
Em Long Beach, os Pit-Stops foram decisivos para a vitória de Dario Franchitti (que sempre andou entre os mais rápidos e está ofuscando o brilho do atual campeão, Scott Dixon) e para a terceira e quarta colocações de Tony Kanaan e Danica Patrick. Franchitti foi para o primeiro Pit na 17ª. volta, logo na primeira bandeira amarela. Tony e Danica retardaram o 1º. Pit e depois não mais deixaram de figurar entre os primeiros. Embora a equipe Andretti-Green não encontrou um bom acerto nos treinos, Marco Andretti também andou muito forte, conforme comentarei mais adiante.
Uma pena a entrada de Raphael Matos nos boxes na volta 40. Posteriormente, para aproveitar uma bandeira amarela, que garantiria chegar ao término da prova, teve que voltar aos boxes com menos de 20 voltas. Com isso, ficou difícil para o Mineiro de Governador Valadares andar entre os ponteiros. Entretanto, muitos pontos positivos e animadores em sua performance. Foi o mais rápido nas voltas 48, 49 e 50.
Na 51, 52, 53 e 54, Matos e Marco (Andretti) foram os únicos a andarem abaixo de 1 min. e 12 s. Situação que seguiu mais um pouco, com a companhia de Graham Rahal. Na F-Indy, o equilíbrio é intenso e a diferença é – mais do que em uma prova de 100 m do atletismo – decidida em detalhes mínimos. Sendo assim, o ritmo de Raphael Matos realmente foi muito bom, uma pena o erro na estratégia. Se Will Power (que, literalmente, fará com que eu “morda minha língua”, migrar para a Luczo Dragon Racing, será um parâmetro muito bom para Matos, em termos de avaliação de seu desempenho.
Mario Moraes estava entre os mais rápidos da prova, até se envolver num acidente que envolveu 5 carros, dentre eles, Justin Wilson. Por falar no Inglês, a Dale Coyne precisa urgentemente melhorar nos trabalhos de Pit, para não prejudicar todo o bom desenvolvimento do carro que vem fazendo na pista. Assim como ocorreu em St. Petersburg, Wilson perdeu muitas posições no primeiro Pit-Stop.
Ótima prova do Helio Castroneves. Chegou em Long Beach no sábado, fez bom trabalho nos treinos e bom ritmo de prova. Ganhou muitas posições em um belíssimo trabalho na primeira parada e até chegou a liderar a prova na volta 54, antes de voltar aos Pits. Ficou a frente de Ryan Briscoe (que fez uma atrapalhada com o Dixon na última bandeira amarela, tocando-o e fazendo com que visse a pista no sentido contrário) nos treinos e na corrida. Mesmo assim, ainda segurou o rápido Raphael Matos, que já tinha o ultrapassado anteriormente, ao final da prova.
Um abraço e até o Kansas!
Moisés Martins de Miranda Jr.
E-mail.: Moises.Miranda@uol.com.br
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