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Vencer é o alvo!

A combinação de Ganassi + Target

Seguindo nossas matérias das pinturas clássicas, vamos agora conhecer um pouco mais da parceria entre a Target e o mundo de velocidade da Fórmula Indy. A Target foi criada em 1902 com o nome de Dayton Dry Goods Company e apenas sessenta anos depois foi aberta a primeira loja com o nome Target. Finalmente em 2000, todo o Dayton Hudson mudou-se de nomenclatura para Target. É uma das principais redes varejistas norte americanas, sendo a terceira companhia que mais vende CD’s dentro dos Estados Unidos.
Depois de saber um pouquinho sobre a Target, vamos saber agora da parceira dela dentro das pistas, a equipe Chip Ganassi, e para isso teremos que voltar para o ano de 1990. Em 2009, completará vinte anos desta parceria de sucesso entre Chip Ganassi e Target.



Chip Ganassi era piloto da Indy, e em 1989 estava junto com Pat Patrick na direção da equipe onde Emerson foi campeão naquele ano. No ano seguinte a Patrick e Alfa Romeo se juntam em um projeto na Indy e Emerson Fittipaldi vai para a Penske, é quando então Chip Ganassi resolve montar sua própria equipe.
Para sua primeira temporada, Chip Ganassi consegue o patrocínio da Target em seu carro e contrata o piloto Eddie Cheever. Os melhores resultados de Cheever na Indy em sua primeira temporada com Chip Ganassi são dois terceiros lugares. A pintura do patrocínio de Cheever visto de cima era um alvo, nada mais apropriado para tal patrocinador.

No ano seguinte a equipe continua a ser uma equipe discreta na categoria e consegue apenas um pódio em Long Beach com o Eddie Cheever. A pintura ganha novas cores, e o branco da Target é extinguido, passando a ter o preto de outros patrocinadores, ficando até 1995 desta forma.
Em 1992, a equipe conta mais uma vez com os trabalhos do norte-americano Eddie Cheever e pela primeira vez coloca dois carros no grid, não a temporada completa, mas em grande parte dela. O holandês Arie Luyendyk corre as 500 milhas de Indianápolis e Michigan apenas e depois é substituído por Robby Gordon que corre por sete etapas. Mais uma vez, somente um pódio é obtido pela equipe, com a segunda posição em Phoenix.

Com mais combustível financeiro em 1993, a Chip Ganassi Racing contrata o holandês Arie Luyendyk. O piloto de Ganassi consegue três pódios e a incrível segunda colocação nas 500 milhas de Indianápolis atrás de Emerson Fittipaldi e finaliza o campeonato em oitavo lugar, a melhor obtida pela Chip Ganassi. A equipe neste ano teve apenas um carro no grid durante toda temporada.

No ano de 1994, pela primeira vez Chip Ganassi tem dois carros durante todo o ano. Michael Andretti vindo da Fórmula 1 e Maurício Gugelmin também ex-F1 e com três corridas pela Dick Simon na Indy, formavam a dupla de pilotos de Ganassi em 1994. Na corrida inaugural do ano, na Austrália, Michael Andretti vence a prova e da a primeira vitória a Chip Ganassi em sua dinastia de corridas. Michael ainda venceria o GP de Toronto e terminaria a temporada em quarto lugar levando o patrocínio da Target aos melhores resultados até então. O segundo carro, que era o de Mauricio Gugelmin corria com outro patrocínio.

Em 1995, a Target resolve ampliar seu espaço na Ganassi e a equipe passa a se chamar Target Chip Ganassi Racing e contrata os jovens pilotos Jimmy Vasser e Bryan Herta.
Jimmy Vasser conseguiu três pódios e Bryan Herta apenas um em Cleveland, onde os dois pilotos da Ganassi subiram ao pódio.

Em 1996, Alex Zanardi é contratado para substituir Bryan Herta, e Jimmy Vasser continua na equipe. A dupla de pilotos fica até o fim da temporada de 1998. Em sua segunda temporada com Ganassi, o piloto norte-americano Jimmy Vasser vence quatro corridas (Homestead, Austrália, Long Beach e a US500) se tornando o campeão da categoria. O italiano Zanardi conquista três triunfos (Portland, Mid Ohio e Laguna Seca) ficando com o vice campeonato. Começa então da era dourada da Target Chip Ganassi Racing na história da Indy, que na época já estava sob comando da CART após a cisão de Tony George e a criação da IRL. a pintura do carro mudou mais uma vez.

