22:00.
Fechamento da Lifestyle Expo - 22:00.

18/04/2009 - Sábado
Portões abertos - 11:00.
ALMS Warmup - 11:30 – 11:45.
Abertura da Lifestyle Expo - 12:00.
SPEED GT Challenge practice - 12:05 – 12:35.
Treino classificatório da Indy Lights - 12:45 – 13:30.
Treino livre da IndyCar - 14:25 – 15:25.
Corrida da Toyota Pro/Celebrity - 15:40 – 14:40.
Team Drifting - 16:50 – 17:10.
Treino classificatório da IndyCar - 18:10 – 19:40.
Corrida da ALMS - 20:15 – 21:55.
Fechamento do Lifestyle Expo - 22:00.
Show com a Banda Puddle of Mudd no Light Rock-N-Roar Concert - 22:00

19/04/2009 - Domingo
Portões abertos -11:00
Abertura da Lifestyle Expo - 12:00
Classificação da SPEED GT Challenge - 12:00 – 12:30
Warmup da IndyCar - 12:40– 13:10
Corrida da Indy Lights - 13:40 – 14:50
Team Drifting - 11:05 a.m. – 15:30
Atividades Pré pista da IndyCar - 13:30
35th Annual Toyota Grand Prix of Long Beach IndyCar 16:15 – 18:30.
Corrida da SPEED GT Challenge - 20:15 – 21:15
Fechamento do Lifestyle Expo - 21:30

Além da corrida, muitos outros eventos acontecem em Long Beach durante o Grande Prêmio, um deles será o show de sábado com a banda Pop Puddle of Mudd.

Primeira parada de 2009: Saint Petersburg!

Uma cidade litorânea onde muitos europeus e também onde os próprios norte americanos vão passar férias, esta é Saint Petersburg. Próxima de alcançar os 250 mil habitantes, a cidade localizada na Flórida receberá pela sexta vez uma corrida da Indy (uma pela CART e outras quatro pela IRL). Depois de algum tempo, novamente abrirá a temporada de corridas da Indy. É considerada a cidade da Luz do sol devido a passar mais de 350 dias do com sol em sua faixa litorânea. A cidade turística foi fundada em 1876 por John C. Williams.

Bem vindos a St. Pete.

A cidade tem que fica no golfo do México tem clima subtropical e no mês de abril que se realizará a prova tem temperaturas mínimas chegando a cinco graus e máxima em trinta e três. Mesmo ficando próximo a áreas de tornados, a cidade não é atacada pelas forças naturais drasticamente há quase noventa anos.
Além do seu rico e vasto litoral, Saint Petersburg tem um campus da Universidade do estado da Flórida além de mais duas faculdades. Também há um leque de museus e teatros espalhados pela cidade. A cidade foi palco de cenas da trilogia Piratas do Caribe.
No centro da cidade tem se muitas lojas de varejo e muitos restaurantes com enormes variedades de vinho.

A marina de Saint Petersburg em fim de semana da Indy.

As ruas do centro da cidade além de tudo isso, são sede de eventos automobilísticos. em 1985, a categoria de protótipos Trans-Am Series realizou sua primeira prova na cidade até o ano de 1990, retornando em 1996, 1997 e 2003. Nos anos de 1989 e 1990 recebeu provas da IMSA. No final da década passada, havia corridas de Fórmula Ford 2000 e Barber Dodge. Em 2003 ressurgiu o mundo do automobilismo de Saint Pets., com o primeiro Grande Premio de Fórmula Indy (válido pela CART) e que até hoje faz parte do calendário, agora sob comando da IndyCar, junto com a Indy, é realizado provas da ALMS e da Indy Lights.

Primeiro traçado utilizado (1985-1990)
Circuito utilizado nos fins dos anos 90'.
Atual circuito, utilizado desde 2003.

O circuito mudou de traçado por três vezes, uma em cada década até o atual. Nos anos 80, era utilizada como reta principal a Bay Shore Dr. Já na década seguinte, a reta principal era da primeira avenida. O atual circuito tem como reta principal uma das pistas do aeroporto Albert Whitted, localizado próximo ao centro da cidade e ligando a partes do primeiro traçado do circuito.

