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Onze anos sem o inesquecível Greg Moore.

Correndo com gigantes.

Neste domingo (31), completa mais um ano sem o promissor Greg Moore, o 11º ano sem ele. Após dois anos seguidos de dia das Bruxas, o Blog da Indy sempre lembrou do canadense contando a sua história. Neste ano vamos relembrar com mais detalhes uma passagem que poucos sabem de Greg Moore.

É de conhecimento de todo fã da Indy e de Greg Moore, que o piloto iria competir na equipe Penske a partir de 2000, mas que devido ao acidente fatal em Fontana no dia 31 de outubro de 1999, Greg não pode cumprir este contrato.

Greg acelerando o Penske de Al Unser Jr. que venceu a Indy 500 e o campeonato de 1994 da Indy.

No entanto, cinco anos antes, o canadense teve seu primeiro contato com Roger Penske. Em seu segundo ano de Indy Lights, o piloto recebeu um convite especial do chefe de equipe mais admirado dos Estados Unidos para realizar um teste em Nazareth.

Para esse teste, a Penske levou junto com o Greg seu engenheiro pessoal Steve Challis, dos tempos de Fórmula Ford, Formula 2000 USA e da Indy Lights, categoria em que o canadense tinha acabado de ser terceiro colocado no campeonato pela equipe que seu pai fez para ele poder competir.

Greg Moore escutando as dicas do dono do carro Nº 31.

Greg e Steve Challis passaram dois dias na oficina da Penske, para fazer um assento feito sob medida para o seu carro, depois foi para a pista oval de uma milha na Pensilvania, onde Moore se tornou apenas o segundo piloto desde o início daquela década a guiar um carro da Penske ter contrato assinado para coorer, o primeiro foi Ayrton Senna, exatos dois anos antes.

Após dois anos de Indy Lights, o jovem canadense conquistou o direito de ser observado por Roger Penske.

“Eu realmente acho que esse teste foi para o roger observar ao fim da temporada, porque não tinha nada para ele na época. Estávamos conversando com Roger por algum tempo. Eu acho que ele estava testando Greg, vendo exatamente o tipo de jovem, ele era. Foi uma honra. Ser observado era um dos passos que esperávamos ter, mais cedo ou mais tarde, e ele acabou por vir mais cedo”, disse Ric Moore, pai do piloto canadense.

Greg atento a todos os detalhes do Penske PC23 pilotado por AL Unser Jr.

Algumas semanas depois, Greg foi chamado de volta para realizar testes em Phoenix. Em Nazareth, Greg tinha trabalhado ao lado de Al Unser Jr., já em Phoenix foi com Rick Mears.

“Houve uma aposta em Nazareth. Greg iria bater o tempo do primeiro carro a sair dos pits. Isso não aconteceu. Alguém nos deve cinco doláres”, disse Rick Mears.

CONFIRA MATERIAS ESPECIAIS SOBRE GREG MOORE FEITA PELO BLOG DA INDY:

Greg Moore: um ídolo.

Greg Moore: uma década de saudade.

Nove anos sem Greg Moore

Dario Franchitti lembra Greg Moore após título de 2009

Alexander Wurz dedica à Greg Moore vitória nas 12 horas de Sebring

Austriaco lemra do amigo treze anos depois de correrem juntos.

O piloto austrícaco da equipe oficial da Peugeot na American Le Mans Series, Alexander Wurz, dedicou ao falecido piloto canadense da CART Greg Moore, a sua vitória na corrida das 12 horas de Sebring, realizada no último sábado, dia 20.

Alexander Wurz comemora e presta homenagens para Greg Moore em Sebring.

Wurz relembrou quando teve a oportunidade de dividir o volante de uma Mercedes-Benz CLK GTR com Moore, na edição de 1997 da corrida de longa duração realizada na pista localizada no estado da Flórida: “A última vez que estive em Sebring foi em 1997 quando eu dividi o um carro com Greg Moore. Ele era realmente um grande grande cara e eu estive pensando nele e em sua família hoje e quero dividir esta vitória com ele”.

Greg Moore (primeiro a esquerda) e o amigo Wurz logo atrás.

As 12 horas de Sebring foram vencidas por Wurz com seus companheiros Marc Gene e Anthony Davidson, todos a bordo do Peugeot 908 HDi FAP. Todos os três pilotos já tiveram passagem pela Fórmula 1.

