A turma de 2010

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Caros amigos, a temporada 2010 da categoria se aproxima e chega a hora de analisarmos alguns dos pilotos que farão parte da Fórmula Indy neste novo e promissor ano. A intenção, como não poderia deixar de ser, é iniciar o bate-papo deixando a sempre quente área de comentários para os amigos do Blog. Para começar, vamos pelos brasileiros:

Hélio Castroneves: no ano passado cheguei a cravar 2009 como “Ano do Helinho” – afinal, depois de um belo vice-campeonato em 2008, o Homem Aranha havia se livrado dos problemas com o fisco norte-americano e fez uma primeira metade da temporada praticamente irreprensível. As vitórias em Indianapolis e no Texas foram o combustível para o que eu imaginava ser o desencantar de um campeão. Porém, novamente, apareceu a “maldição do meio do campeonato” para Helinho. Mais uma vez ele perdeu pontos importantes em provas no miolo da temporada e na última corrida nós estavámos aplaudindo Dario Franchitti, Ryan Briscoe e Scott Dixon. Imagino que o foco dele nesse ano seja ganhar o quarto anel na Indy 500, tornando-se um dos maiores vencedores da prova, mas e o caneco? Hélio sempre foi piloto de ponta e é hora de ser campeão da temporada. Experiência, tarimba e qualidade não faltam. A questão é ser paciente e trabalhar com a regularidade – ou seja, lembrar dos sempre belos títulos de Gil de Ferran. Quem sabe a briga de foice que vai rolar na Penske esse ano, com Briscoe e Power, impulsione Helinho. Mais piloto que os dois certamente ele é.

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Helinho e Tony: os brasileiros vencedores

Tony Kanaan: senti o Tony nos últimos anos como o primo mais velho de uma família bem bagunceira – falo, claro, dos companheiros de Andretti-Green Danica, Marco e Mutoh. O nosso campeão de 2004 é imensamente mais talentoso que todos e ai morou o perigo, com o baiano tendo sobrecarga para desenvolver um carro não muito bem nascido. E olha que não tinha nem um Bryan Herta que se preze para dar uma força... Com isso, imagino que as forças de Tony acabaram se esvaindo e os últimos campeonatos não foram lá muito bons. Para esse ano, o nível na equipe subiu – Danica amadureceu, Hunter-Heay é um bom piloto e Marco... bem, esse continua o mesmo... – e tal fato pode ajudar Tony a voltar aos lugares mais altos do pódio. E não se esqueçam: um campeão raramente esquece o caminho das vitórias.

Raphael Mattos: a estréia de Raphael foi como devia ser. Erros, alguns acidentes, boas provas, consistência em mistos e ovais e principalmente a confiança da equipe. Um rookie sem companheiro de time o ano todo e com bom desempenho prova isso – ele não precisou de ninguém ao lado dando dicas ou acertando o carro para mostrar seu potencial. A permanência na equipe não era novidade para ninguém e a chegada de Gil como um dos sócios tem tudo para ser o salto de consolidação de Raphael como “o piloto do futuro” para a Indy.

Ana Beatriz “Bia” Figueiredo: a estréia de Bia na Indy é a grande notícia do ano até o momento. Para a categoria em termos de Brasil, sua chegada é um algo bastante positivo. A presença de uma mulher disputando corridas sempre atraiu mais público em qualquer categoria e ela é a primeira brasileira que chega de verdade nesse ponto. Ou seja, mais um atrativo para o público e um belo gancho para a imprensa. Além desse fator, estamos falando de alguém com comprovada qualidade e história na categorias de base nacionais e internacionais. Enfim, não é aventureira nem alguém que conquistou espaço por ser “diferente”. Bia é talentosa e merece essa chance. A tarefa, claro, é duríssima, com companheiros de alto nível e recursos escassos. Mas a oportunidade está aí (lugar melhor para a estréia impossível, né Bia?) e boto fé na brasileira.

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Bia, Vitor e Raphael: Brasil bem representado


Vitor Meira: olha, o Vitor é um guerreiro mesmo. Está quase sempre andando em cadeiras elétricas e jamais deixou de demonstrar capacidade. Mesmo na AJ Foyt (com a famosa história da não utilização de computadores) Vitor teve bons momentos no ano passado (estava bem na Indy 500 até o fatídico acidente) e é um daqueles caras que merecem um carro melhor. Que seu inicio de temporada seja bom para quem sabe sair dessa barca furada brevemente.

Mario Moraes: se Mario não alinhar em São Paulo a esquadra brasileira estará bem desfalcada. A sua segunda metade da temporada do ano passado foi excelente e não sai da minha memória da imagem de Jimmy Vasser comemorando as ultrapassagens do brasileiro em Sonoma. Uma pena o carro da KV ter ido para outras mãos.

Mario Romancini: conheço pouco de seu histórico mas pelo que sei tem bagagem e está começando por uma equipe boa. Ou seja, é um excelente início.

Agora, os estrangeiros:

Dario Franchitti: que título no ano passado, hein? Ao melhor estilo Gil de Ferran, comendo pelas beiradas e esperando momento para dar o bote definitivo. Dario voltou fortíssimo da aventura na Nascar e se a Ganassi mantiver o bom trabalho é candidatíssimo a taça. Na minha opinião é o favorito para esse ano.