No ano seguinte a equipe mais bem estruturada da categoria já passava a ser a Ganassi e agora os pilotos se invertem de posição, Zanardi é campeão e Jimmy Vasser fica com a terceira colocação.
Em 1998, o piloto italiano de Ganassi faz uma temporada avassaladora e vence com mais tranqüilidade ainda o campeonato com Jimmy Vasser na segunda colocação do campeonato.

No ano de 1999, a troca de Chip Ganassi com Frank Williams de Zanardi por Juan Pablo Montoya era uma aposta. Porém logo começou deixar de ser aposta. A Target tinhas eu carro sempre na TV com destaque ora nas vitórias ora em confusões em acidentes, mas no fim da temporada, mais um título para a Ganassi.

Em 2000, o título não veio, porém a equipe disputou pela primeira vez desde 1995 com a cisão da Indy, as 500 milhas de Indianápolis com Montoya e Vasser. O colombiano venceu a mítica corrida de Indiana.

Na CART em 2000 e 2001 a equipe deixou de ser a favorita ao título devida a troca de propulsores vencedores dos últimos anos Honda pelo jovem e em fase de desenvolvimento Toyota. Na edição de 2001 a Chip Ganassi estava disposta a vencer mais uma vez as 500 milhas de Indianápolis e para isso levou quatro pilotos ao Indianápolis Motor Speedway: Bruno Junqueira e Nicolas Minassian (pilotos da equipe na CART), além dos convidados e veteranos Jimmy Vasser e Tony Stewart.

A equipe voltaria a disputar o título em 2002 na CART com Bruno Junqueira que acabou na segunda colocação do campeonato com duas vitórias em Motegi no Japão e Denver. A Target volta a utilizar o vermelho e branco predominante no carro, como em sua temporada de estréia na Indy.

No ano de 2003 mais um título para a equipe, mas agora na Indy sob comando da Indy Racing League. Scott Dixon que entrou na equipe na temporada anterior, sagrou-se campeão da categoria com três vitórias e cinco poles positions.

De 2004 a 2006 a equipe teve uma queda de rendimento mas sempre com a parceria consolidada da Target e não obteve grandes resultados.

Em 2007, Scott Dixon disputa o título mais uma vez até a última prova e é vice campeão.
Já na última temporada, Scott Dixon vence o campeonato com seis vitórias e sete poles positions na temporada desbancando Hélio Castroneves.

A equipe Target Ganassi conquistou em seus dezenove anos de parceria seis campeonatos (quatro pela CART e dois pela IRL) sendo uma das equipes mais tradicionais do automobilismo norte-americano e a favorita ao título da temporada de 2009, onde contará no grid com os dois últimos campeões da Indy.

Os carros alvi-rubros da Bud!

Conhecida pelo seu público como Bud, a cervejaria norte-americana Budweiser foi um dos principais patrocinadores da Fórmula Indy, desde quando passou a ser organizada pela CART. A cerveja é a mais vendida no mundo, e um dos meios onde ela encontrou para divulgar sua marca foi no automobilismo de sua terra. Rescentemente ela teve uma passagem pela Fórmula 1, porém a categoria máxima do automobilismo não corre mais na terra da cervejaria.
Na primeira temporada da Fórmula Indy em 1979, realizada sob bandeira da Championship Auto Racing Teams, a CART, a cervejaria estampou sua marca nas 500 milhas de Indianapolis, no carro de Johnny Rutherfod de Nº 4, com um chassi McLaren, motores Cosworth e pneus Goodyear.