Greg Moore – Um ídolo

Greg sempre foi um dos pilotos preferidos de toda a geração que acompanhava a CART de meados da década passada até o final da mesma, inclusive ele e Montoya em 1999 eram os dois pilotos que eu mais torcia depois dos brasileiros. Mesmo no seu ano de estréia cometendo vários erros com relação a pilotos brasileiros. Estreando no oval de Homestead, partiu da sexta posição para chegar em sétimo e já na etapa seguinte, no oval do Rio de Janeiro liderava sua primeira corrida na Indy. Moore liderou vinte oito voltas e faltando apenas dezoito para o termino da primeira corrida brasileira da Indy, seu motor Ford estourou e abandonou a corrida. Antes da prova, o tricampeão mundial de Fórmula 1, Nelson Piquet, conversou bastante com o jovem canadense e o apontava como um dos favoritos da prova. Na etapa seguinte que foi na Austrália, Moore impressionava a todos com seu arrojo e talento conquistando o primeiro pódio, um terceiro posto.

Mas na etapa seguinte em Long Beach, Greg arrumava sua primeira confusão com um brasileiro, Christian Fittipaldi. Após perder a sexta posição para o piloto brasileiro na reta oposta do circuito de rua de Long Beach, Moore colocou seu carro lado a lado com Christian e acabou tocando o brasileiro, resultado? Os dói pilotos fora da prova. Após descer do carro Christian foi tirar satisfações com o canadense e quase lhe acertou um soco. Em Detroit e Mid-Ohio, o canadense bateu no piloto paulista André Ribeiro e começava a ser observado pela direção da CART por suas manobras ousadas. Porém o pior momento de Moore neste ano de estréia na Indy foi nas 500 milhas Michigan quando tocou no brasileiro Emerson Fittipaldi e acabou encerrando a carreira do campeão de 1989 da Indy.

O acidente no qual Greg Moore encerrou a carreira de Emerson Fittipaldi.

Passado o ano de estréia, Greg começou a ficar mais maduro e buscar melhores resultados após a equipe Forsythe trocar os propulsores da Ford pelos Mercedes. E os resultados começaram a aparecer, as primeiras vitorias aconteceram em 1997. Greg Moore teve apenas dois acidentes neste ano em corridas, coincidentemente ambas no Canadá. Mas as vitórias, o arrojo, as ultrapassagens, as entrevistas e tudo o que cercava o carro Nº 99 ganhava cada vez mais os torcedores, inclusive os brasileiros que um ano atrás tinham motivos para não gostar do canadense.

O melhor ano de Moore foi sem duvida a temporada seguinte. Pela primeira vez na Indy o canadense teria um companheiro em sua equipe Forsythe. O crescimento da pilotagem de Moore com a chegada de Carpentier e mais investimentos da Player’s foi instantâneo. Em poucas provas no ano de 1998, Moore já era líder do campeonato e conquistaria a corrida do Brasil que estava em suas mãos dois anos atrás. A constância de Moore não foi mantida em meados do campeonato e acabou perdendo a liderança para Alessandro Zanardi que foi o campeão. Moore ainda venceria as 500 milhas dos Estados Unidos no mês de julho.

O eterno carro azul e branco estampando o Nº99.

Em 1999, a Forsythe dominou os testes de pré temporada em Homestead, Zanardi saiu da CART e foi para a Fórmula 1, além de Greg Moore vencer a etapa inicial daquele ano. O canadense já era um dos favoritos ao título, com esta seqüência de acontecimentos, parecia que o campeão deste ano seria ele. Infelizmente não foi o que aconteceu. A Mercedes estava cada vez mais preocupada com a Fórmula 1 e sua equipe McLaren, deixando a CART em segundo plano. Mesmo com muitas dificuldades, Moore conquistaria mais dois pódios, um em Milwaukee com a segunda posição e um terceiro lugar em Detroit logo após assinar contrato com a equipe a equipe Penske para o ano seguinte. Os resultados na segunda metade do ano foram muito abaixo do esperado pelo canadense, mas mesmo desmotivado e lesionado por um acidente que sofreu na sexta feira (29/10/1999) durante os treinos livres quando acabou atingido por um veiculo e conseqüentemente caiu de sua moto na qual circulava pelo autódromo, Greg quis provar para Gerry Forsythe que poderia se despedir da equipe na qual estava junto desde 1995 com um bom resultado.