Vista aérea do Aeroporto que tem como base o circuito

Em 2003 na primeira vez que a CART correu por lá, Sebastien Bourdais fez a pole com 1:00.928, já Tony Kanaan ano passado fez a pole position com a marca de 1'02"532. Hélio Castroneves é o único brasileiro que venceu em corridas válidas pela Indy, em 2006 e 2007, Jaime Melo Jr. Venceu em 2007 pela GT2 da ALMS e Raphael Matos venceu por duas vezes na Infiniti Pro Series em 2006 e em 2008 uma vez pela Indy Lights.

Toronto de volta em 2009.

Depois de um ano de ausência, Toronto está no calendário 2009 da IRL.

A Molson Indy Toronto celebrará em 2009 a sua vigésima terceira edição anual de um dos eventos mais importantes e de maior sucesso do automobilismo canadense. Essa é uma tradição iniciada em 1986 no circuito de rua do Exhibition Place, um parque de exposições próximo ao centro da cidade canadense de Toronto, na província de Ontario.

Localizado as margens do Lago Ontário e a apenas 10 minutos do centro da cidade, o Exhibition Place possui 192 acres de um parque de alta qualidade e várias construções históricas e importantes de Toronto. Nas proximidades estão outros pontos importantes da cidade, como o ginásio onde joga o Toronto Raptors, time de basquete da NBA, e a CN Tower, uma gigantesca torre de televisão que é uma das construções mais altas do mundo, com os seus 553,3 metros de altura.

O lugar recebe anualmente mais de 100 eventos especiais, entre feiras e shows. Os principais eventos ali realizados são a Canadian National Exhibition, a Caribana Parade, a Royal Agricultural Winter Air e a corrida Molson Indy Toronto.

A idéia de realizar uma corrida no centro de Toronto surgiu em 1968, mas essa idéia levou quase 20 anos para ser concretizada. Em 1968 John F. Basset Jr (filho do dono do jornal Toronto Telegram) e Don Hunt, executivo da Sun Publishing, anunciaram a intenção de criar um circuito de corridas no Exhibition Place, para receber corridas anuais de indycars e de carros de Fórmula 1.

Para organizar e promover o evento foi criada uma empresa chamada Lakeshore Raceway. A idéia inicial era criar um circuito de 3,7 km com a linha de largada/chegada e os pits localizados no Exhibition Stadium e usando a longa avenida Lakeshore Boulevard como reta oposta.

Infelizmente para eles houve grande oposição inicial por parte dos moradores próximos ao Exhibition Place que temiam o barulho e a bagunça que as multidões provocariam nas vizinhanças, dos proprietários do circuito misto de Mosport Park, então recém inaugurado e que temiam a concorrência e finalmente daqueles que se opunham ao uso de um local público (o Exhibition Place) por uma companhia privada (a Lakeshore Raceway).

Embora tivessem obtido a aprovação em todos os níveis do governo, os planos de Basset e Hunt tiveram que ser abandonados devido a ações judiciais da Ratepayers Association local (espécie de Associação de Moradores). Assim se passaram 7 anos e eis que em 1975 a idéia de correr nas ruas de Toronto ressurgiu, justamente através dos promotores do Grande Prêmio do Canadá de Fórmula 1 em Mosport Park. Como os custos de realização da corrida e da ampliação das acomodações do circuito de Mosport Park estavam se tornando proibitivos, até eles passaram a defender a realização da prova no centro de Toronto, no Exhibition Place.

Mas mais uma vez os moradores de Toronto não estavam dispostos a ceder e o Grande Prêmio do Canadá de Fórmula 1 foi para Ile Notre-Dame, em Montreal, no ano de 1977, onde permanece até os dias de hoje.

