Hélio Castroneves fala com o Blog da Indy

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Na quinta-feira da semana passada, o piloto brasileiro Hélio Castroneves concedeu uma entrevista exclusiva para o Blog da Indy. O piloto brasileiro falou a respeito de toda a sua carreira na Fórmula Indy até a corrida do Brasil do próximo ano.
Leia agora na íntegra as vinte perguntas feitas ao piloto brasileiro que está em sua décima temporada na equipe Penske com o carro Nº3 que soma 205 largadas na Indy, 37 poles-positions e 22 vitórias.

Blog da Indy: Como foi a decisão da Indy Lights em Fontana com o Tony Kanaan e tudo sendo decidido nos últimos metros?
Hélio Castroneves: Foi muito eletrizante, eu acabei perdendo o Campeonato por apenas dois ou três pontos, algo assim. Mas que eu tentei de tudo, eu tentei.

BDI: O que você pode nos dizer do seu primeiro ano de CART, quando você conseguiu um pódio em Milwaukee e despertou o interesse de muitas equipes?
HCN: Foi um ano difícil, pelo fato de ser meu primeiro ano, e com uma equipe pequena. Mas aprendi muito, e ter chegado em segundo foi uma combinação de vários fatores.

BDI: Em 1999, já na Hogan você fez uma pole em Milwaukee e batalhou com Montoya principalmente em Nazareth e Portland. Como foi duelar com o campeão de 1999, com um chassi Lola super inferior ao Reynard que era tetra-campeão da categoria?
HCN: Muito bom poder mostrar que uma equipe mesmo pequena, porém muito organizada, estava conseguindo disputar com um equipe campeã como a Ganassi. Fiquei muito contente, e é uma pena que naquela época tivemos muitos problemas mecânicos.

BDI: Na última corrida de 1999, você vinha fazendo uma grande prova, até o seu motor Mercedes estourar. Naquele mesmo dia Carl Hogan anunciava o fim da equipe Hogan. Antes de você e Roger Penske terem contatos, quais equipes estava mais próxima de acertar com você para 2000?
HCN: Muito poucas equipes, mas quem estava disposta a nos ajudar era a Walker Racing.

BDI: Como foi a chegada a Penske, a estrutura da maior equipe da Fórmula Indy, o inicio do convívio com o Gil de Ferran e com o próprio Roger?
HCN: Foi um momento muito emocionante para mim, por estar andando com uma das melhores equipes mundial de corrida, e poder aprender muito com o Gil de Ferran, que na época já tinha muita experiência, o que me ajudou muito a crescer dentro do automobilismo.

BDI: A primeira vitória veio em Detroit. A comemoração que virou símbolo para o mundo todo foi pensada ali na hora, como foi aquele momento?
HCN: Foi uma reação de pura espontaneidade, de momento, não tinha planejado, eu simplesmente segui o meu extinto.


Hélio Castroneves venceu sua primeira corrida em Detroit, 2000.

BDI: Em 2001, a primeira grande vitória. Além da sua habilidade e competência em conduzir o Dallara Oldsmobile #68, qual fato foi determinante para a conquista das 500 milhas daquele ano já que você vinha de outro campeonato, acostumados com outro carro, outro regulamento?
HCN: A preparação da equipe Penske, que principalmente para as 500 milhas de Indianápolis, sempre se preparou muito bem. Que alias é o fato característico da Penske.

BDI: Falando em Indianápolis, qual pista é mais perigosa para os pilotos? Indianápolis, Michigan, Fontana ou você pensa em outra?
HCN: Todo oval é muito perigoso, não tem uma única pista que é mais ou menos segura. Dependendo do angulo, qualquer pista que você bate, você pode se machucar.

BDI: E o GP do Texas de 2001 pela CART que não aconteceu, seria realmente uma fatalidade correr com os motores turbo por lá?
HCN: A velocidade que estávamos atingindo era muito alta, então realmente, o mais seguro foi não ter a corrida.

BDI: No final de 2001 a mudança para a Indy Racing League. Como você se sentiu com essa mudança e ter que virar somente para a esquerda durante três anos seguidos?
HCN: Uma decisão pensada, e ficar em uma equipe de ponta, que era a Penske. E hoje voltamos a virar para direita e para a esquerda.