No sábado, o piloto não treinou e acabou não qualificando seu carro para a corrida. Para o domingo, a equipe Forsythe chamou o brasileiro Roberto Pupo Moreno para substituir Moore, o piloto brasileiro havia disputada várias corridas nesta temporada pela Pacwest e Newman Haas substituindo pilotos lesionados. Mas Moore queria fazer sua 72ª corrida na Indy na Forsythe e não na Penske. O médico da CART, Dr. Steven Olvey liberou o canadense para o warm-up. Moore fez o oitavo tempo da manhã de domingo e estava pronto para a corrida. Como não treinou, Moore largou em 27º e como era um especialista em circuitos ovais, logo conquistou algumas posições. Na primeira volta, Moore havia ultrapassado três carros e na terceira volta quando pintou uma bandeira amarela devido ao acidente de Richie Hearn, o piloto Nº 99 estava em vigésimo lugar. A bandeira amarela provocado pelo carro de Hearn durou apenas quatro voltas, bem que poderia ter durado a corrida toda. Na volta seguinte, a nona passagem pela linha de chegada, o diretor de prova agita a bandeira verde, Greg alucinado por correr, não completou a sua nona passagem para abrir a volta dez.

Gary Gerould, repórter da ABC/ESPN que cobria a Indy há muitos anos foi falar com o Dr. Steve Olvey, e foi quando o médico trouxe a notícia que todos esperavam, mas ninguém queria ouvir. "Gary, lamento anunciar que o piloto Greg Moore foi declarado morto no hospital Loma Linda. Ele morreu devido aos ferimentos na cabeça e internos. Ele foi declarado morto às 13h21”. A corrida de Fontana teve largada horário local ao meio dia. Moore estava morto às 17h21 no horário de Brasília.

Para nós brasileiros onde a internet era um meio de comunicação para poucos na época, muitos fãs da velocidade ficaram sabendo da morte de Greg Moore no Fantástico da TV Globo na qual declarou a noticia próximo das 22h00. Outros que não puderam ver o programa do fim de noite dominical, esperava ansiosamente pela corrida de Fontana para tomar o choque da notícia.

Conversando com o piloto Gualter Salles sobre Moore, o piloto carioca nos disse um momento que poucos sabiam sobre onde Gualter estava naquela tarde do dia 31 de outubro de dez anos atrás. “No momento do acidente dele eu estava ao lado do pai dele (Ric Moore) no alto da torre em Fontana. Naquela ocasião eu estava ajudando o Christian Fittipaldi como spotter naquela prova”.

Com o amigo Franchitti no último pódio de sua vida em Detroit.

Fico imaginando a reação do pai do piloto, que sempre estava presente nos autódromos ao lado do filho que hoje teria trinta e quatro anos e poderia ter multiplicado suas cinco vitórias por umas cinco vezes.

É exatamente sobre isso que converso com você agora. O que teria feito Greg Moore em sua carreira a partir do ano 2000? Greg teria pela frente o melhor companheiro de equipe que poderia se imaginar na melhor equipe daquele ano de 2000. Gil de Ferran, Greg Moore, Penske, Reynard, Honda e Firestone pareciam ser a melhor receita para se fazer o melhor resultado.

O piloto de Vancouver iria correr com o número #3 ou o #99 na Penske? Poderia Greg vencer Gil de Ferran em 2000 e 2001? Será que ele poderia se destacar como fez Cristiano da Matta em 2002 e acabar desembarcando na Fórmula 1 como muitos acreditavam que sim? Teria ele mudado junto com a equipe Penske para a Indy Racing League no final de 2001, já que a CART corrida duas provas em solo canadense? Será que ele teria conquistado por três vezes as 500 milhas de Indianápolis como fez Hélio Castroneves no carro que seria de Greg?

São perguntas que não tem respostas e talvez nem é justo imaginar tal situação devido as dois brasileiros da Penske que deram seqüência no trabalho onde Greg Moore era um dos escolhidos para realizar a tarefa. Mas o que temos certeza é a falta que esse cara faz nas pistas, a saudade só esta que aumenta, afinal, já temos estamos com uma década de saudade. O talento, arrojo e a vontade de vencer marcou este homem que não fosse o destino estaria com seus amigos vinte dias atrás em Homestead festejando o título de Dario Franchitti, um de seus melhores amigos. Ou seria o contrario? Estaria Franchitti festejando mais um possível título de Greg Moore?

Três semanas após seu acidente, a CART decidiu aposentar o Nº99 das pistas, assim como já havia feito com o Nº 14 de A. J. Foyt. A decisão dos dirigentes da CART fora unanime. Além de acelerar nos karts em sua infância, Moore amava jogar hóquei no gelo. Um dos principais astros canadenses do hóquei era Wayne Gretzky que jogava com o número 99, mas mesmo Greg tendo o atleta conterrâneo como ídolo, disse que nunca associou seu numero ao jogador. O número 99 segundo ele, foi devido à associação de kart de Westwood na qual Greg se filiou em seu inicio de carreira ter emitido seu número 99 para seu kart.

