Helio Castroneves conquista a pole position para a Indy 500

Agora, o piloto brasileiro é detentor de 38 largadas na primeira posição na Indy, sendo quatro no Indianapolis Motor Speedway

Ao se constituir no grande vencedor do Pole Day para a Indy 500, disputado hoje no Indianapolis Motor Speedway, o piloto brasileiro Helio Castroneves “escreveu uma página” de grande significação em sua carreira de 13 temporadas na Fórmula Indy. Ele garantiu a pole position para a principal corrida do calendário pela quarta vez e passou a somar 38 largadas na 1ª posição na Fórmula Indy. Esse número inclui as 35 poles efetivamente conseguidas na pista, mais três em grids formados por então posições no campeonato. De quebra, acumulou hoje mais 15 pontos no campeonato, passando à vice-liderança, agora com 177 pontos.

Essa conquista aconteceu de forma dupla, pois um novo regulamento para o Pole Day foi introduzido nessa edição. Após cinco horas de classificação, com a presença de todos os inscritos que se mostraram em condição para tal, entrou em cena a novidade do ano, o The Fast Nine, uma nova classificação de 90 minutos, apenas com os nove mais rápidos da primeira fase, cujas marcas anteriores foram zeradas. Num dia destinado a indicar os ocupantes de 24 das 33 vagas, foram reunidas estratégia, velocidade e tensão, tudo em dose dupla.

Cumprida a primeira fase do Pole Day, Castroneves garantiu a Pole Position Provisória ao assinalar a média de 226,774 mph em sua segunda tentativa, efetivada por volta das 14h40 em Indianapolis. Ele optou por assim fazer para superar o tempo do início da classificação, logo após as 11h00. Nessa primeira fase foi o sétimo a entrar na pista, já sabendo que o canadense Alex Tagliani, da FAZZT Race Team, cumprira seu conjunto de quatro voltas em 226,392 de média e era o homem a ser batido.

Embora suas voltas estivessem muito próximas àquelas assinaladas pelo adversário, Castroneves foi 000,004 mph menos rápido, fazendo 226,388 mph. Para quem está mais acostumado com a diferença de tempo, vale dizer que isso significa 0s0025. Nada disso, porém, foi o bastante para ele, que tirou de Tagliani a liderança do grupo para o “The Fast Nine”, assim composto: Helio Castroneves, Alex Tagliani, Dario Franchitti, Will Power, Scott Dixon, Graham Rahal, Hideki Mutoh, Ryan Briscoe e Ed Carpenter.

Na fase final, Castroneves assinalou logo nos primeiros minutos a média de 227,970 mph, com pico de 228,213 mph na segunda das quatro voltas. Depois disso, acompanhou de dentro do carro e sob o sol que imperou na tarde de Indianapolis, um a um seus diretos adversários buscarem marcas que se aproximassem da dele. Quem mais se aproximou foi seu companheiro de equipe Will Power, que mesmo assim foi 0,393 mph mais lento. Assim, ao final de quase uma hora e meia de concentração máxima, Castroneves pôde comemorar aquela que seguramente foi a mais torturante e cansativa pole position de sua carreira.

5 comentários:

Rodrigo disse...

Helio sobrou na qualificação... possui uma identificação incrível com a lendária pista e, junto ao engenheiro, sabem como acertar o carro para tirar o máximo do conjunto. Incrível a reação do público durante as 4 voltas voadoras do Fast Nine!

Paul Tomas disse...

É curioso que esse cara, que junto com o Tony, Dixon, Tracy e Franchitti, são os "decanos" dos tempos de CART, naõ foi campeão ainda... É claro que isso é esporte e o Helinho não ganhou porque faltou pontos nos finais de campeonatos. Mas acho que o Seu Penske devia dar uma atenção maior para ele, já que se o Hélio aposentar sem ganhar um campeonato, vai ficar muito esquisito.

ccws disse...

Estava vendo no site autoracing os tempos dos Poles da Indy500 desde os primeiros anos da corrida. É interessante notar que a barreira de 230 mph foi quebrada pelo Roberto Guerreiro em 1992 (na época o traçado era mais rápido, já que a pista era mais larga). Em 1996 foi o último ano dos carros turbo em Indianápolis quando o Scott Brayton (que morreu nos mesmos treinos) alcançou 233 mph. Posteriormente aqueles anos a média baixou e apenas em 2002 e 2003 Helinho e Bruno Junqueira superaram as 230 mph, ainda sim não mais alcançando a velocidade dos tempos do carros turbo. Aí é que entra a polêmica da volta dos antigos motores turbinados - e como fica a segurança???

Marco Matsumoto disse...

Nos treinos de ontem o pico de velocidade foi de 233,833 mph. Se em 1996 a média era essa velocidade então os carros deviam ter chegado aos 238 mph de pico. Mesmo assim não é a pista mais veloz. Gil de Ferran fez a média de 240 mph nos treinos de Fontana, não lembro o ano.

leonardo-pe disse...

foi em outubro de 2000,Marco!já houve tempo q a INDY 500,se chegava aos 380 KM/H(emerson fitipaldi em 1994,nos treinos)!

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