Em 1984 a poderosa cervejaria canadense Molson comprou os direitos de realização de corridas da então CART no Canadá. Naquele ano eles patrocinaram uma prova da categoria no circuito trioval de 1,2 km de Sanair, próximo a Montreal. Essa prova recebeu a denominação de Sanair Molson Indy e marcou o início da tradição das provas denominadas "Molson Indy" que aconteceriam ininterruptamente nos mais de 22 anos seguintes (houve a interrupção neste ano, devido a união das categorias e a prova canadense não ter data).

A entrada da Molson no negócio fez com que os planos de realizar corridas no Exhibition Place de Toronto voltassem a tona. O grupo Molson fez então uma enorme campanha de convencimento da população local e obteve a aprovação para o evento em todos os níveis governamentais.

Em 26 de Novembro de 1985 uma conferência de imprensa foi marcada para anunciar que Toronto teria finalmente a sua corrida. A primeira edição da Molson Indy Toronto aconteceria então em 20 de Julho de 1986, perante um enorme público de de 60 mil espectadores. O circuito montado no Exhibition Place tinha 2,769 km de extensão e aproveitava a idéia de Bassett e Hunt da reta oposta na avenida Lakeshore Boulevard.

Emerson Fittipaldi marcaria a pole-position daquela histórica prova, mas ao final a vitória seria de Bobby Rahal.

Mas a frase que mais foi usada para descrever a primeira Molson Indy Toronto de 1986 foi "an idea whose time had come" (uma idéia cuja hora havia chegado), mas talvez o cronista Frank Orr, do Toronto Star, tenha melhor descrito a mágica daquele momento ao escrever num artigo que a corrida era "an idea that took a very long time to get here" (uma idéia que precisou de um tempo muito longo para ser concretizada").

Naquele mesmo ano de 1986 a CART se despediria do acanhado circuito oval de Sanair e a partir de 1987 a prova de Toronto se consolidaria como o principal evento da categoria em território canadense.

O sucesso da Molson Indy Toronto abriu as portas da categoria para a entrada de novas provas em território canadense, patrocinadas também pela Molson: a partir de 1990 até 2004 com a Molson Indy Vancouver e a partir de 2002 com a Molson Indy Montreal. Isso sem contar com uma grande geração de bons pilotos canadenses que vieram na esteira dos eventos: Paul Tracy, Greg Moore, Jacques Villeneuve, Scott Goodyear, Alex Tagliani, Patrick Carpentier, etc...

Ao longo dessas quase 22 edições, a Molson Indy Toronto sempre se caracterizou pela presença maciça de público e pela dificuldade do traçado, onde é muito difícil ultrapassar. O ponto mais claro de ultrapassagem no circuito é na freada forte da curva fechada no final da reta oposta (a Lakeshore Boulevard). O circuito atual tem 2,77 km de extensão e 11 curvas e pela primeira vez será usado com atuais chassis da IndyCar e com motores aspirados.

Mas história é o que não falta nessa corrida. Eis alguns fatos marcantes de algumas de suas edições:

1987: Emerson Fittipaldi vence a prova após disputa acirrada com Danny Sullivan na última volta. Eles se tocam, Sullivan roda e Emerson vence. Luciano do Valle transmite a prova pela Band e delira, dizendo que Emerson tinha sido acima de tudo muito homem na disputa com Sullivan, não deixando barato a ultrapassagem.

1989: No ano em que Emerson conquistaria o título da temporada, ele estava irresistível ao volante do seu Penske/Chevrolet. Em Toronto ele tenta uma difícil ultrapassagem sobre Michael Andretti na freada no final da reta oposta e ambos se tocam. Só que desta vez quem se dá bem é Michael Andretti, que vence a prova e Emerson tem que se conformar com o segundo lugar.

1996: A tragédia. Final de prova e o piloto mexicano Adrian Fernandez, da equipe Tasman, se encaminha para a surpreendente primeira vitória da sua carreira na CART. Eis que no final da reta oposta os carros dos pilotos Stefan Johansson e Jeff Krosnoff, em disputa por posições intermediárias na prova, emparelham e tocam rodas. O carro de Krosnoff voa e é arremessado violentamente contra o muro interno da pista, atinge uma árvore e se despedaça, aterrissando na pista que fica coberta de destroços. Krosnoff e um fiscal de pista atingido pelos destroços morrem, numa grande tragédia para a CART.