O presidente da CART na época, Andrew Craig, comentou a respeito da aposentadoria do Nº 99. “Todos achavam que devemos aposentar este número como um sinal de respeito para um herói do nosso esporte. Este número tornou seu símbolo e faz parte de seu sucesso”.

A ChampCar (antiga CART) ainda criou o premio Greg Moore Legacy Award, queera concebido ao piloto que mais parecia com o estilo do piloto canadense. Com a unificação da categoria, o premio GMLA foi repassado a Indy Lights e no ano passado a brasileira Ana Beatriz Figueiredo foi à escolhida.

Greg Moore - Uma década de saudade

10 anos sem o eterno #99

Neste sábado completa-se dez anos da morte do piloto canadense Greg Moore. Resolvemos então fazer um programa especial com belos momentos da carreira do piloto.

É a primeira vez que o Blog da Indy fez um "videocast". Não poderia haver uma oportunidade melhor para homenagear o piloto de Vancouver.

O vídeo conta com a participação especial de Téo José do site Amigos da Velocidade e narrador da Fórmula Indy na TV Bandeirantes.




Você pode deixar sua mensagem de lembranças ao Greg Moore clicando aqui!

Greg Moore - Uma década de saudade.

A temporada 2009 da Fórmula Indy acabou, mas o Blog da Indy continua na ativa, no próximo dia 31 de outubro iremos realizar a primeira edição da TV Blog da Indy, e nada mais justo do que homenagear o inesquecível Greg Moore.

Então anotem aí, sábado dia 31/10/2009 com depoimentos de quem esteve com o piloto.

Uma década atrás, Greg Moore vencia em Homestead.

Piloto canadense venceu prova de Miami em 1999.

Uma década atrás, a pole position e a vitória do Grande Prêmio de Homestead, ficava com o canadense Greg Moore, que no final da temporada viria a falecer em um terrível acidente no oval de Fontana no dia 31 de outubro daquele ano.

Greg Moore vencia pela quinta vez em sua carreira, este seria seu último triunfo na categoria, já que naquele ano o motor Mercedes que o piloto da Forsythe utilizava estava muito abaixo dos Honda e Ford.

A narração é de Téo José e os comentários de Flávio Gomes.

Há 34 anos, nascia Greg Moore!

Canadense completaria trinta e quatro anos hoje.


No dia 22 de abril de 1975 nascia no Canadá o piloto Gregory William Moore. Hoje ele estaria completando trinta e quatro anos de vida caso não tivesse sofrido um dos mais terríveis acidentes automobilísticos mundial, nas 500 milhas da Califórnia em outubro de 1999.

O piloto canadense foi campeão da Indy Lights no ano de 1995 vencendo dez das doze corridas do campeonato e no ano seguinte foi promovido para a Fórmula Indy na mesma equipe da categoria de base, a Forsythe.


Em seu ano de estréia cometeu muitos erros e um deles foi um toque no brasileiro Emerson Fittipaldi nas 500 milhas de Michigan, este acidente fez com que o brasileiro abandonasse as pistas. No ano seguinte o canadense mais maduro conquistou suas primeiras vitórias na CART, em Milwaukee e Detroit. No ano de 1998, Greg Moore era um dos candidatos ao título e venceu mais duas provas, no Brasil e as 500 milhas dos Estados Unidos em Michigan, mas não conseguiu acompanhar o italiano Alex Zanardi no campeonato.

Em 1999, o canadense venceu a corrida inaugural de Miami em Homestead, mas não teve um carro competitivo para disputar o titulo da temporada devido aos fracos propulsores da mercedes.


Greg tinha um bom circulo de amizades e tinha como seus melhores amigos o brasileiro Tony Kanaan, o canadense Paul Tracy, o italiano Max Papis, e o escocês voador Dario Franchitti, aliás foi Moore quem apresentou a atriz Ashley Judd ao piloto líder da atual temporara da Fórmula Indy, os dois são cadados até hoje. Em 2002, Franchitti venceu a etapa de Vancouver e no pódio chorou e dedicou a vitória ao amigo falecido.


Moore realiozou setenta e duas largadas na CART, conquistando cinco poles e cinco vitórias. A CART havia eternizado o número 99 que Moore sempre utilizou e ainda criou o prêmio Greg Moore Legacy, que era uma homenagem ao piloto que demonstrasse durante o ano o arrojo e a ousadia que Greg Moore apresentava nas pistas. Com a unificação da IndyCar com a ChampCar (antiga CART) o prêmio Greg Moore Legacy foi renomeado para “estrela em ascensão” e no ano passado a brasileira Bia Figueiredo foi a vencedora do troféu que leva o número 99 e uma folha simbolizando o Canadá.