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Franchitti x Dixon: duelo de titãs

Scott Dixon: sempre um piloto competitivo, Dixon teve no ano passado uma experiência talvez inédita – a presença de um companheiro tão forte quanto ele. Dario ganhou o título na última corrida, e isso significa o quanto a Ganassi tornou-se capaz de prover dois carros ótimos para dois grandes campeões. Se Dario é favorito, Dixon não pode ficar para trás.

Ryan Briscoe: teve o título praticamente nas mãos e jogou praticamente tudo fora com um acidente bobo. Confesso que nunca botei muita fé no australiano e esse acontecimento reforçou meu ponto de vista. Ao seu lado terá o sempre forte Helinho e Power – enfim, parada dura. Briscoe terá que mostrar amadurecimento neste ano, guardando na gaveta aquele vacilo de 2009.

Will Power: na minha opinião o piloto de 2009. Fez cama para o Helinho deitar em Long Beach, amargou um banco de reservas e quando foi chamado por Roger Penske deu show. Mesmo sem ritmo e com pouca “mão” do carro, venceu, provando que é piloto de ponta. Nada mais justo do que um carro o ano todo para ele – e acima de tudo, um sinal de prestígio. Olho nele, Helinho!

Danica Patrick: como ela cresceu em 2009, não? Esteve mais regular, diminuiu (um pouco) os chiliques e terminou a tabela de classificação lá na frente – sinal de evolução. A ficha da Nascar caiu depois dos vexames nesse começo de ano e deve ficar por um bom tempo na Indy, pois já está estabelecida e respeitada por todos. Tem a equipe na mão (afinal, vai pra onde quiser), muitos patrocinadores e uma popularidade nas nuvens – enfim, tudo a seu favor. Se esfriar a cabeça, concentrando-se na temporada em si, tem chance de chegar lá.

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Power e Danica: fortes em 2010

Justin Wilson e Mike Conway: bela dupla da Dreyer & Reinbold. Não é de hoje que Justin tem valor, e a sua vitória no ano passado enfrentando carros muitíssimos melhores confirmou isso. Conway foi uma grata surpresa, andando muito em mistos e rua. Boa sacada da equipe em juntar dois talentos, mas como dar carros bons a todos (Bia inclusa) com pouca grana? A ver.

Takuma Sato: a KV acertou na mosca em trazer o japonês. Primeiro, pelo mercado: Sato é ídolo no Japão e isso significa bons patrocínios. E acima de tudo, é bom piloto. A passagem pela F1 (em especial na última equipe) agitou a monótoma categoria e piloto assim sempre é bem vindo. Takuma é showman e a Indy precisa disso.

Bom, faltaram alguns nomes e uma análise mais profundas das equipes – boa pedida para a uma próxima coluna. Também esqueci de mencionar aqueles que poderiam (deveriam!) voltar (Paul Tracy, Sebastien Bourdais, J. P. Montoya, Sam Hornish, pelo menos). Enfim, assunto é o que não falta, não é mesmo? Assim a contagem regressiva para o dia 14 de março passa mais rápido!

Obs: quase 20 mil ingressos vendidos em 3 semanas (e com Carnaval no meio) só comprova o que temos falado por aqui. Que esse indícios concretizem nossas previsão: a São Paulo Indy 300 será mesmo um grande sucesso!


Leandro Coelho tem 26 anos e é natural de São Paulo/SP, onde reside atualmente. Apaixonado pelo automobilismo norte-americano desde o início da década de 90, manteve entre 2000 e 2002 o extinto site INDYBRASIL, uma das páginas brasileiras pioneiras na cobertura exclusiva da então CART. Também já colaborou para os sites SuperLicença, BMS/Brazilian Motor Sport, Truck Racing Online, Stock Car Brasil, entre outros. É formado em Administração de Empresas pela Universidade Mackenzie e adora política e economia, além de ser torcedor do Santos Futebol Clube e fã de músicas dos anos 80.



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2 comentários:

Anônimo disse...

Hélio é um ótimo piloto, o tricampeonato da Indy 500 mostra isso, o falta apenas claro é o campeonato, mas ele ja fez uma grande história.
Tony começa reogarnizando a barca furada da Andretti do ano passado, talvez ainda não de pra disputar o caneco, mas quem sabe...
KV: uma pena Mario Moraes não estar nela, mas Takuma Sato...esse sim! pode aprontar bagunçar a vida de todo mundo.
Will Power: esse sim, é mais piloto que Ryan Briscoe, e ele eu considero um forte candidato ao título, ele não é a terceira força da Penske, creio que esse posto vai pro Bryscoe depois da BURRADA do ano anterior.
Mike Conway: esse promete e muito, consistente.
Raphael Matos: já passou a fase de estreante, esse também pode aprontar e muito.
Vitor Meira: não teve chances de mostrar nada o ano passado, mas concerteza terá uma boa temporada.
Ganassi: o que dizer?? favoritissímos!
Luiz Filipe Dias Genesi

Iron disse...

Na minha opinião, o Vitor tem que se livrar da pecha de "novo Raul Boesel" e começar a andar... Vai ter que batalhar dentro da equipe do Seu A.J. para poder fazer alguma coisa. Vai ter que demonstrar votade de novato e experiência de campeão, caso contrário, vai ser na história da Indy mais um Josele Garza ou P.J Jones da vida (o Raul eu já citei lá em cima).

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