2001: A corridas em circuitos de rua naquela época vinham sendo disputadas num marasmo e monotonia que irritavam. Então aconteceu o milagre em Toronto. Numa recuperação inacreditável, Michael Andretti, que rodara e quase levara volta dos líderes no início da corrida, ultrapassa praticamente todos os adversários e vence de forma sensacional a Molson Indy Toronto numa das maiores atuações individuais de um piloto da CART numa corrida. Andretti provava que naquela pista ele era o rei sem nenhuma contestação, conquistando a sua sétima vitória na prova, um recorde até hoje imbatível.

A visão e os esforços pioneiros de John Bassett foram reconhecidos pelo corpo diretor da Molson Indy em 1988, com a criação do prêmio John F. Bassett Jr Award, para premiar pessoas, organizações ou eventos no Canadá que tivessem contribuído de maneira significativa para o desenvolvimento e para o crescimento do automobilismo no Canadá. O primeiro premiado no caso foi o próprio John F. Bassett, numa premiação póstuma, já que infelizmente Bassett não viveu o bastante para assistir ao sucesso tardio da sua idéia.






Confira o traçado e os vencedores do circuito de Toronto.


Ano Piloto
2007 Will Power (DP01/Cosworth)
2006A.J. Allmendinger (Lola B2K/03 - Ford)
2005Justin Wilson (Lola B2K/03 - Ford)
2004Sebastien Bourdais (Lola B2K/03 - Ford)
2003 Paul Tracy (Lola B2K/03 - Ford)
2002 Cristiano da Matta (Lola B2/00 - Toyota)
2001 Michael Andetti (Reynard 01I - Honda)
2000 Michael Andetti (Lola B2K/00 - Ford)
1999 Dario Franchitti (Reynard 99I - Honda)
1998 Alex Zanardi (Reynard 98I - Honda)
1997 Mark Blundell (Reynard 97I - Mercedes)
1996 Adrián Fernandez (Lola T9600 - Ford)
1995 Michael Andetti (Lola T9500 - Ford)
1994 Michael Andetti (Reynard 94I - Ford)
1993 Paul Tracy (Penske PC22/93 - Chevrolet)
1992 Michael Andetti (Lola T9200 - Ford)
1991 Michael Andetti (Lola T9100- Chevrolet)
1990 Al Unser Jr. (Lola T9000 - Chevrolet)
1989 Michael Andetti (Lola T8900 - Chevrolet)
1988 Al Unser Jr.. (March 88C - Chevrolet)
1987 Emerson Fittipaldi (March 87C - Chevrolet)
1986 Bobby Rahal (March 86C - Ford)

Como Cleveland faz falta...

Cleveland, o circuito do aeroporto.

Depois da união entre IndyCar Series e Champ Car World Series, várias pistas tradicionais norte-americanas ficaram de fora do calendário de 2008 e 2009 da categoria unificada. Resta saber se estes circuitos tão nostálgicos e que eram a cara da categoria até a cisão em 1995 retornarão um dia ao certame. Vamos aqui falar de uma pista do estado de Ohio, localizada em Cleveland.

O Burke Lakefront Airport é um aeroporto secundário localizado junto ao centro da cidade de Cleveland, no estado de Ohio. Ele foi instalado num aterro que foi construído sobre o lago Erie, um dos grandes lagos americanos, localizado próximo a fronteira com o Canadá. A área ocupada pelo lago pertence ao estado de Ohio, mas o terreno do aterro, as instalações e o aeroporto pertencem a cidade de Cleveland.

Em 1942 o conselho da cidade de Cleveland aprovou um plano para a construção do aterro e a instalação do aeroporto, num local próximo ao centro da cidade onde há vários anos já aconteciam pousos e decolagens de hidroaviões.

O prefeito de Cleveland da época era Thomas A. Burke e em reconhecimento aos seus esforços para viabilizar a construção do aeroporto, este foi rebatizado com o nome de Burke Lakefront Airport em lugar do nome inicialmente dado de Cleveland Lakefront Airport.