Greg Moore partindo dos boxes para o grid de largadar e para seu destino.

Nove anos sem Greg Moore!

Greg Moore - Heróis Nunca morrem!

Em 22 de Abril de 1975, nascia Gregory William Moore,na pequena cidade de New Westminster, localizada entre a região de Maple Ridge e Vancouver, no Canadá. Seu pai, Ric Moore, que nos anos 60 construía e pilotava carros da série Can Am em algumas corridas, nunca imaginaria o ídolo que viria a se tornar futuramente, aquele garoto de 6 anos magrinho de óculos que passava horas e horas sentado, simulando estar em uma corrida no velho protótipo de Can Am empoeirado na garagem de casa.

Na metade dos anos 80, Ric Moore voltava a competir na série Trans-Am com um Chevrolet Camaro da equipe de Peter Baljet, e entre uma corrida e outra, costumava levar o pequeno Greg que observava tudo com muita atenção e empolgação. Assim naturalmente, não demorou para que o pequeno garoto despertasse vontade de se iniciar no automobilismo, e então logo após a corrida de 6 horas de Riverside, muito animado pela corrida do pai,o pequeno Greg pediu um kart de presente, surpreso e animado pela decisão do filho, Ric disse sim, decisão estúpida e gratificante como classificou o próprio Ric. O pai muito animado decidiu apoiar a carreira do filho, já que isso garantiria que estivessem quase o tempo todo juntos, pois com essa decisão, Greg deixou de morar com sua mãe que era separada de Ric desde 1980 para poder viver com o pai,que lhe ajudaria no longo caminho que viria a percorrer. Sua mãe, Donna, apesar de não poder passar o mesmo tempo de sempre com o filho, sempre apoiou sua decisão, pois pensava que o mais importante era a felicidade de seu filho e sabia que Greg lhe amava muito.

Então, com 11 anos, Greg ingressa profissionalmente no kartismo, logo o tímido garoto que gostava de ir comer "junkie food" com seu melhor amigo, Allan Robbie e tinha um pôster de seu ídolo Ayrton Senna em seu quarto, mostrava seu talento natural, sempre sendo um dos mais rápidos do kartódromo Montain High Raceway, e vencendo o torneio da categoria júnior na pista de Rocky Point Marina. Greg ainda conquistaria o torneio IKF e o prestigiado campeonato norte americano de enduro, provando então que todo sacrifício que seu pai fazia por ele valia a pena. No ano seguinte, Greg conquistaria o prêmio da escola de pilotagem David Racing em Shannonville, e se tornaria bi campeão do torneio norte americano de enduro. Vale ressaltar também, que foi nesta época que Greg adotou o seu famoso numero 99, que era o número da sua licença de pilotagem recebida no fim de sua carreira no kart.Greg usaria o 99 até o fim de sua carreira.

Já em 1991, com 16 anos, Greg ingressa nos monopostos, disputando o então competitivo campeonato de Fórmula Ford 1600, escola da maioria dos grandes pilotos da época, e é nomeado o "Rookie of the year", após terminar o campeonato na excelente quarta posição e conquistar uma vitória, duas poles e quatro segundos lugares, provando assim sua rápida adaptação aos monopostos, já que logo em sua primeira temporada foi um dos favoritos ao título, com um carro da famosa marca Van Diemen de Ralph Firman Sr. Percebendo que não precisava de mais um ano na F-1600, Greg parte para o campeonato da USAC Pro FF2000, categoria que é um degrau maior depois da F-Ford 1600, onde os carros competem em pistas famosas, dos campeonatos norte americanos. Mostrando incrível adaptação, Greg vence o campeonato na ultima etapa, provando que seu bom resultado no ano anterior não foi apenas sorte, pois dessa vez ele conquistou 4 vitórias e 4 poles. Em 1993, Greg dá um passo fundamental em sua carreira e vai para o disputadíssimo campeonato da Indy Lights ,com apenas 18 anos, mesmo correndo em uma equipe pequena com um carro não muito competitivo, Greg consegue um merecedíssimo pódio com um terceiro lugar em Portland, terminando o campeonato na nona colocação, chegando oito vezes entre os dez primeiros colocados. No campeonato seguinte, Greg comprovaria todo seu potencial e passaria a chamar a atenção dos principais chefes de equipe após vencer a etapa de abertura do campeonato da Indy Lights em Phoenix, tornando se o mais jovem vencedor de um evento sancionado pela CART. Ele ainda conquistaria vitórias em Nazareth e New Hampshire e marcaria duas poles, o suficiente para terminar o tão reconhecido campeonato na terceira posição. A esta altura, Greg já havia despertado a atenção do milionário e sensível chefe de equipe canadense, Gerald Forsythe, contando com o apoio da marca de cigarros canadenses Player's, que sempre investiu e acreditou em todos os jovens do país que desejassem seguir carreira no automobilismo. O Sr Forsythe já era muito reconhecido pelo sucesso que obteve no inicio dos anos 80 com o ex piloto de Fórmula 1 italiano Teo Fabi,o qual foi vice campeão da Champ Car em 1983. Forsythe naquele momento estava fazendo um bom trabalho com Jacques Villeneuve,que venceria ainda naquele ano e se tornaria campeão no ano seguinte. Reconhecendo o talento excepcional de Greg, Gerry Forsythe faz um convite para que Greg corra em sua equipe ainda na Indy Lights em 1995, formando assim, uma das mais longas e bem sucedidas parcerias da história da categoria. No final a escolha se mostrou a mais perfeita possível, pois Greg com seu Reynard/Buick V6, dominou a temporada, vencendo nada menos do que 10 corridas das 12 do campeonato, estabelecendo um novo recorde na categoria!