Depois de alguns anos fora do automobilismo, a marca de cervejas norte-americana está disposta a fazer um marketing agressivo, e injeta alguns milhões de dólares na equipe Newman Haas Racing de Paul Newman e Carls Haas no ano de 1984. Guiando o carro de Nº 3, o piloto Mario Andretti foi Campeão da Fórmula Indy pela equipe estampando a marca Bud nas suas seis vitórias (Long Beach, Meadowlands, Michigan, Elkhart Lake, Ohio e Michigan) e oito poles (Long Beach, Portland, Meadowlands, Cleveland, Michigan, Elkhart Lake, Ohio e Laguna Seca), sendo cinco consecutivas.


Em 1985, a Newman Haas fecha acordo com outro patrocinador e a Budweiser agora pinta as carenagens do carro Nº 3 também, mas agora de Bobby Rahal e na equipe TrueSports. Bobby venceu por três ocasiões e termina a temporada na terceira colocação do campeonato com um chassi March.


Nos dois anos seguintes, Bobby Rahal fatura os dois campeonatos para alegria da equipe TrueSports e quebra a hegemonia da Penske que havia vencido até então cinco dos sete campeonatos disputados. Em 1986 com um March-Cosworth, o norte americano venceu seis provas, inclusive as 500 milhas de Indianapolis. O dono da equipe, James "Jim" Trueman morreria de cancer uma semana depois da conquista de Bobby.


No ano de 1987, a equipe mudou para os chassis Lola, continuando com os mesmos motores e o pneu Goodyear. Bobby venceu três provas e foi Bi-campeão. O último ano de patrocínio da Budweiser com bobby Rahal na TrueSports, foi em 1988 onde Bobby mais uma vez terminaria o campeonato na terceira colocação, mas vencendo apenas a etapa de Pocono.


A organização da TrueSports, contrata Scott Pruett para realizar a temporada de 1989 pela TrueSports com motores Judd e o chassis Lola. A Budweiser era o patrocinador principal da equipe. Pruett termina a temporada de 1989 em oitavo lugar tendo seu melhor resultado no GP de Detroit, a segunda colocação.


Nos testes de primavera de 1990, o piloto norte-americano sofre um grave acidente em Palm Beach, e a equipe Trueman contrata para guiar o carro Nº 8 durante esta temporada, o brasileiro Raul Boesel. O piloto brasileiro com um equipamento pouco competitivo ainda com o motor Judd e um chassi Lola ultrapasado, conquista dois sextos lugares, em Milwaukee e Detroit, terminando a temporada em décimo segundo lugar.


Recuperado depois de um ano de seu acidente, Scott Pruett volta ao posto da equipe TrueSport e agora com um projteo de Don Halliday, a equipe passa a ter chassis próprios. Embora os chassis eram super robustos, a Budweiser, Halliday, Pruett e Jim não conseguiram os resultados esperados, e o piloto terminou apenas em décimo no campeonato. Os melhores resultados foram em Mid Ohio e Toronto: o quarto lugar.


Em 1992, a equipe consegue a troca dos motores Judd pelos Chevrolet, porém os chassis TrueSports continuam não sendo competitivos, e Scott conquista apenas a quarta colocação em Vancouver, terminando em décimo primeiro lugar. Diante do fraco desempenho, a Budweiser anuncia o fim do contrato de patrocínio e a equipe fica sem dinheiro. A equipe decidi separar-se e uma das partes é adquirida pela estrutura de Bobby Rahal e Carl Hogan.


Em 1993, a Budweiser patrocina esporadicamente alguns carros, porém o carro chefe ainda eram as 500 milhas de Indianapolis, pois era onde tinha mais audiencia na televisão, e foi lá que ela bancou a equipe King Motorsports com a volta a Indy 500 de Al Unser (Senior), terminando na 12º posição.


Ainda na equipe King Motorsports, a Budweiser agora contava com os serviços do canadense Scott Goodyear, que viria a vencer as 500 milhas de Michigan com o carro Nº 40.


Mais de uma década depois, a Budweiser era novamente patrocinadora principal da equipe Newman Haas. Agora no segundo carro da equipe, com o também canadense Paul Tracy. O piloto conquista duas vitórias, nas ruas australianas de Surfer's Paradise e no oval de Milwaukee, terminando a temporada em sexto lugar.


Paul retorna a equipe Penske, e agora Paul e Carl contratam o brasileiro Christian Fittipaldi. Pela segunda vez o Brasil tem um piloto que estampará em sua carenagem a marca da Bud em seu carro. Christian não vence corrida em 1996 e 1997, mas consegue alguns pódios com o carro #11.


