Há 34 anos, nascia Greg Moore!

Canadense completaria trinta e quatro anos hoje.


No dia 22 de abril de 1975 nascia no Canadá o piloto Gregory William Moore. Hoje ele estaria completando trinta e quatro anos de vida caso não tivesse sofrido um dos mais terríveis acidentes automobilísticos mundial, nas 500 milhas da Califórnia em outubro de 1999.

O piloto canadense foi campeão da Indy Lights no ano de 1995 vencendo dez das doze corridas do campeonato e no ano seguinte foi promovido para a Fórmula Indy na mesma equipe da categoria de base, a Forsythe.


Em seu ano de estréia cometeu muitos erros e um deles foi um toque no brasileiro Emerson Fittipaldi nas 500 milhas de Michigan, este acidente fez com que o brasileiro abandonasse as pistas. No ano seguinte o canadense mais maduro conquistou suas primeiras vitórias na CART, em Milwaukee e Detroit. No ano de 1998, Greg Moore era um dos candidatos ao título e venceu mais duas provas, no Brasil e as 500 milhas dos Estados Unidos em Michigan, mas não conseguiu acompanhar o italiano Alex Zanardi no campeonato.

Em 1999, o canadense venceu a corrida inaugural de Miami em Homestead, mas não teve um carro competitivo para disputar o titulo da temporada devido aos fracos propulsores da mercedes.


Greg tinha um bom circulo de amizades e tinha como seus melhores amigos o brasileiro Tony Kanaan, o canadense Paul Tracy, o italiano Max Papis, e o escocês voador Dario Franchitti, aliás foi Moore quem apresentou a atriz Ashley Judd ao piloto líder da atual temporara da Fórmula Indy, os dois são cadados até hoje. Em 2002, Franchitti venceu a etapa de Vancouver e no pódio chorou e dedicou a vitória ao amigo falecido.


Moore realiozou setenta e duas largadas na CART, conquistando cinco poles e cinco vitórias. A CART havia eternizado o número 99 que Moore sempre utilizou e ainda criou o prêmio Greg Moore Legacy, que era uma homenagem ao piloto que demonstrasse durante o ano o arrojo e a ousadia que Greg Moore apresentava nas pistas. Com a unificação da IndyCar com a ChampCar (antiga CART) o prêmio Greg Moore Legacy foi renomeado para “estrela em ascensão” e no ano passado a brasileira Bia Figueiredo foi a vencedora do troféu que leva o número 99 e uma folha simbolizando o Canadá.


Greg Moore partindo dos boxes para o grid de largadar e para seu destino.

1 comentários:

Anônimo disse...

Greg Moore certa vez envolveu-se num acidente com Christian Fittipaldi numa prova da CART em Long Beach e tomou uns tapas no capacete do irritado piloto brasileiro.

Em outra ocasião ele venceu a prova da CART no circuito oval de Jacarepaguá ultrapassando Zanardi por fora na curva 4, uma ultrapassagem que merece lugar entre as mais impressionantes da história do automobilismo.

Fazem 10 anos mas lembro do acidente como se fosse ontem. Ele aconteceu no começo da corrida de 500 milhas em Fontana e logo depois da relargada de uma bandeira amarela, que foi provocada por um acidente parecido que envolveu o Richie Hearn.

Quando a transmissão pela TV (na época a Globosat, no canal 1 da SKY) cortou para a cena, o carro de Moore já rodopiava feito louco na grama, espalhando pedaços para todos os lados, evidenciando a violência do acidente.

O carro tinha escapado para dentro na saída da curva 2, na entrada da reta oposta num trecho que na época era gramado, e batido violentamente contra o muro interno da pista. Depois desse acidente, o pessoal do circuito pavimentou aquele trecho, de forma a permitir que os carros que escapassem por ali retomassem o controle sem deslizar pela grama.

O atendimento foi demorado e me lembro que na transmissão da Globosat o comentarista Lito Cavalcanti especulava que não fôra nada e que aqueles cuidados eram comuns a esse tipo de situação, que os acidentes eram espetaculares mas que não matavam e outras bobaseiras do tipo.

Só que o caso era mais grave. Depois que Moore foi socorrido e a pista limpa, a prova recomeçou. Mais adiante, lá pela metade da prova o narrador chamou a atenção para o fato de que as bandeiras pela pista estavam sendo colocadas a meio-mastro, mostrando que o pior havia acontecido.

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