Depois de total domínio, Gerry percebeu que Greg merecia uma chance de ingressar na CART, tendo em vista seu talento precoce e que Jacques Villeneuve, que tinha sido campeão da mesma nesta temporada, estava indo embora para a Fórmula 1 em 1996, então Gerry não teve dúvidas e colocou Greg para participar da temporada de 1996 no lugar de Jacques, assumindo assim o posto de principal representante do time "Team Player's Forsythe", correndo agora com um novíssimo Reynard/Mercedes Benz, sendo a nova esperança canadense na sucessão de Jacques na Champ Car. Logo de cara, Greg mostrou sua intimidade com a velocidade,não apresentando dificuldades na adaptação com os carros da Champ Car, que na época possuíam motores "monstruosos", sendo que o Mercedes Benz V8 Turbo IC108E(derivado de um bloco de um veículo de rua)que equipava seu chassi Reynard era o mais potente da época com mais de 1000hp's, embora não fosse um motor confiável e resistente. Em sua primeira corrida em Homestead, Miami, Greg surpreendeu a todos largando na sétima colocação, embora terminasse a corrida em nono, mesmo assim marcando seis pontos logo de estréia. Não demoraria para que Greg obtivesse um excelente resultado, e logo em sua terceira corrida no Grande Prêmio da Austrália ele conseguiu conquistar a terceira posição, e seu primeiro pódio logo em sua terceira corrida na categoria tão disputada. Apenas uma corrida após seu primeiro pódio, Greg ainda viria a conquistar um segundo lugar em Nazareth, deixando Gerry Forsythe mais do que satisfeito e otimista quanto a escolha que havia feito. Alem dessa precocidade e rapidez em obter bons resultados, Greg vinha apresentando uma atitude que se tornaria sua marca registrada,o arrojo e coragem descomunais, típicos de seu compatriota Gilles Villeneuve, que correu na F1 nos anos 70 e 80, sempre empolgando pela sua agressividade fora do comum nas pistas, o que seria também uma das características mais marcantes na carreira de Greg.

Mas tamanha agressividade nas pistas, viria a ter seu estopim em um incidente no Grande Prêmio de Michigan, a famosa US 500,onde Greg tocou a roda da Penske Hogan de Emerson Fittipaldi, fazendo com que Emerson sofresse o pior acidente de sua carreira, e se afastasse em definitivo das pistas, mas recuperando se totalmente depois. Este foi um fato que Greg sempre carregou em sua consciência, e sofria muito por ter feito parte deste incidente. Os que trabalharam com ele sempre citam como Greg aproveitava os bons resultados e apreciava cada segundo de felicidade, mas que ficava muito mal e triste quando se envolvia em um incidente onde terminava por prejudicar alguém. É bom lembrar que Greg sempre foi conhecido por seu excelente caráter e humildade, tratava como membro da família a todos envolvidos no esporte, desde seus colegas de profissão a qualquer fã que lhe pedisse um autógrafo, todos sempre lembram de Greg como uma pessoa sorridente e amiga, que ao contrário de uma certa maioria no automobilismo que exala arrogância, Greg era muito acessível e atencioso com qualquer pessoa, por isso Greg sempre era cercado de enorme energia positiva e transmitia muita alegria aos seus fãs.