BDI: Quando você cruzou a linha dos tijolos mais famosos do mundo em 2002, pela segunda vez você vencia em Indianápolis em duas participações. Aquela corrida foi marcada pela bandeira amarela na última volta. O Paul Tracy que disputava a volta final com você chegou a falar diretamente com você sobre o resultado final da prova, ou ele nem questionou nada?
HCN: Nós não nos falamos logo após a corrida, só fomos nos falar um tempo depois. Mas ele nunca teve nada contra mim, simplesmente uma situação que se eu tivesse no lugar dele eu faria a mesma coisa.

BDI: No final de 2003 com a chegada do Bi-campeão Sam Hornish Jr., houve alguma pressão pela chegada dele, ou alguma desmotivação por conta da aposentadoria do Gil de Ferran?
HCN: O Sam foi muito bem recebido, sabíamos que com a presença dele, nossa equipe iria crescer em relação aos circuitos ovais.

BDI: Como foi correr nas pistas mistas e de rua depois de tanto tempo longe destes traçados?
HCN: Foi como andar de bicicleta, demorou um pouco, mas o carro acabou se adaptando bem nesse tipo de circuito.

BDI: Você já nos mostrou que é bom em todo tipo de pista. Mas atualmente a Penske tem um acerto melhor para algum tipo de circuito que você prefira para ficar mais competitivo? Qual o circuito que você mais gostou de correr em toda sua carreira nos Estados Unidos?
HCN: Esse ano a Penske trabalhou muito nos circuitos de 1milha e meia. E parece que melhoramos muito desde os anos interiores. Indianápolis, sem duvida, é minha preferida.

BDI: Em 2008 “bateu na trave”! Este ano você “faz o gol” e trás o sexto título da Indy para o Brasil?
HCN: A gente espera que o goleiro de uma “frangada”, "risos", estamos trabalhando duro pra isso, mas sem duvida precisamos que o goleiro de uma furada, e deixe a bola passar.

BDI: Em Richmond, você chegou a incrível marca de 200 largadas na categoria, passando assim as 199 largadas que pertenciam a Raul Boesel, e no Texas conquistou a 22ª vitória sua na Indy, e é ao lado de Emerson Fittipaldi, o maior vencedor da Indy para o Brasil. Qual a meta do destruidor de recordes brasileiros na Indy, Hélio Castroneves?
HCN: Os recordes existem para ser quebrados, e vamos continuar trabalhando para quebrar mais e mais recordes.

BDI: O que você pode assegurar sobre a corrida da Fórmula Indy no Brasil para o ano que vem? E como pode ter corrida no Brasil se não tem transmissão das corridas ao vivo para o Brasil?
HCN: Só sei que a corrida será no Brasil, e a data será 14 de marco. Mas não sabemos onde vai ser ainda. Tendo a corrida no Brasil, vai aumentar o interesse e o conhecimento do fã brasileiro, com isso empresas poderão patrocinar para que as corridas sempre passem ao vivo.


Hélio Castroneves e o presidente Lula conversam sobre a corrida da Fórmula Indy no Brasil para 2010.

BDI: Você correu tanto na CART como na IRL. O que vocês pilotos pensavam e diziam entre si nesta briga de anos entre rivalidade de ChampCar (CART) e IRL?
HCN: Sempre soubemos que era um erro, ter esse tipo de briga. E ainda bem que a categoria encontrou uma solução para poder se juntar.

BDI: Como vocês pilotos estão reagindo a “renúncia” de Tony George? Ele é tido como vilão da separação da categoria desde 1995. Como vocês que fazem o espetáculo da Indy reagiram à saída dele?
HCN: Para mim não mudou nada :)

BDI: Rick Mears ficou de 1978 (fundação da Penske na Indy) até 1992. Helinho está na nona temporada já com a equipe alvirrubra. Você pretende ficar mais tempo que ele na escuderia do Roger e ganhar mais 500 milhas de Indianápolis?
HCN: Se eu puder conquistar o que o Rick Mears conquistou seria uma honra!

Comente aqui sobre a entrevista.

Confira um clipe especial com as três vitórias de Hélio Castroneves nas 500 milhas de Indinápolis.

3 comentários:

Natanael disse...

Parabéns a equipe do blog por mais essa entrevista. Quem sabe em breve uma com o Gil de Ferran, bi-campeão da CART e que ano que vem terá equipe na Indy.

Carlos Henrique disse...

Grande entrevista com o Helio Castroneves. Tomara que a proxima seja com o Gil de Ferran que está andando muito na American Le Mans Series e terá equipe na Indy.

Anônimo disse...

Haveria como disponibilizar a música-tema da indy que toca ao fundo para download?

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