Como a Newman Haas era uma equipe forte, e exigiu mais investimentos da Bud, a cervejaria saiu mais uma vez da equipe de Illinois e em 1998, a nova casa da Budweiser como patrocinador principal era a equipe do argentino John Della Peña, tendo como piloto o norte-americano Richie Hearn. A bordo de um fraquíssimo carro Swift/Ford, o norte-americano não conseguiu bons resultados (o melhor em Michigan 1998, quinto lugar) e a Bud decidiu abandonar a equipe ao término do contrato em dezembro de 1999.

Assim como os principais grupos de investimentos norte-americanos, a Budweiser patrocina carros nas divisões da Nascar, sendo o principal patrocinio na equipe Richard Petty, com Kasey Kahne.

Os amarelinhos da Pennzoil!


A partir de hoje começamos a fazer uma nova sessão em nosso blog, as "Pinturas clássicas" dos IndyCars. Começamos pelo famoso carro com pintura amarela.
A história da famosa e tradicional marca PENNZOIL começou em 1889 quando foi formada a South Penn Oil Company na Pennsylvania, uma
unidade da Standard Oil Company. No ano de 1911 a empresa se tornou independente da Standard Oil. A marca propriamente dita surgiu somente no ano de 1916, quando foi registrada pela Pennsylvania Refining Company. Na década de 30 apareceu como patrocinadora do carro de Russell Snowberger (foto) nas 500 Milhas de Indianápolis, começando seu grande envolvimento com as competições automobilísticas.

Voltamos exatos trinta anos no tempo, e chegamos a primeira temporada da Fórmula Indy sancionada pela CART, em 1979. O piloto Al Unser correu com um carro da Chaparral Racing #2 patrocinado pelas cores da Pennzoil.

Em 1980, a equipe Chaparral continuou com o patrocínio da Pennzoil, e o piloto norte-americano Johnny Rutherford foi o campeão daquele ano com o carro de Nº 2.

No ano de 1983, a equipe mais tradicional do automobilismo norte americano, a Penske, tinha em sua carenagem estampada a marca Pennzoil e seu carro todo pintado de amarelo. Rick Mears correu de 1984 a 1987 com um March - Cosworth - Goodyear. Em 1984 Rick Mears venceu as 500 milhas de Indianapolis de "amarelinho". Na foto abaixo veremos Rick Mears #8 com a clássica pintura em 1987.

Em 1991a Pennzoil foi para a equipe Hall Racing, com John Andretti, onde em sua corrida inicial em Surfer's Paradise, venceu a corrida inaugural australiana na história da Indy.


Gil de Ferran foi o brasileiro a defender as cores da Pennzoil na IndyCar. Em 1995, o piloto que depois viria a ser bicampeão da CART, realizou duas temporadas pela Hall Racing, vencendo duas provas.


Em 1996, com a divisão da Fórmula Indy, a Pennzoil manteve um carro no campeonato organizado pela CART, o de Gil de Ferran como dito acima, mas a empresa norte-americana via nas 500 milhas de Indianapolis o seu maior marketing. Sendo assim, a Pennzoil também patrocinou uma equipe no campeonato organizado pela Indy Racing League. O piloto colombiano Roberto Guerrero correu pela equipe Pagan com uma pintura pouco diferente da tradicional na história da Indy.


Depois da cisão, os diretores de marketing da empresa decidiram por manter apenas o patrocinio direcionado para o campeonato que tinha em seu calendário a mítica corrida de Indianapolis. Então a Pennzoil firmou contrato com a equipe Panther e o piloto Scott Goodyear.


Na virada do milênio, a equipe Panther manteve seu contrato de publicidade com a Pennzoil, e Sam Hornish Jr. foi bicampeão da categoria estampando a marcada da empresa em 2001 e 2002.


A Pennzoil permaneceu até o ano de 2005 da Indy Racing League patrocinando a equipe Panther. Hoje a empresa tem sua maior divulgação no automobilismo na Nascar patrocinando Kevin Harvick.
 
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