Ainda na temporada de 1996, após conquistar dois pódios nas 5 primeiras corridas,Greg ainda conseguiria um excelente terceiro lugar em Cleveland e terminaria a temporada na nona posição com 84 pontos, ficando com o vice campeonato na disputa de "Rookie of the Year", perdendo apenas para Alex Zanardi da equipe Chip Ganassi.

Em 1997, Greg começou a temporada com um bom quarto lugar em Miami, conquistando um segundo lugar na segunda etapa na Austrália, um segundo lugar no Grande Prêmio do Brasil realizado no oval de Jacarépagua e finalmente obtendo sua tão merecida primeira vitória na categoria, de forma brilhante no centenário oval de Milwaukee, em uma batalha épica com seu compatriota Paul Tracy (Penske), onde Greg consegue a vitória defendendo-se de Michael Andretti nas ultimas voltas, conquistando assim sua primeira vitória de forma tão especial. Após a corrida quando entrevistado, Greg tomado pela emoção não conseguia dizer nada alem de um "This is my first win, I'm so happy, so happy!"

Mas mal Greg comemorava, e na corrida seguinte no famoso circuito de rua de Detroit, conquistava sua segunda vitória, de forma excepcional, Greg definitivamente se estabelecia como um dos principais pilotos da Champ Car, neste momento estava em segundo no campeonato, o próprio Moore, o garoto tão precoce e vitorioso nas categorias de base e que havia sido reprovado 23 vezes no exame da auto escola(deixando claro que acelerar na rua em um carro de passeio, nada tem a ver coma celebrar nas pistas),não acreditava no sucesso que estava alcançando em tão pouco tempo.

Mas era complicado,mesmo após as duas vitórias conseguir manter o vice, visto que o motor Mercedes Benz tão potente de seu Reynard, não oferecia tanta confiabilidade, mesmo assim ele ainda conquistou um segundo lugar em Mid Ohio e terminou o campeonato em sétimo lugar no resultado final.

Em 1998, a Mercedes Benz e a equipe Player's Forsythe trabalharam duro para dar a Greg um carro mais confiável, pois sabiam de seu potencial e nunca duvidaram de seu talento. Nesta temporada, Greg também ganhava um companheiro de equipe, o também canadense Patrick Carpentier, que conquistou bons resultados mas como ainda era novo na categoria não ameaçou Greg. Logo na primeira corrida em Miami onde Greg sempre teve um desempenho excelente, ele consegue a pole e termina na segunda posição e na segunda corrida,primeira realizada no circuito de Motegi no Japão, Greg larga em terceiro e chega em quarto lugar. Greg consegue um pódio em Nazareth, na terceira colocação, e na etapa seguinte viria um grande momento, pois Greg venceria de forma inesquecível o Grande Prêmio do Brasil no oval Emerson Fittipaldi em Jacarepaguá, e daria um espetáculo para todos que estivessem vendo a corrida no autódromo, deixando sua marca na memória dos brasileiros. Na corrida seguinte na pista de Gateway, Greg conquista um terceiro lugar. Em Portland, mais uma vez Greg foi prejudicado pelo arrojo excessivo, quando logo na largada tentou uma ultrapassagem impossível, colocando seu carro por dentro de todos, subindo na zebra e tirando assim vários outros pilotos da corrida, sendo que Christian Fittipaldi muito irritado foi tirar satisfações com Greg, que mesmo reconhecendo sua culpa, ficou muito chateado e triste, pois apesar de tudo, não tinha malícia e sujeira para tirar ninguém da pista de propósito, sendo assim este foi mais um episódio difícil para ele. Mas isso viria a ser superado com a vitória em Michigan, na prestigiada US 500. Ele ainda faria a pole em Houston e e conquistaria o segundo lugar em Fontana, uma de suas pistas preferidas por causa da altíssima velocidade alcançada lá. No fim da temporada, Greg terminava o campeonato em uma excelentíssima quinta posição na tabela final. Em 1999, havia muita perspectiva sobre Moore que era um dos favoritos ao título antes da temporada, mas a verdade é que Greg já havia assinado com a Penske para 2000, pois sabia que o motor Mercedes Benz já tinha oferecido todo seu potencial, e estava muito confiante com o conjunto que pilotaria em 2000 na Penske, com o excelente chassi Reynard e o fortíssimo e confiabilíssimo motor Honda, que dominava a categoria desde 1996. Antes de assinar com a Penske, Greg havia também recebido uma proposta da equipe de NASCAR Richard Childress Racing, mas quando o dono da equipe Penske, Roger Penske soube, ofereceu um contrato mult year para Greg.