A construção aconteceu em várias etapas e a primeira pista pavimentada de 5200 pés (1580 metros) só ficou pronta no verão de 1957, permitindo ao aeroporto receber mais de 100 aviões por dia, o que levou a necessidade de construir também uma torre de controle, que ficou pronta apenas em 1961. Posteriormente foi construída uma segunda pista de 6198 pés (1800 metros), que se tornou a pista principal do aeroporto,

A ampliação da área do aterro aconteceu durante os anos 60 e 70 e o aeroporto começou a receber vôos de linhas aéreas comerciais, o que aconteceu até o ano de 1990. A partir dali, embora ainda tenha um grande movimento de passageiros, o aeroporto opera somente com pousos e decolagens de jatos executivos, helicópteros, táxis aéreos, aeronaves militares e escolas de pilotagem. A área total ocupada é da ordem de 480 acres.

Infelizmente a manutenção do Burke Lakefront Airport em operação gera um prejuízo anual da ordem de 1 a 1,4 milhões de dólares, o que poderia levar ao seu fechamento, ainda mais porque a sua localização o torna sempre alvo da pressão de ecologistas e da agência de proteção ambiental americana, a EPA. Por enquanto quem está pagando essa conta é o mais movimentado aeroporto principal de Cleveland, chamado de Hopkins Airport, já que as contas desses aeroportos são convenientemente vinculadas. Mas certamente é um motivo de preocupação para o futuro e espera-se que os responsáveis encontrem soluções para que ele não seja um dia fechado.

Principalmente porque esse Burke Lakefront Airport de 1982 o local de uma tradicional e pitoresca corrida do calendário das extintas CART/ChampCar: o Grand Prix of Cleveland. Neste ano de 2008, não tivemos a realização da vigésima sétima edição ininterrupta dessa prova, que geraria algo em torno de 25 milhões de dólares para a economia da região.

Todos meses de Junho ou Julho, as operações do aeroporto ficavam suspensas durante um final de semana inteiro para que os carros mais rápidos do mundo disputassemo Grand Prix of Cleveland.

Essa prova deve a sua existência ao espírito empreendedor de Ernie Holden, um advogado nascido em Cleveland e que teve a idéia de aproveitar o Burke Lakefront Airport para uma corrida de monopostos. Com a ajuda de Chuck Newcomb, presidente da C.K. Newcomb and Associates e organizador do National Show Air, Holden transformou seu sonho em realidade. Sendo um veterano promotor de eventos, Chuck Newcomb usou a sua influência junto a FAA (agência federal de aviação dos Estados Unidos) para obter a autorização para o uso do aeroporto e coordenou as negociações junto a CART para a definição do circuito e para a realização das primeiras corridas.

O circuito temporário atualmente utilizado tem 2,106 milhas de extensão (3,389 km) e aproveita as duas pistas principais do aeroporto e algumas das interligações entre elas, formando uma pista de corrida totalmente plana e inacreditavelmente larga nas retas. Para se ter uma idéia, a pista de 5200 pés do aeroporto tem largura de 100 pés (31 metros) e a pista de 6198 pés tem largura de impressionantes 150 pés (mais de 45 metros)!

Essa pista de 3,389 km é utilizada desde 1990, uma vez que de 1982 até 1989 o circuito era um pouco mais longo, com 3,812 km de extensão. Nessa época a reta de largada ainda não levava diretamente a curva 1 (cotovelo) do circuito. Havia uma chicane para a esquerda logo após a largada, então uma reta curta e se chegava no cotovelo.

Embora criticada por alguns pilotos devido a excessiva ondulação do asfalto, com vários “bumps”, o circuito de Cleveland é uma pista de alta velocidade onde a média horária por volta supera os 210 km/h, mas já chegou a mais de 230 km/h há alguns anos atrás, quando os carros da Fórmula Mundial eram mais potentes e havia a guerra dos motores. Além das ondulações, os pilotos precisam se preocupar em achar os pontos de tangência e de freadas corretos para fazer as curvas, já que a pista é plana e faltam pontos de referência como árvores, monumentos, construções, etc. para a orientação do piloto. Ultrapassar em Cleveland não é o problem.

A única condição crítica durante a prova é a largada, dada com os carros em movimento e alinhados dois a dois. A largada é dada numa das retas de pista de aeroporto e ela termina numa curva fechada para a direita, um verdadeiro cotovelo. Isso significa que até uns cinco carros podem chegar juntos na entrada da curva, mas apenas um ou dois conseguem passar de cada vez. Um afunilamento que com muita freqüência provoca acidentes com eliminação de carros logo na largada da corrida.

É torcer para os dirigentes da cidade e categoria fazer com que se esforcem para trazer a prova de volta. Mas agora com o calendário já divulgado para 2009, somente em 2010 ela terá chance de retornar a Indy.


Confira o traçado de Cleveland:


Ao longo desses quase 25 anos de história, Cleveland tem sido um circuito de grandes pilotos e de grandes vitórias. Eis algumas passagens inesquecíveis do fundo do baú da memória:

1987: Emerson Fittipaldi vence o Grand Prix of Cleveland pela primeira vez. A Band transmite a corrida ao vivo para o Brasil.

1993: Você acha que o duelo entre René Arnoux e Gilles Villeneuve no GP da França de 1979 em Dijon-Prenois foi o melhor da história do automobilismo? Pense bem, pois o duelo entre Emerson Fittipaldi e Nigel Mansell pelo segundo lugar no GP de Cleveland de 1993 foi igual a aquele ou até melhor, com várias ultrapassagens seguidas entre 2 campeões do mundo!

1996: Gil de Ferran vence o duelo contra Alex Zanardi e conquista em Cleveland a última vitória da lendária equipe de Jim Hall.

1999: Juan Pablo Montoya vence em uma prova cheia de alternativas após um super duelo com Gil de Ferran, em uma corrida onde fez sol, chuva e sol novamente.

2000: Roberto Moreno conquista em Cleveland uma vitória suada e merecida, após 15 anos disputando corridas na categoria. Emocionante é pouco para descrever o que foi a choradeira de Moreno ao final da corrida.

2003: Pela primeira vez na história do automobilismo, uma categoria Top, corre em um circuito misto de noite.


Confira os vencedores de Cleveland:


Ano Vencedor
2007P.Tracy (DP01 - Cosworth)
2006A.J.Allmendinger (Lola B2K/03 - Ford)
2005P.Tracy (Lola B2K/03 - Ford)
2004 S.Bourdais (Lola B2K/03 - Ford)
2003 S.Bourdais (Lola B2K/03 - Ford)
2002 P.Carpentier (Reynard 02I - Ford)
2001 D.Franchitti (Reynard 01I - Honda)
2000 R.Moreno (Reynard 2KI - Ford)
1999 JP.Montoya (Reynard 99I - Honda)
1998 A.Zanardi (Reynard 98I - Honda)
1997 A.Zanardi (Reynard 97I - Honda)
1996 G.de Ferran (Reynard 96I - Honda)
1995 J.Villeneuve (Reynard 95I - Ford)
1994 A.Unser Jr. (Penske PC23/94 - Ilmor)
1993 P.Tracy (Penske PC22/93 - Chevrolet)
1992 E.Fittipaldi (Penske PC21/92 - Chevrolet)
1991 Mi.Andretti (Lola T9100 - Chevrolet)
1990 D.Sullivan (Penske PC19/90 - Chevrolet)
1989 E.Fittipaldi (Penske PC18/89 - Chevrolet)
1988 Ma.Andretti (Lola T8800 - Chevrolet)
1987 E.Fittipaldi (March 87C - Chevrolet)
1986 D.Sullivan (March 86C - Ford)
1985 A.Unser Jr. (Lola T900 - Ford)
1984 D.Sullivan (Lola T800 - Ford)
1983 A.Unser (Penske PC-11 - Ford)
1982 B.Rahal (March 82C - Ford)


 
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