A verdade é que Greg apesar da proposta, nunca planejou correr na NASCAR, seu futuro seria dominar a categoria no fortíssimo conjunto Reynard/Honda da Penske em 2000. Apesar do contrato assinado,Greg um homem de caráter, nunca fez alarde sobre isso, tanto que na época isso quase que não foi divulgado. Na época Greg testou um carro da DTM alemã em Sebring, e apesar das especulações,não passou de um simples teste.

Apesar de um futuro promissor, Greg mantinha a cabeça fria e se concentrava na temporada de 1999, onde, de inicio suas perspectivas de lutar pelo título foram grandes,pois dominou a primeira corrida da temporada no superspeedway de Miami, onde fez a pole e obteve a sua quinta e ultima vitória. Mas apesar disto,o resto da temporada foi muito difícil, definitivamente o pacote da equipe Forsythe não era competitivo, e todos os dois pódios que ele conquistou durante a temporada em Milwaukee e Detroit, deveram se mais ao talento de Greg que nessas ocasiões fez "milagre" com seu carro pouco competitivo. A temporada foi muito disputada apesar disto,muitos consideram como uma das melhores temporadas de todos os tempos, onde vários pilotos como Juan Pablo Montoya e Dario Franchitti lutaram até a ultima etapa em Fontana pelo título, que no final ficou com Montoya que dominou sua primeira temporada de forma incrível, chegando a ter boas disputas com Greg, que era um grande amigo seu, a ponto de os dois fazerem brincadeiras em plenos treinos!

Mas, justamente em Fontana onde foi decidido o título de Montoya que aconteceria um episódio muito triste, onde tudo começou nos treinos livres, onde Greg se acidentou com uma scooter no paddock, quando colidiu com a moto em uma pick up que levava flores. Greg na colisão, quebrou um dedo em sua mão direita. Quando perguntado pelos médicos da CART se Greg estava em condições de participar da corrida, Greg afirmou que sim, e foi liberado para a corrida. Como não participou dos treinos classificatórios, Greg largou em último, e vinha recuperando posições, quando por motivos que ninguém sabe explicar até hoje, seu carro perde aderência na curva 2 de Fontana e se choca contra o muro numa velocidade de 368km/h, o carro atravessa a pista e quando entra em contato com as irregularidades da grama da parte de dentro do oval, o carro capota várias vezes e termina se chocando contra o muro externo do circuito, fazendo com que Greg viesse a falecer instantaneamente. Tal fato, provocou muita tristeza em toda comunidade da Champ Car, Juan Pablo Montoya comemorou seu título mais tarde, pois estava arrasado com a perda do amigo, assim como o vencedor da prova, o mexicano Adrian Fernandez, o segundo colocado Max Papis e o terceiro, Christian Fittipaldi. Até hoje não se sabe ao certo o que causou o acidente, muitos creditam ao fato de com o dedo quebrado, Greg não tinha condições de controlar o carro com a mesma habilidade de uma condição física normal, mas sabe-se que isto não poderia ter causado tamanha tristeza.

Greg falece em sua ultima corrida pela equipe Forsythe, e nos deixa apenas com os sonhos de que ele se viria a se tornar um dos maiores pilotos de todos os tempos se tivesse a chance de correr com o conjunto da equipe Penske,com o qual Gil de Ferran foi bi campeão, e para o lugar de Greg foi chamado o brasileiro Hélio Castroneves que conquistou duas vezes as 500 milhas de Indianápolis e várias vitórias na Champ Car e na IRL.

Se Greg Moore conquistaria os mesmos feitos que Gil e Helinho, não sabemos, mas fica a certeza de que ele poderia no mínimo superar os dois e vir a se tornar um novo recordista do automobilismo norte americano, pois seu estilo de pilotagem fantástico lhe traria muitas felicidades, e com certeza ele conseguiria obter o equilíbrio perfeito entre o arrojo e a técnica.

Greg nos deixa muitas saudades e boas lembranças, as lembranças de uma grande piloto e de uma grande homem,que com certeza não morreu,pois heróis por mas adversas que sejam as condições, nunca morrem.

Hoje em dia, Greg Moore tem uma fundação. A fundação conta com uma sede em Maple Ridge, na província de British Columbia e um site: www.gregmoore.com.

A fundação foi criada em dezembro de 1999, para honrar a memória deste grande piloto que tivemos na década de 90. A fundação também tem por objetivo arrecadar fundos para distribuir para entidades carentes. Segundo os organizadores, a fundação já estava em projeto enquanto Moore era vivo, a morte dele foi apenas o passo final da conclusão do projeto. Ric Moore o pai de Greg, é o organizador chefe da entidade, e Donna Moore, a mãe de Greg é diretora.

 
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